segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Os frutos do Espírito.

 

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.  Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.” Gálatas 5:22-26 (ARA).

 

O fruto do espírito é: Alegria.

 

Tenho que admitir que sou atraído para perto de pessoas alegres. Com isto não quero dizer, necessariamente, aqueles que estão sempre com piadas. Humor e alegria são coisas diferentes. O humor pode encorajar-nos a rir dos absurdos da vida, mas o humor também pode ser abusivo e cruel e rir da dor do outro. Porque é que acha que escorregar numa casca de banana ou os “trapalhões” a fazerem piadas uns aos outros, são “materiais” intemporais para atos de comédia?

A alegria é diferente. Alegria é uma escolha de otimismo e autoconfiança. E não é porque se sente rico, esbelto e inteligente. A alegria interna é produzida pelo Espírito do Senhor que vive em nós. É a verdade silenciosa de que nós somos uma criação magistral de Deus, que somos santos através do sangue de Cristo e muito amados e protegidos por Ele e temos um trabalho muito importante a fazer. A alegria é construída na confiança de que podemos suportar qualquer desastre, porque estamos no caminho do céu.

“O fruto do Espírito é…alegria” disse Paulo em Gálatas 5:22. Ele não quis dizer que os cristãos deveriam de ser conhecidos pelas suas cenas de “palhaçada”. Ele quis dizer que os cristãos são otimistas, sabem que têm um grande futuro, portanto, podem ser gentis e pacientes, mesmo com pessoas difíceis. Eles também podem e devem gostar de si mesmos.

Os inimigos de um espírito alegre são a inveja, a amargura, o ressentimento, o medo e o autodesprezo. Elimine estas coisas do seu coração agora mesmo! Escolha a alegria!

 


Pajovi 2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Os frutos do Espírito.

 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.  Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.” Gálatas 5:22-26 (ARA).


O fruto do Espírito é: O amor.


Por vezes, Deus é muito óbvio no Seu trabalho, no Seu atuar. Deus, certa vez no passado, demonstrou a sua ira terrível sobre o pecado humano, enviou uma grande quantidade de chuva sobre a Terra, cobrindo completamente toda a sua superfície, acabando assim com a vida terrestre, com a exceção da “Arca de Noé” e dos seus ocupantes. Outra ocasião demonstrou a Sua compaixão e poder, ao alimentar o equivalente a um estádio de futebol cheio de pessoas, com apenas cinco pãezinhos e dois pequenos peixes.

Mas Deus, na maioria das vezes, é bastante subtil no seu atuar, por vezes isso é uma “ofensa” para algumas pessoas. Essas pessoas querem mais; raios, trovões, grandes milagres, enfim, mais poder. Deus nunca é movido pela exigência das pessoas que querem algo “espetacular”. Ao contrário disso, Deus parece preferir manifestar o seu trabalho através dos comportamentos piedosos dos que Lhe são fiéis. Nós (cristãos) somos embaixadores de Deus na terra e falamos por Ele, mas também do Seu trabalho e do seu mover, das evidências silenciosas, mas poderosas e visíveis e também sobre a habitação do Espírito Santo em nós. As escrituras chamam a estes comportamentos piedosos “frutos do Espírito Santo” e o capítulo 5 de Gálatas tem uma lista de nove deles. O primeiro pode ser o mais poderoso de todos; “O fruto do Espírito é o amor” - Gálatas 5:22. Amor é; dar valor e importância incondicional a outra pessoa. Jesus Cristo é o padrão de ouro, Ele deu a sua vida por nós, para nos dar vida a nós.

O nosso primeiro propósito na terra, é amar a Deus e fazer com que as outras pessoas se sintam valiosas.

Quando este dia terminar, será que alguém se vai aperceber pelo menos de um exemplo, do fruto Espiritual do amor, entre tudo o que fizemos e dissemos hoje?




Pajovi 2026

domingo, 14 de dezembro de 2025

Mensagem de Natal:

 

O Natal é uma lembrança viva do maior presente que Deus já nos deu: Jesus Cristo. O Seu nascimento trouxe luz ao mundo, encheu os corações de esperança e revelou o amor perfeito do Pai. Mais do que uma data especial, o Natal é a prova de que Deus cumpre as Suas promessas e está sempre perto. Que esta mensagem ecoe na nossa alma e reacenda a nossa fé!

