quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Razões para se dedicar um pouco menos à igreja e mais à sua família.

 

1Negligenciar a família é um pecado grave!

A Bíblia é clara quando nos orienta sobre a família de um servo de Deus; que deve ser cuidada de forma amorosa. A Bíblia chega ao ponto de chamar aqueles que negligenciam o cuidado com o seu lar de piores que os descrentes:

“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. 1 Timóteo 5:8 (ARA).

Isto indica-nos claramente que se um servo de Deus negligencia aspetos importantes do seu lar (mesmo que seja por causa de trabalhos da igreja), têm agido incorretamente diante de Deus. De forma alguma Deus nos manda sacrificar o cuidado com o nosso lar para que a obra Dele cresça.

2O corpo de Cristo não é só uma pessoa.

Alguns servos de Deus sofrem da “síndrome do messias”. Esta síndrome está presente nas pessoas que acham que elas são as salvadoras de tudo e todos.

Ou seja, sem elas nada funciona, nada fica bem feito, nada vai para a frente. Este é o caso de muitos servos de Deus, que até com muito boa intenção querem estar em todas as programações, participar de tudo, fazer de tudo, no entanto, acabam com isto por trazer destruição para o seu lar e para a sua missão dentro de casa! Este tipo de pessoas acha que se não estiverem, o culto não acontece.

Mas é errado pensar assim! A obra de Deus é feita por um corpo com diversos membros e não apenas por um elemento, que se autodestrói ao querer fazer tudo. Não faça tudo! Não esteja em tudo! Deixe espaço para os outros!

3Nada vale o fracasso do seu lar.

A família é a célula mãe criada por Deus. Isto significa que Deus na Sua palavra valoriza sempre a família e tem-na como muito importante, sendo de grande bênção na vida de uma pessoa (leia; Salmos 127 e 128).

Isto indica-nos que Deus deseja o sucesso do lar e, inclusive, encheu a Bíblia Sagrada de conselhos para que a família fosse cuidada por cada um dos seus membros e estivesse, assim, saudável.

Por isso, nada “vale” o fracasso de um lar. Poderia Deus desejar que um lar fosse destruído para que Sua obra fosse um sucesso? É evidente que não!

A obra de Deus é um sucesso quando ela alcança o seu objetivo e que todo o caminho percorrido para isto é correto.

Ou seja, um lar que está destruído porque os seus membros não têm tempo para cuidar dele nunca poderá produzir uma obra de sucesso no reino do Senhor.

Um esposo que destrói o seu casamento para poder estar em todas as programações da igreja não está a ter sucesso na obra, pelo contrário é pior que um descrente como nos ensina Paulo!

4Precisa de tempo para cumprir o seu papel no lar

Cada pessoa dentro de um lar tem o seu papel (dado por Deus). Pais, filhos, marido, esposa, etc. Mas como exercer esses papéis se existem programações da igreja para participar de segunda a segunda?

Certamente, por exemplo, este marido que participar de forma desequilibrada das obras da igreja irá negligenciar o relacionamento com a esposa, não terá tempo nem energia para ela.

Irá ser um pai ausente também e fazer o seu filho odiar a obra de Deus que tira 100% do seu pai de casa todo o tempo.

Um pai que faz tudo para a igreja, mas nada na sua casa, no seu lar, pelos seus entes queridos, está a precisar de rever os seus conceitos.

Ou seja, um pai (ou mãe) que não cumpre o seu papel no lar, mesmo estando todos os dias na igreja, tem sido infiel para com a sua missão diante de Deus.

Daí a necessidade de equilíbrio nas prioridades da família e da igreja. Deixar de participar de certas programações, de forma pensada, para cuidar da família, em muitos momentos é necessário e essencial.

5Ativismo religioso não é a mesma coisa que fazer a obra de Deus.