O Natal é um tempo de luz, alegria e celebração! É o momento perfeito para refletirmos sobre o maior presente já dado à humanidade: Jesus Cristo, o nosso Salvador. Muito para além das luzes que brilham nas ruas, das mesas cheias e dos encontros familiares, o verdadeiro sentido do Natal está no amor de Deus, que se revelou ao mundo na forma de um pequeno bebé, na humilde manjedoura de Belém.

O Natal é um lembrete maravilhoso de que não estamos sozinhos. Um dos títulos atribuídos a Jesus é "Emanuel", que significa literalmente "Deus connosco". Ele veio ao nosso encontro para nos trazer esperança, paz e salvação. É tempo de abrir o coração e deixar-se iluminar pela luz que jamais se apaga: Jesus. 

Cada detalhe daquela noite convida-nos a celebrar com gratidão; os pastores que ouviram os coros celestiais, a simplicidade de um nascimento cercado de amor e o cumprimento de uma promessa eterna.

Hoje, esta mesma alegria está ao nosso alcance. O Natal é Jesus, vivo e presente nas nossas vidas! Ele chama-nos a renovar a fé e a partilhar o amor que transforma. Que possamos viver este tempo com corações cheios de gratidão, estendendo a mão ao próximo, valorizando a comunhão com a família e os amigos e, acima de tudo, alegrando-nos na presença de Deus.

Nesta época especial, somos convidados a relembrar que o nascimento de Cristo foi o início de uma jornada de redenção e vitória. A Sua chegada ao mundo não foi apenas um evento histórico, mas um marco eterno que mudou as nossas vidas para sempre. É por causa desta verdade que celebramos com tanta alegria e esperança; Deus veio ao nosso encontro, e a Sua graça acompanha-nos todos os dias.

Que este Natal seja uma lembrança de que Deus nos ama profundamente e está sempre connosco. E que a certeza de que Ele voltará em glória nos encha de esperança e alegria para o ano que está para chegar.

Feliz Natal! Que a paz e a luz de Jesus encham o seu lar e a sua vida.

 

Paz para todos

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” 

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.”

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

João 14:1 – João 14:6 – João 14:13-15 – João 14:21 – João 14:27 (versão Almeida Revista e Atualizada)

 

Pajovi   2025

domingo, 30 de novembro de 2025

Amar os inimigos: O desafio do cristão

 

Amar os inimigos é um dos principais desafios do cristão, mas também uma das provas do amor de Deus em nós. Jesus nos chama a vivermos este amor radical, que vence o ódio e reflete o coração do Pai.

 

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” Mateus 5:43-45 (ARA).

 

Jesus ensina-nos algo que vai contra tudo o que o mundo prega; amar os inimigos. Na época de Jesus e ainda hoje, é comum amar quem nos ama e odiar quem nos faz mal. Mas o amor que vem de Deus é diferente. Ele chama-nos para amar até quem nos persegue, porque este é o amor que reflete o coração do Pai.

Deus não faz distinção entre bons e maus quando derrama a sua bênção. Ele faz o sol nascer e a chuva cair sobre todos. Da mesma forma, quem é filho de Deus aprende a amar sem condições, sem limites, sem exceções.

Amar os inimigos não é algo natural. O nosso coração humano tende à vingança, à raiva e ao ressentimento. Mas quando deixamos Jesus transformar o nosso interior, o impossível torna-se possível. Amar os inimigos é um sinal de que Cristo vive em nós.

Se quer aprender a amar como Jesus, comece por pedir ajuda a Deus.

Como começar a amar os inimigos.

Ore, peça a Deus força e graça para perdoar.

Ore pelos seus inimigos, peça em oração que conheçam Jesus.

Lembre-se que eles também são pessoas, com falhas e dores como todos nós.

Reflita se nunca cometeu erros parecidos.

Pense; se fosse eu no lugar deles, como gostaria que Deus o tratasse?

Lembre-se que Deus ama os seus inimigos tanto quanto o ama a si.

Não procure vingança.

Perdoe, ofereça perdão.

Procure formas de abençoar quem lhe fez mal.

Lembre-se que o verdadeiro inimigo é o diabo, não as pessoas.

Pode levar tempo, mas não desista. Cada passo que dá neste caminho é uma vitória espiritual. Amar os inimigos é uma das provas mais bonitas de que Jesus reina no seu coração.

Orar pelos inimigos.

Jesus revelou que o mal começa no coração, muito antes de qualquer ato. Por isso, em vez de odiar ou desejar vingança, devemos orar pelos nossos inimigos. Quando oramos por eles, deixamos de alimentar o ódio e passamos a agir como filhos de Deus, que faz o sol nascer e a chuva cair sobre justos e injustos.

Orar por quem nos fere não é fácil, mas é libertador. Esta oração muda primeiro o nosso coração e depois pode mudar o coração do outro. O amor de Deus tem poder para transformar até os relacionamentos mais feridos.

Amar sem exceções.

Jesus não colocou limites neste mandamento. Ele não disse “amem alguns inimigos” ou “amem só quem merece”. Ele simplesmente disse: “Amem os seus inimigos.” E amar os nossos inimigos inclui:

Quem pensa diferente de si.

Quem o ofendeu.

Quem tem valores diferentes.

Quem lhe fez mal.

Até quem considera imperdoável.

Amar não é fingir que está tudo bem, nem apoiar o erro. Amar, é desejar o bem verdadeiro do outro e, o maior bem, é que essa pessoa encontre arrependimento e reconciliação com Deus.

O amor quebra o ciclo de ódio e da violência. Onde o mundo responde com vingança, Jesus convida-nos a responder com compaixão. Só o amor de Cristo tem poder para restaurar corações e transformar realidades.

Ame os seus inimigos e o mundo verá a diferença que Jesus faz na sua vida. Este é o amor que muda tudo.

 

 

Pajovi    2025

sábado, 2 de agosto de 2025

Quantos “Jesus” temos na Bíblia?

 

(1) JESUS, O CRISTO, O SALVADOR

Este primeiro Jesus é aquele que mais conhecemos: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (leia; Mateus 1:1).

É muito comum Ele ser chamado, junto com o seu nome, de Cristo. Cristo não é um sobrenome, é um título. Significa “ungido” em grego.

É uma relação direta com a palavra “mashiyach” em hebraico, em português dizemos “messias”. Também significa ungido.

Aponta para o fato Dele ser O messias prometido no Antigo Testamento. Este, portanto, é o Jesus mais importante e mais mencionado nos textos bíblicos.

 

(2) JESUS BARRABÁS, O LADRÃO

Este famoso personagem foi aquele ladrão, um revolucionário que estava preso na ocasião em que Jesus Cristo foi preso. Ele foi solto quando Pilatos lavou as mãos e a população escolheu soltar Jesus Barrabás e condenar Jesus Cristo:

“Então, quando a multidão se reuniu, Pilatos perguntou: —Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?” (leia; Mateus 27:17 – NTLH).

Note que “Jesus Barrabás” não aparece em todas as traduções. Grande parte delas coloca apenas “Barrabás”.

Porém, muitos teólogos apontam que a evidência textual é que seriam ali dois “Jesus” a serem julgados. Isto seria explicado pelo fato de Pilatos usar um segundo nome para os identificar “Barrabás e Cristo” pelo qual seriam facilmente diferenciados.

 

(3) JESUS, O JUSTO

Temos ainda uma menção do apóstolo Paulo de um Jesus, que era um cristão judeu (da circuncisão) que cooperou com ele no ministério e foi citado em Colossenses 4:11:

“e Jesus, conhecido por Justo, os quais são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus. Eles têm sido o meu lenitivo”. 

A diferenciação que Paulo faz, mencionando que ele era conhecido por “Justo” ajuda o leitor a não confundir com Jesus, o Cristo. Assim fica evidente que era uma pessoa “comum” que tinha este nome.

 

(4,5,6) – MAIS 3 “JOSUÉ” (JESUS) NO VELHO TESTAMENTO

Além disso, a Bíblia menciona mais 3 “Josué” dentro do Velho Testamento:

Josué, um habitante de Bete-Semes em cuja terra a arca de aliança foi parar depois que os filisteus a devolveram (leia; 1 Samuel 6:14).

Josué, governador de Jerusalém sob o reinado do rei Josias, o qual colocou o seu nome  num portão da cidade de Jerusalém (leia; 2 Reis 23:8).

Josué, o sumo Sacerdote citado em Ageu 1:1 e Zacarias 3:1.

 

(7) JESUS (JOSUÉ) LÍDER APÓS A MORTE DE MOISÉS

Poucos sabem que o nome Josué que aparece no Antigo Testamento (em hebraico) é equivalente ao nome Jesus (em grego). Ou seja, Josué e Jesus são o mesmo nome, mas em línguas diferentes.