Muitos têm-se confundido na obra de Deus, pois acham que ativismo religioso, ou seja, ficar a correr de um lado para o outro, enchendo-se de atividades é fazer a obra de Deus.

Ativismo religioso nada mais é que, preencher o tempo com atividades religiosas que nem sempre significam que está a fazer a obra de Deus.

Quantas pessoas, por exemplo, entram em diversos ministérios apenas para “tapar um buraco” mesmo sem ter qualquer dom naquela área? Isto é ativismo religioso.

Quantos frequentam a igreja de domingo a domingo apenas por achar que precisam de estar presentes em tudo? Isto é ativismo religioso!

Quantos não conseguem tirar uma única folga para se dedicarem à família de forma completa porque têm o tempo todo ocupado por programações? Isto é ativismo religioso!

E ativismo religioso não é fazer a obra de Deus, é fazer uma obra humana a pensarem que é para Deus.

Conclusão:

Por tudo isto, finalizo esta reflexão a dizer que é importante pensar no equilíbrio entre as prioridades e não a confundi-las. Na escala de ordem de prioridades vem; Deus, família, trabalho e só depois igreja, etc.

Procure avaliar o seu papel dentro do lar e se o tem cumprido fielmente. Avalie também a sua participação na obra de Deus e, verifique o que é realmente obra de Deus e o que é apenas ativismo religioso que não traz frutos. Faça os cortes necessários e tanto sua família como a obra do Senhor serão beneficiadas.

Nota: Não tenha medo de dizer não a programações, eventos, convites ou qualquer outra coisa que irá colocar a sua família e a sua missão no lar num desequilíbrio frequente e perigoso.

 

Pajovi 2024

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Silêncios.

 

“Silêncios”

Desde sempre, me lembro de ouvir a grande maioria dos pregadores, durante as suas pregações, afirmarem que a palavra falada tem um grande poder. Sim é verdade, mas também não é menos verdade, que o silêncio, pode e tem, em determinados momentos, um efeito poderoso! Alguns textos Bíblicos ensinam-nos e aconselham-nos sobre os “silêncios”. Em Provérbios 17:28 lemos: “Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado.” (NTLH). O importante é sabermos quando devemos ficar calados, silenciosos, apenas a escutar o que os outros dizem.

Em vez de levantar suspeitas ou intrigas, ou mesmo críticas destrutivas. Situações estas, que são um comportamento inadequado a um cristão e que na sua essência, podem arruinar a reputação de outrem e também de quem intervém. Nestas situações, mantenha o “silêncio”. Em Provérbios 11:13 lemos: “Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo” (NVI).

Em vez de ofender os outros, quer estejam ao seu redor ou ausentes. Mantenha o “silêncio”. Lembre-se das “marcas” que as suas palavras podem deixar. Pode argumentar; e se o outro me ofendeu primeiro? Neste caso leia o que diz em 1Pedro 3:15-17 – “antes santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.” (ARA). No momento atual em que se vivem crises profundas, quer no aspeto social, quer no lado conflituoso (Guerras terríveis entre povos e nações). Muitas pessoas tentam isolar-se socialmente, mas essa não é certamente a maneira mais correta de agradarmos a Deus. Mas o “silêncio” interior, que nos leva a abstrairmo-nos do mundo e a olhar mais para Deus esse sim. Porque no “silêncio” podemos ouvir melhor a voz de Deus. Um dos meus “pais” na fé (o saudoso Hermano da Fonseca da A. D. Amadora) costumava dizer-me; “por vezes, precisamos de baixar o volume de som do mundo e aumentar o volume da voz de Deus”. Esta frase não diz respeito apenas a desligarmos a televisão ou o rádio, mas sim ao facto de que precisamos de nos alimentar mais da Palavra de Deus, de ter mais comunhão com Deus e com o Espírito Santo. Quando alimentamos mais e mais a nossa mente e espírito com a palavra, maior é a nossa comunhão com Deus e com o Espírito Santo, tornando maior o nosso discernimento espiritual. E isto só se consegue quando estamos em “silêncio” para o mundo. Em Romanos 8:5-8 lemos: Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. (NVI). Ao usarmos o nosso tempo com o que é espiritual, alimentamos os pensamentos com o que vem do “Alto” e deixamos de nos alimentar com o “barulho” da sociedade. Viva os seus “silêncios” em comunhão com Deus.

 

Pajovi 2024

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Analisando Tiago 2:14 a 26

 Meditação: (aconselhável ler todos os versículos)


“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?”  Tiago 2:14 (ARA).

 

“Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.” Tiago 2:26. (ARA).

 

Tiago não afirma que a fé não pode salvar; ele está apenas a dizer que a fé que essa pessoa afirma ter, ou seja, uma fé sem obras, não pode salvar.

Paulo e Tiago querem dizer a mesma coisa com a palavra “obras”; atos praticados em obediência à palavra de Deus. É possível ver que Paulo e Tiago não se contradizem, mas tratam de objetivos (pontos de vista) diferentes. Paulo trata da raiz da justificação, que é feita perante Deus. É a justificação pela fé, que é produtora de obras. Já Tiago fala do fruto da justificação, realizada perante os homens. É a justificação pelas obras, que são provas de que há fé.

Não, as obras não nos salvam. A Bíblia é muito clara; apenas a fé em Jesus nos salva.

Para ler e refletir: Efésios 2:8-9.

Não podemos nem precisamos de fazer nada, para merecer a salvação. Com a sua morte e ressurreição, Jesus nos dá acesso gratuito à salvação, através da fé. Em suma, a fé deve de se manifestar com alguma obra adequada para ser verdadeira. Uma fé morta não é justificável, pois não produz mudanças na pessoa.

 

“Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.”  1 Coríntios 3:8 (ARA).

 

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” Apocalipse 22:12 (ARA).

 

A salvação é um presente de Deus, que Ele nos dá porque Ele é bom. Ele não nos salva por causa do nosso mérito. Ninguém consegue atingir o nível de perfeição de Deus para merecer a salvação. Somente a fé no poder de Jesus nos pode salvar.

 

Graça e Paz.

 

Pajovi 2024

O ANTICRISTO

 

Meditação.

Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” 2 Tessalonicenses 2:3 (ARA).

 

Em primeiro lugar, observe dois detalhes; primeiro Paulo está a falar de algum engano que está entre eles. Segundo, explica porque é que aquilo era um engano. Qual era o engano?

Esse engano está relacionado com a frase “isto não acontecerá”. O que é isto? A referência é ao verso 1 do mesmo capítulo;

 

“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos…” 2 Tessalonicenses 2:1 (ARA).

 

Repare que falsos ensinos sobre a segunda vinda de Cristo estavam a ser disseminados (tal como hoje em dia). Não sabemos ao certo quais eram, mas eles fizeram Paulo mostrar que ainda não era a hora, pois alguns detalhes importantes ainda não tinham acontecido;

 

“…primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” 2 Tessalonicenses 2:3 (ARA).

 

 A apostasia aqui descrita é um abandono e menosprezo pela fé extremamente grandes, o que levaria ao cenário perfeito para o aparecimento do tal “Homem da iniquidade”.

Esse homem da iniquidade, diz Paulo, ainda não tinha entrado em cena. A Bíblia dá-lhe vários nomes. Verá que são vários nomes dados à mesma pessoa! Isso mesmo, não são pessoas diferentes, são a mesma pessoa! João explica assim;

 

“Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora” 1 João 2:18 (ARA).

 

Este “o anticristo” no singular é esta pessoa que se levantará nos últimos tempos. João explica várias características dele, mas a principal é justamente opor-se diretamente ao Cristo o Salvador, negando-o.

O livro de Apocalipse dá-lhe a ele uma outra descrição, com mais figuras de linguagem, mas que aponta para o mesmo homem da perdição e anticristo;

 

“Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia” Apocalipse 13:1 (ARA).