Sendo assim, temos este grande líder do povo de Israel que assumiu após a morte de Moisés: “O qual também nossos pais, com Josué, tendo-o recebido, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles, até aos dias de Davi” (leia; Atos 7:45).

Neste texto, onde o tradutor em português traduziu “Josué” está a palavra grega “Iesous”, ou seja, Jesus. Na tradução para português usa-se “Josué”, pois o contexto mostra que em Atos se está a referir ao Josué, sucessor de Moisés, aquele cuja história consta no Antigo Testamento.

Além disso, a Bíblia menciona também outro Josué, o Sumo Sacerdote Josué em Ageu 1:1 e Zacarias 3:1.

Estes são os “JESUS” encontrados na Bíblia. Mas só um é o nosso redentor e Senhor, Jesus o Cristo.

 

Pajovi  2025

sexta-feira, 11 de julho de 2025

O que é "fraternidade" e “irmandade” cristã?!

 

A irmandade como reflexo da unidade em Cristo. A Bíblia nos ensina que, através da fé em Jesus, somos todos feitos um em Cristo. Somos parte do mesmo corpo, com Cristo como a cabeça. A irmandade lembra-nos que, apesar das nossas diferenças individuais, somos todos iguais perante Deus e partilhamos da mesma salvação.

 

“Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.”  1 João 2:10 (ARA).

 

A irmandade cristã é um conceito fundamental dentro da fé cristã, representando a união e fraternidade entre os seguidores de Jesus Cristo. Esta irmandade é baseada nos ensinamentos da Bíblia Sagrada, que exorta os cristãos a se amarem uns aos outros como a si mesmos.

A Bíblia está repleta de exemplos de irmandade entre os seguidores de Deus, como a amizade entre Davi e Jônatas, o companheirismo dos discípulos de Jesus e a união da igreja primitiva em Jerusalém. Estas histórias inspiram os cristãos a cultivarem a irmandade nas suas próprias vidas.

A irmandade, no contexto do Cristianismo, especialmente entre os evangélicos, refere-se a uma comunidade de crentes que se unem em torno de crenças e práticas comuns. Esta união é frequentemente baseada em valores espirituais e na missão de promover a fé cristã. A irmandade é vista como uma extensão da família de Deus, onde os membros se apoiam mutuamente nas suas jornadas espirituais e na vivência dos ensinamentos de Jesus Cristo. 

 

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” 1 Coríntios 12:12,13 (ARA).

 

Apesar dos muitos benefícios, a irmandade também enfrenta desafios. Diferenças de opinião, conflitos pessoais e a falta de comprometimento de alguns membros, podem impactar negativamente a dinâmica do grupo. É fundamental que os membros pratiquem o perdão e a reconciliação, seguindo o exemplo de Cristo. A comunicação aberta e o respeito mútuo são essenciais para superar estes obstáculos e manter a unidade da irmandade.

 

“Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.” 1 Pedro 2:17 (ARA).

 

A palavra "fraternidade" traduzida de adelphotes. Aparece apenas duas vezes no Novo Testamento, ambas as vezes em I Pedro 2:17, Versão bíblica Almeida Revista Corrigida e I Pedro 5:9, Versão bíblica Almeida Revista Atualizada. A versão bíblica “King James” traduz como "irmãos" em I Pedro 5:9, mas a “Nova Versão King James”  traduz como "irmandade" em ambos os versículos. A palavra “Philia”, do grego, embora tenha o significado “amizade”, pode ser a explicação para todas as feições. “Philia” é retirada do tratado de Ética a “Nicômaco de Aristóteles”, o termo é traduzido geralmente como “amizade”, por vezes “amor”. Portanto, é um termo em grego que significa: Amor fraternal, Amizade! Diz principalmente, “um relacionamento fraternal”, e assim, a comunidade possuía esse relacionamento, "uma irmandade",

 

“Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.” 1 Pedro 2:17 (ARA).

 

Portanto "irmandade; do abstrato para o concreto, é um grupo de irmãos, ou seja, de cristãos, irmãos cristãos.

Parece-me que nos últimos anos perdemos muito daquele senso de fraternidade que outrora desfrutávamos. Aqueles de nós que nos consideramos "conservadores" e "não institucionais" fizeram um bom trabalho ao ensinarem que cada congregação local, é autônoma e independente de qualquer outra congregação no mundo. Mostramos que uma falha em reconhecer este princípio bíblico fundamental historicamente levou à maioria das apostasias em massa do passado. Apontamos corretamente que a congregação da qual somos membros, pode existir e funcionar biblicamente como se não houvesse outras semelhantes no mundo. Também enfatizamos que cada membro de uma congregação tem um relacionamento e responsabilidade com a igreja local coletivamente e distributivamente que ele não tem com os irmãos noutros lugares.

 

 

Pajovi  2025

domingo, 29 de junho de 2025

O Espírito Santo em João 20:19-22 e em Atos 2

 

Como podemos explicar Jesus a soprar o Espírito Santo sobre os discípulos em João 20:19-22, se o Espírito Santo só foi derramado sobre eles em Atos 2? Isto significa que o Espírito Santo foi dado duas vezes? Será que os discípulos já tinham recebido uma medida do Espírito em João e uma plenitude em Atos? Ou será que são manifestações diferentes do Espírito para propósitos distintos?

A Bíblia é uma obra magnífica, interligada de maneira que todos os textos e contextos se completam. No entanto, algumas passagens podem causar alguma confusão, especialmente quando analisadas de forma isolada e sem considerar pontos importantes nos planos de Deus. 

Um exemplo disso é a narrativa de Jesus a soprar o Espírito Santo sobre os discípulos em João 20:22, que parece contradizer o evento de Atos 2, onde o Espírito Santo desce sobre eles no Pentecostes. Eles já tinham o Espírito Santo ou não tinham? Se não tinham, o que Jesus tinha soprado sobre eles?

Vamos explorar como estes eventos, aparentemente contraditórios, na verdade se complementam e, revelam diferentes aspetos da atuação do Espírito Santo ao longo do plano de Deus.

A promessa do Espírito Santo.

Antes de analisarmos os textos de João 20 e Atos 2, precisamos de entender a promessa que Jesus fez aos seus discípulos sobre o Espírito Santo. Em João 14:26, Ele diz:

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” João 14:26 (ARA).

Jesus deixa claro que o Espírito Santo viria para guiar e capacitar os discípulos na sua missão. Esta promessa começa a ser cumprida ainda antes da Sua ascensão aos céus, quando Ele sopra sobre os discípulos em João 20:22, mas é plenamente realizada em Atos 2, no evento amplo do Pentecostes.

O Espírito Santo em João 20:22.

Após a ressurreição, Jesus aparece aos discípulos e declara:

“Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” João 20:21-22 (ARA).

Este momento é especial, pois marca uma capacitação pontual e temporária dos discípulos. Aqui, Jesus lhes confere o Espírito Santo para os preparar para a missão que está por vir. É uma antecipação e uma confirmação de que eles estavam a ser equipados para o serviço. Como Jesus soprou o Espírito Santo em João 20, se Ele só foi derramado em Atos 2?

Parte inferior do formulário

Esta ação de Jesus é similar às manifestações do Espírito Santo no Antigo Testamento, que eram temporárias e direcionadas para tarefas específicas, como:

Sansão a receber força: “O Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que as cordas que tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados” Juízes 15:14 (ARA).

Saul ao profetizar: “O Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou no meio deles” 1 Samuel 10:10 (ARA).

Bezalel ao receber a habilidade para construir o tabernáculo: “O enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício” Êxodo 31:2-3 (ARA).

Em todos estes exemplos, o Espírito Santo agiu de forma pontual, ao capacitar indivíduos para cumprir os propósitos de Deus.

O Espírito Santo em Atos 2.

Em Atos 2, vemos um evento diferente e mais abrangente. O Espírito Santo desce sobre os discípulos de forma plena e, marca o início da era da igreja:

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” Atos 2:4 (ARA).

Este derramamento cumpre plenamente a promessa de João 14 e a promessa de Jesus registada em Atos 1:8:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” Atos 1:8 (ARA).

Diferente das manifestações pontuais do Espírito no Antigo Testamento ou mesmo em João 20, o evento de Atos 2 inicia uma nova fase; a presença contínua e permanente do Espírito Santo na vida dos crentes, capacitando-os para testemunhar e expandir o Reino de Deus.

Como harmonizar João 20 e Atos 2?

Estes dois eventos não são contraditórios, mas complementares. A explicação está na diferença entre as funções e os propósitos das manifestações do Espírito Santo:

João 20:22 representa uma capacitação pontual e temporária, semelhante às ações do Espírito no Antigo Testamento. Jesus sopra sobre os discípulos para os preparar para a missão imediata, mas esta não é a plenitude do Espírito Santo que viria.