Ele é a besta (monstro, mas não em aparência, mas no coração, na essência), que emerge do mar (da sociedade cheia de transtornos e agitação, procurando soluções que ele trará).

Em Apocalipse, inclusive, essa besta, que é o homem da iniquidade e também o anticristo, através da ação do diabo (o senhor dele), até simula uma ressurreição, levando as pessoas a cometerem idolatria e a rejeitarem a Deus;

 

“Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” Apocalipse 13:3 (ARA).

 

Digno de nota é ainda o facto de o Apóstolo Paulo explicar que esse homem da iniquidade ainda não se levantou porque não pode fazer isso;

 

“Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém” 2 Tessalonicenses 2:7 (ARA).

 

O único capaz de deter este homem e os seus propósitos ligados ao diabo é o próprio Deus. Paulo mostra que Deus está no controle de tudo. Ele vai aparecer quando Deus deixar, quando for o tempo. E, ao mesmo tempo, será derrotado pelo Senhor rapidamente;

 

“então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda” 2 Tessalonicenses 2:8 (ARA).

 

Podemos concluir que este personagem ainda não se manifestou, porém, tudo no nosso mundo indica que o cenário está a ser preparado para que ele venha! Por isso, como Paulo bem orientou os irmãos daquele lugar, fiquem atentos!

Por fim, a personagem chamada de besta, que emerge da terra é a única que é uma pessoa diferente. Ela vai-se juntar ao anticristo, vai apoiá-lo, formando junto com o diabo, a trindade satânica, que é o diabo (anti deus), Homem da Iniquidade (anticristo) e a besta que vem da terra (anti espírito).

 

“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o filho do homem há de vir.” Mateus 25:13 (ARC).

 

Vigiai e orai.

Graça e Paz.

Pajovi 2024


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Conforto na "partida" de quem nos é próximo.


 

É muito doloroso perder alguém querido de quem somos amigos há quase 50 anos. A saudade torna-se a nossa principal companhia (este ano já partiram 6 amigos de longa data), mas não podemos esquecer; a morte não é o fim. Deus nos prometeu uma vida eterna e, um dia, todos nós estaremos juntos mais uma vez. Até um dia Fernando.

 

“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor”. Jó 1:21 (ARA).

 

Amados em Cristo!

É difícil superar a dor, a tristeza e as profundas marcas que a morte de um ente querido deixa nos nossos corações. O máximo que poderemos fazer para aliviar tamanha dor e sofrimento é contar com a consolação do Espírito Santo de Deus.

Só pela Graça de Deus e pelo seu Espírito Santo podemos receber ânimo e força para continuarmos a viver mesmo no meio a tanta dor, tristeza, sofrimento e saudades.

Temos que ter sempre em mente que nesta terra a nossa condição é a de peregrinos. Nós somos viajantes aqui na terra. Resumindo somos turistas e estamos a caminhar em direção à nossa verdadeira casa ao lado do nosso Senhor Jesus Cristo.

Da mesma forma como somos viajantes aqueles que convivem connosco também o são. Quando alguém parte antes de nós, não nos devemos entregar à tristeza profunda por que os mortos descansam e nada sentem. Eles dormem e estão à espera do dia da ressurreição do Senhor. A mesma coisa acontecerá connosco. Nós também dormiremos.


“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” 1 Tessalonicenses 4:13-18 (ARA).


Pajovi  2024

sábado, 20 de julho de 2024

"Que bom estarmos juntos!"

 "Que bom estarmos juntos!"

A Família é o “porto de abrigo” em tempos de; dor, dificuldades, frustrações, mas também na alegria e na felicidade. A família é a ancora fundamental nas nossas vidas, onde encontramos amor, apoio emocional, motivação e onde sentimos uma sensação de pertença.