Atos 2 marca a plenitude e permanência do Espírito Santo na vida dos discípulos e de todos os crentes. É o cumprimento final da promessa de Jesus, ao trazer poder e capacitação para a expansão do evangelho.

Conclusão:

A aparente contradição entre João 20:22 e Atos 2 é resolvida quando entendemos os diferentes propósitos destas manifestações do Espírito Santo. Ambos os eventos são expressões do plano perfeito de Deus, que age de forma progressiva e harmoniosa para equipar e capacitar os Seus servos.

Como cristãos, somos chamados a viver na plenitude do Espírito, a confiar na Sua capacitação constante para sermos testemunhas eficazes de Cristo.

 

 

Pajovi

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Deus fala-nos através dos sonhos?

 

“Há alguns anos atrás, fazia parte de uma campanha evangelística, onde tinha à minha responsabilidade a sonorização de algumas salas onde estas campanhas se efetuavam. Numa determinada ocasião, na véspera do início de uma destas campanhas (já noite dentro) o amplificador de som avariou, preocupado apressei-me a “abrir” o mesmo e a tentar descobrir qual a avaria. A minha grande preocupação era; onde é que eu ia arranjar um amplificador alugado, ou emprestado, para iniciar a campanha, na manhã já próxima às nove horas (já passava da meia noite)? Não conseguindo reparar o aparelho, resolvi orar e ir dormir. Durante a noite Deus me falou e me mostrou qual era a avaria, acordei de imediato e, recorrendo a peças que tinha de reserva, desloquei-me rapidamente à sala onde ia ter início a referida campanha, eram seis horas da manhã, às nove horas tudo estava operacional. Tudo isto só foi possível, após orar e pela ação de Deus no meu sonho.”

 

Dentro campo espiritual, os cristãos encontram na Bíblia Sagrada diversos personagens, que sonharam e receberam de Deus mensagens e profecias através dos seus sonhos.

Um exemplo bíblico bem conhecido, de que Deus nos fala através dos sonhos, foi José do Egito, que sonhou sobre acontecimentos que ocorreriam muitos anos mais tarde na sua vida e na da sua família; (leia; Gênesis 37:6-10 – ARA).

Por causa dos sonhos, alguns cristãos ficam desesperados, quando têm algum sonho estranho, pois acham logo que Deus está a falar com eles sobre alguma coisa.

Será, no entanto, prudente, fazermos algumas considerações sobre este tema, para que possamos ter um pensamento equilibrado a respeito dos sonhos; sem dúvida que é claro que Deus nos pode falar através dos sonhos (eu testemunho isto), Deus através da Sua Palavra escrita, mostra-nos isto mesmo, veja-se o caso de; José do Egito, Daniel, Ezequiel, João, etc.….

Não vejo na Bíblia, qualquer indicativo de que Deus não nos possa falar algo hoje em dia, para alguém através dos sonhos. É claro que cremos que a revelação de Deus infalível é; a Bíblia Sagrada, ou seja, não existem mais sonhos com o estatuto de revelação infalível, como vemos na Bíblia, por exemplo, no caso de Daniel (leia; Daniel 7- ARA).

Então, sonhos que possam acrescentar algo ao que está na Bíblia, estes não temos mais. Mas outro tipo de comunicação através de sonhos, Deus pode sim, fazê-lo nos nossos tempos!

Devemos ter presente que, quando Deus falou em sonhos na Bíblia Sagrada, foi sempre de forma especifica, com objetivos específicos e através de pessoas escolhidas.

Não temos a menção na Bíblia, de Deus a falar com toda a gente, através de todos os sonhos e de forma banalizada.

Posto isto, a maioria dos sonhos que temos são apenas criações da nossa mente, sem qualquer sentido ligado ao “falar de Deus”.

A nossa mente pode usar os nossos medos, “stress”, dores, ansiedades, desejos, experiências, traumas, etc. para criar sonhos dos mais diversos (isto a ciência já conseguiu provar).

Assim sendo, nem sempre devemos dar muita importância para com os sonhos que temos. A maioria deles não tem qualquer ligação com mensagens de Deus ou com acontecimentos proféticos.