Muitas vezes os pais jovens, em início de vida e com filhos pequenos, têm alguma dificuldade em conciliar o ritmo intenso do trabalho e da rotina diária e conseguir ao mesmo tempo dar a atenção “devida” aos filhos, é aqui que a união familiar é crucial. Quem tem pais reformados é na maioria das vezes esse o “porto seguro” para colmatar esta dificuldade. Isto também serve para acentuar os laços familiares, nomeadamente o amor e o carinho pelos mais velhos.

É no seio familiar que procuramos e encontramos, inspiração para dar a volta às vicissitudes da vida, para superar os tropeços que a vida por vezes nos trás e que por vezes nos tenta deitar ao chão.

Em 1 Timóteo 5:8 Diz: “Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem.” (NTLH).

*Na sociologia, família é; “A família (do latim familia) é um agrupamento humano formado por duas ou mais pessoas com ligações biológicas, ancestrais, legais ou afetivas que, geralmente, vivem ou viveram na mesma casa.” Para os cristãos, família é mais que isto, família é amor, é renegação do nosso amor próprio a favor do amor coletivo e do bem-estar de todos, é respeito, apoio mútuo e dedicação. Muito mais haveria a dizer neste campo.

Também acontece, até mesmo nas famílias que passam muito tempo juntas, que possa existir “falta de presença” plena e física, motivada pela atividade profissional, mas um simples telefonema pode e vai colmatar a ausência física e mitigar a saudade.

A família é a peça fundamental para o processo de aprendizagem, de desenvolvimento emocional e empático das novas gerações, pois é no seio familiar que se aprende e se inicia o processo de socialização dos mais novos, a interação com tios e primos, mas, especialmente na comunhão com os avós, porque os avós, “são pais com açúcar”, com mais tempo disponível e mais paciência (de um modo geral), para ouvir e aconselhar os mais novos, contribuindo assim para o desenvolvimento afetivo das crianças. 

Provérbios 16:31diz; “O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e se obtém mediante uma vida justa.” (NVI).

Por todos estes motivos (e muito mais haveria a dizer), devemos de persistir em manter o contato permanente com a “família alargada”, pois para quem tem filhos pequenos, é bom saber que têm pessoas à sua volta com quem podem contar. Esta garantia dá às crianças uma sensação de apoio e segurança. Isto permite também que as crianças aprendam que o amor dos tios, primos ou avós é diferente do amor dos pais, que as “regras” são diferentes com os outros familiares. Por exemplo, ir ao supermercado com os avós é diferente de ir com os pais, simplesmente porque são pessoas diferentes e isso proporciona-lhes conhecimentos sociais e também afetivos.

Aprendam a desenvolver uma cultura de união familiar, não só nas festas de anos, no Natal ou na Páscoa, mas sim de uma maneira espontânea e constante. (na minha família costumamos dizer que só existem dois motivos para nos juntarmos todos – “por tudo e por nada”.)

Provérbios 17:6 (NVI) “Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos seus filhos.”

 

Pajovi 2024    

terça-feira, 26 de março de 2024

Triunfar sem criticar, é o princípio básico de um líder!

 

Se queremos triunfar na vida, não devemos criticar ninguém. Aqueles que criticam os outros são débeis, no entanto aquele que se autocrítica a todo o instante é grande. A crítica na maior parte das vezes, é inútil, porque fere o orgulho dos outros e provoca a resistência do criticado, que procura neste caso, justificar-se. Criticar produz uma reação inevitável contra seu próprio autor. Se queremos verdadeiramente triunfar, devemos ouvir este conselho: Não critique os outros.

Aqueles que sabem viver sem criticar os outros, não provocam resistência nem reações de parte do próximo e por consequência, criam um ambiente de êxito e progresso. Por outro lado, se criticamos os outros vamos ganhar muitos inimigos. Temos de nos lembrar que os seres humanos são vasilhas de orgulho e de vaidade, e este orgulho e vaidade produzem uma reação (ressentimento, ódio, etc.) dirigidas a quem criticou. Concluímos, então, que o que critica os outros sem sombra de dúvida fracassa. Quem que quiser corrigir os outros é melhor que comece por se corrigir a si mesmo. Isto dá melhores resultados e é menos perigoso.

O nosso mundo está repleto de neuróticos. O tipo neurótico é crítico, irritável e, também intolerante. As causas da neurastenia são muitas: impaciência, cólera, egoísmo, soberbia, orgulho, etc.

Entre o espírito e o corpo existe um mediador: o sistema nervoso. Trate do seu sistema nervoso. Quando ele estiver irritado por alguma coisa que o canse, é melhor fugir disso. Trabalhe intensamente, porém com moderação; lembre-se de que o trabalho em excesso provoca fadiga. Se não levamos em conta a fadiga, se continuamos a trabalhar excessivamente, então, a fadiga é substituída por excitação. Quando a excitação se toma doentia, converte-se em neurastenia. E necessário alternar o trabalho com o descanso agradável; evitamos, assim, o perigo de cairmos na neurastenia.

Liderança:
"
 Os verdadeiros chefes são líderes mais através do exemplo do que através do poder”.

Todos os patrões que querem triunfar, devem cuidar-se do perigo da neurastenia.

O patrão neurastênico critica tudo e torna-se insuportável. O neurastênico aborrece a paciência e, como patrão, converte-se em carrasco dos seus empregados.

Os operários que têm de trabalhar sob as ordens de um patrão neurastênico e crítico acabam por odiar o trabalho e o patrão. Nenhum trabalhador descontente trabalha com prazer. Muitas vezes as empresas fracassam porque os operários não trabalham eficientemente quando estão descontentes.

O neurastênico, como operário ou empregado de escritório, torna-se rebelde e acaba por ser despedido. Todo o trabalhador neurastênico procura a ocasião de criticar o patrão. Todos os patrões têm orgulho e vaidade e, é claro, que se sentem ofendidos quando os seus empregados o criticam. O trabalhador que passa todo o tempo a criticar o patrão acaba por perder o emprego.

Trate do seu sistema nervoso. Trabalhe com moderação. Divirta-se salutarmente. Não critique ninguém. Procure ver o melhor em todos os seres humanos.

 

 

꙳ “A mudança é inevitável. Só existe uma coisa a respeito da qual podemos ter certeza e essa coisa é a mudança. Negar as mudanças é negar a única realidade. As atitudes mudam, os sentimentos mudam, os desejos mudam e, particularmente, o amor muda. Não há como parar isso, como segura-lo; só se pode acompanhá-lo

꙳ Leo Buscaglia

 

Como controlar a raiva e a ansiedade:

Respire fundo.

Reveja seu ponto de vista.

Expresse sua frustração.

Controle a raiva com o humor.

Tire um tempo para si.

 

Pajovi 2024

segunda-feira, 18 de março de 2024

“LEI DO RETORNO” verso “LEI DA SEMEADURA”

 

A Lei do Retorno não é bíblica. Embora tenha algum paralelo com alguns versículos bíblicos, a lei do retorno não está fundamentada na Bíblia.

Ao contrário do que a Lei do Retorno diz, a Bíblia não ensina que se fizermos coisas boas, receberemos coisas boas e se fizermos o mal, isso também retornará para nós.

A Bíblia ensina que os nossos atos têm consequências e todos colhem aquilo que semeiam *(Lei da semeadura). Mas ela não incentiva o legalismo, a vingança, nem o calculismo (agir por interesse de receber algo em troca).

A Bíblia nos ensina a agir com base no amor a Deus e às pessoas, segundo a Palavra de Cristo. Se agirmos assim, movidos pelo amor e pela fé em Jesus, o próprio Deus, graciosamente, nos pode conceder coisas boas.