No entanto, se achar que Deus está a falar consigo através de um sonho, esteja atento ao “quê e ao porquê” ore sobre o assunto e peça a direção de Deus, antes de tomar seja que atitude for.

Existem também sonhos que não fazem qualquer sentido, neste caso não fique apreensivo, mas sim, entregue toda a situação ao Senhor. Isto porque Deus não é um Deus de confusão (leia; 1 Coríntios 14:33- ARA).

Se Deus quer falar de alguma coisa consigo num sonho é óbvio que o “falar de Deus” será compreensível e direto, senão não é uma revelação.

Tendo isto presente na sua mente, se tiver algum sonho confuso, incompreensível, complexo, sem princípio nem fim, certamente que não tem nada a ver com Deus, nem com a revelação de nada!

Não entre em desespero e continue firme em Deus e na “Sua Palavra” (a Bíblia) que é sem dúvida a Sua revelação infalível.    

Devemos ter muito cuidado com esta questão, pois o próprio Deus advertiu o Seu povo de que era enganado por pessoas que contavam sonhos falsos:

 

“Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR” Jeremias 23:32 (ARA).


Pajovi   2025

quinta-feira, 29 de maio de 2025

QUERIDOS APOSENTADOS

 

Estamos numa Idade Maravilhosa! Até parecemos elegantes (alguns). Temos quase tudo que queríamos quando éramos crianças:

Não vamos à escola, nem vamos trabalhar e temos uma Pensão Mensal (nem sempre o necessário)!

Não precisamos voltar num determinado horário quando saímos.

Alguns de nós ainda temos Carta de Condução e até carro próprio!  Então! A Vida, É Linda!!

Além disso, somos incrivelmente inteligentes! O nosso cérebro é um pouco mais lento, porque está sobrecarregado de tanto conhecimento. Há muitas coisas acumuladas nas nossas cabeças que, aliás, até pressionam o ouvido interno, por isso por vezes temos problemas auditivos. É como se o Disco Rígido de um Computador, ficasse lento por estar muito cheio de arquivos. O nosso Cérebro não é fraco, mas acumulou muitas informações! Acontece por vezes, nas pessoas da nossa idade, entramos numa sala e não nos lembramos do que queríamos fazer, ou não nos lembramos onde colocamos alguma coisa: Não é um Problema de Memória! A natureza faz isso para forçar-nos a continuar em movimento, pelo menos mais um pouco.

 

PARA TODOS COM MAIS DE 65, RECOMENDA-SE:

 Alimentos Necessários:

 1. Legumes e frutas.

 2. Frutos do Mar, principalmente Peixes.

 3. Nozes

 4. Ovos

 5. Salmão

 6. Azeite Extra Virgem.

 7. Frango, e

 8. Acima de tudo, Alimentação Saudável.

Três Coisas para tentar esquecer:

 1. Idade

 2. Passado

 3. Ressentimentos.

Quatro Coisas Importantes:

1. Família,

2. Amigos

3. Pensamentos Positivos, e

4. Viver o Presente

As suas Ações Mais Importantes:

1. Ria Muito,

2. Pratique Desporto, mas apenas no seu Próprio Ritmo,

3. Passe Mais Tempo com Amigos (não apenas com filhos, netos, Mas Com Amigos),

4. Não perca Nenhum Evento

Seis Coisas Essenciais:

1. Não espere sentir sede para Beber Água.  Beba com muita frequência;

2. Não acorde cedo, durma o suficiente;

3. Não espere até estar cansado para descansar;

4. Não espere até ficar doente para fazer Exames Médicos;

5. Nunca deixe de acreditar em Deus. Milagres existem;

6. Mantenha-se Positivo e espere Sempre pelo Melhor;

7. Encaminhe esta Mensagem para Seus Melhores Amigos, e deixe-os saber que Eles São, Simplesmente MARAVILHOSOS

      


Pajovi 2025

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Jesus disse que as pessoas podem nascer homossexuais?

 

O texto em que Jesus fala sobre os “eunucos” é Mateus 19:12.

 

“Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita”. Mateus 19:12 (ARA).

 

Quando o texto começa com um “porque”, significa que existe ali uma explicação de algo anteriormente falado. Jesus está a explicar sobre o quê?

Podemos ver no contexto, que Jesus estava a tratar a questão do divórcio, respondendo a um questionamento dos fariseus (leia; Mateus 19:3).