Do mesmo modo, quando agimos mal, teremos os frutos das nossas ações. Mas, se nos arrependermos e pedirmos perdão, Deus graciosamente, também perdoa e pode ajudar-nos a superar os momentos negativos da vida, tornando-os em bênçãos.

 

*” LEI DA SEMEADURA”

VERSÍCULOS COM A “LEI DA SEMEADURA” (TODOS COLHEM AQUILO QUE SEMEIAM)

Velho Testamento

Jó 4:8 - Provérbios 32:8 - Oséias 10:13 - Génesis 9:6 - Génesis 2:16-17 - Deuteronômio 6:4-9 - Isaías 33:22 - Êxodo 20:1-17- Salmos 1:1-3 - Salmos 78:5 - Salmos 19:7 - Salmos 119:96 - Salmos 119:42 - Deuteronômio 7:11 - Salmos 1:2

Novo Testamento

Gálatas 6:7 - Lucas 6:31 - Mateus 7:12 - Apocalipse 22:12 - Lucas 6:38 - 1 João 3:4 - Mateus 5:17 - Mateus 22:36-39 - Mateus 5:18 - Romanos 5:12-14 - João 7:19 - Atos 7:53 - Gálatas 3:19 - Hebreus 2:2 - Romanos 7:14 - Romanos 7:12 - Romanos 12:12 - 1 João 5:3 - Romanos 3:19.



A “Lei da semeadura” é um princípio geral que ensina que todos colhem aquilo que semeiam. A Bíblia não usa essa expressão, mas ensina essa verdade em diversos versículos e em diferentes analogias.

Exemplo:

Gálatas 6:7 (KJA) – Não vos enganeis: Deus não se permite zombar. Portanto, tudo o que o ser humano semear, isso também colherá!

Através destes e de outros textos, a Bíblia ensina que as nossas ações têm consequências e que Deus é Soberano Juiz sobre tudo. Um dia todos teremos que prestar contas para Deus do que fizemos:

Romanos 14:12 (ARA) Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. 

Contudo, não podemos confundir a relação entre plantio e colheita com a ideia de “Karma.” A semeadura também NÃO é uma regra para a prosperidade material.


 Pajovi 2024


sábado, 16 de março de 2024

O crente e a política ativa.

 

Se existe um assunto que tem dividido opiniões e atrapalhado a comunhão no Corpo de Cristo, sem sombra de dúvidas, este assunto é a política. Quando falamos em militância partidária os estragos são ainda maiores, basta observar o que que tem sido compartilhado nas redes sociais durante as campanhas eleitorais. Infelizmente, muitos demonstram maior apreço por um determinado líder político, do que pelas boas novas do Evangelho.

Está escrito na Bíblia que o próprio Deus, colocou em vários momentos, os Seus servos em cargos políticos para a realização de trabalhos especiais. Por exemplo, José do Egito.

O próprio Deus o elevou a governador do Egito. O Egito era um país pagão, que adorava a outros “deuses”, mas mesmo assim Deus colocou lá José, para fazer a diferença no seu campo de atuação.

“Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.”  Gênesis 45:8 (ARA)

Podemos também lembrarmo-nos do rei Davi, também levantado por Deus para governar Israel no período dos reis.

Observe nestes dois exemplos, que crentes, foram usados por Deus tanto em locais pagãos como dentro do próprio Israel, que era considerado o povo de Deus no Velho Testamento.

Isto nos mostra numa primeira análise, que participar da política, não representa um pecado e pode ser uma missão de Deus, para algumas pessoas.

Vários servos de Deus participaram na política em toda a bíblia.

Isto mostra também que o crente pode participar da política. Não existem impedimentos bíblicos quanto a isto.

No entanto, o crente deve saber onde é que se está a meter, pois uma das características da política é o “jogo sujo” e por vezes a maldade e a “mentira”.

Um crente que participa em atividades políticas, que está a pensar entrar em cargos políticos, deve ter em mente de que precisa de honrar a Deus e saber lidar com as “desonestidades” existentes de uma forma santa.

Cito como exemplo disso o profeta Daniel. Ele também foi elevado por Deus a um alto cargo político na Babilónia.


 “Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.  Daniel 2:48 (ARA).

 

Mas ele foi fiel a Deus, nem pensou duas vezes em manter a sua posição justa, mesmo diante de ordens injustas, que vieram para tentar desviá-lo.

Ele foi até mesmo lançado na cova dos leões como resultado da sua postura de fidelidade aos princípios de Deus. (foi fiel mesmo estando num país estrangeiro). 

Isto nos leva a entender que a participação do crente na política de forma saudável pode ser algo de bom para a sociedade, pois sabemos que a política influencia muito em muitas questões de um país.

No entanto, não devemos ser, por exemplo, como alguns reis de Israel que confiaram na política e em acordos políticos acima de Deus, como se a política por si só fosse resolver todas as questões. Este equilíbrio é muito necessário para que haja saúde na participação política.

Além dos cargos políticos, muitos questionam sobre uma participação mais ativa do crente nas questões políticas da sua cidade, ou país.

Aqui também não temos impedimentos bíblicos para este tipo de participação, desde que as causas sejam justas e corretas diante de Deus.

Quando Deus enviou o seu próprio povo como escravos para a Babilônia, Ele mandou que o profeta Jeremias os orientasse:


 “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” Jeremias 29:7 (ARA)

 

O crente deve orar e perseverar sempre por causas justas, mas tem de ter muito cuidado, para não se deixar manipular, nem procurar “guerras” para que a sua visão política prevaleça!

Militâncias políticas injustas, que ferem a vontade do Senhor, certamente o desagradarão e não trarão bênçãos duradouras àquela causa.

O livro de provérbios trabalha muito bem este tema quando ensina: 

 

“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” Provérbios 11:14 (ARA).

 

Um exemplo interessante sobre isto é quando temos crentes posicionados, por exemplo, contra políticos que querem aprovar leis a favor do abordo e de outras coisas chocantes, como a morte assistida entre outras situações!

Estas são causas injustas e os crentes devem de se posicionar como luz do mundo, mostrando a verdade de Deus!

Desta forma, concluo a dizer que se Deus o chamar para trabalhar em pequenos ou grandes cargos políticos, coloque isso diante do Senhor e se for da sua vontade, dedique-se ao trabalho com honestidade e retidão.

Faça como os grandes servos, como José do Egito, Moisés, Davi, Daniel, que não foram perfeitos, mas mostraram fidelidade ao Senhor e à missão dada por Ele.

Não permita que as maldades do mundo político, penetrem no seu coração, nem permita que a sedução do poder, eleve o seu orgulho a ponto de se desviar dos propósitos de Deus:


“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” Tiago 4:6 (ARA)

Se existe um assunto que tem dividido opiniões e atrapalhado a comunhão no Corpo de Cristo, sem sombra de dúvidas, este assunto é a política. Quando falamos em militância partidária os estragos são ainda maiores, basta observar o que que tem sido compartilhado nas redes sociais durante as campanhas eleitorais. Infelizmente, muitos demonstram maior apreço por um determinado líder político, do que pelas boas novas do Evangelho.

Mas, como tudo deve ser, precisamos de equilíbrio e uma perceção bíblica para não cairmos no partidarismo, condenado nas Escrituras:

 “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.”  Filipenses 2:3. (ARA) 

A palavra “partidarismo” (eritheia na língua grega) tem como uma de suas definições a “propaganda eleitoral ou intriga por um ofício”, que tem origem exatamente na disputa de partidos políticos, ou seja, não devemos criar partidos no nosso meio, devemos considerar os nossos irmãos superiores a nós mesmos. Neste sentido, devemos compreender que preferências políticas não devem criar divisão na igreja do Senhor.


Pajovi 2024


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