Os discípulos reagiram com cinismo à resposta dura de Jesus aos fariseus sobre o divórcio e disseram a Jesus que se o casamento tinha este nível de seriedade era melhor não casar (leia; Mateus 19:10).

Jesus, então, dá esta resposta aos seus discípulos em Mateus 19:11-12, que é o objeto direto da nossa análise. O que Jesus faz é explicar aos seus discípulos a condição do homem em relação ao casamento. Sendo assim, Jesus apresenta-lhes três questões:

A primeira é que “há eunucos de nascença” (leia; Mateus 19:12). A palavra grega usada é “eunouchos” e significa “superintendente do dormitório, camareiro, mordomo” ou “no palácio de monarcas orientais que sustentam numerosas esposas, o superintendente das dependências das mulheres ou do harém…” ou “alguém naturalmente incapacitado para o casamento, para gerar filhos…” (Léxico Grego de Strong).

Ao observar o contexto (que era sobre divórcio e casamento) em que Jesus aplica esta palavra, é óbvio que o significado procurado por Jesus, era de alguém incapacitado para o casamento por algum defeito de nascença.

Não há qualquer possibilidade de Jesus estar a falar aqui de alguém que “nasce gay”. Até mesmo entre os homossexuais há casamentos (oficiais ou não). Então, isto estaria totalmente fora do contexto tratado por Jesus aqui!

Isto estaria totalmente em desarmonia com o texto e contexto, seria forçar o texto a dizer o que não diz.

A segunda é que “há outros a quem os homens fizeram tais” (leia; Mateus 19:12). Era muito comum na antiguidade que homens fossem castrados para cuidar de haréns ou por outro motivo.

Estes homens, então, eram considerados eunucos e dificilmente contrairiam um casamento por causa da condição social em que viviam e até mesmo da condição física.

Ao lembrarmo-nos que nas culturas antigas o fato de ter filhos era tido como essencial num casamento e não os ter era considerado uma espécie de maldição, o que fazia dos eunucos castrados pessoas excluídas com relação a isso.                                                      É claro que este cenário era propício para que os eunucos tivessem relacionamentos homossexuais passivos, porém, Jesus não está a tratar de sexualidade aqui!

A terceira é que “há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (leia; Mateus 19:12). Observe que Jesus usa novamente a palavra “eunuco”, mas aqui Jesus está claramente a apontar para homens que escolheram o celibato voluntariamente para cuidar das coisas de Deus e do reino dos céus.

O próprio Jesus era um destes homens que escolheram o celibato para se dedicarem exclusivamente à obra de Deus. Temos muitos outros que também se declaram assim na Bíblia e viviam como eunucos.

Assim, fica muito claro que Jesus jamais defendeu que alguém nasce homossexual. Os que colocam este tipo de palavra na boca de Jesus deturpam aquilo que Ele disse. Alguns por pura inocência por não saberem interpretar o texto corretamente, já outros, com intenção clara de tentarem que as suas escolhas (ou aquilo que acham certo) tenha mais “força”. Estes tentam apoiar-se num nome poderoso como o de Jesus Cristo.

O fato é que a Bíblia não apoia a prática homossexual nem no Antigo Testamento nem no Novo Testamento. Apenas para dar um exemplo, quero citar Romanos 1:26-27:

“Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro”. Romanos 1:26-27 (ARA).

 

Pajovi  2025

quarta-feira, 14 de maio de 2025

VIVER - Fé e Trabalho

 

Como cristãos, temos razões muito diversas para falarmos sobre a nossa fé em Cristo e, isto não é para o fazermos dentro da “Igreja”, mas sim “fora de portas”, em especial no nosso local de trabalho. Temos, no entanto, de ter em atenção de que como funcionários, assumimos perante o nosso empregador, cumprir com as regras internas da empresa, durante o nosso tempo de trabalho. Como bom testemunho cristão devemos respeitar esse compromisso. Isto não invalida de que demos testemunho, com atitudes corretas e cordiais, esforçando-nos por sermos os melhores colaboradores da empresa e, termos também atitudes de colaboração com os nossos colegas de trabalho. Isto mais tarde, vai dar-nos “autoridade” moral, para pudermos partilhar e falar da nossa fé.  Temos de nos lembrar de que no dia-a-dia, as atitudes e os comportamentos do cristão, podem ser a única Bíblia, que os que estão à nossa volta, irão “ler”. Por este motivo, o cristão tem de ser o espelho, onde todos à sua volta, irão ver refletida a “imagem de Deus”.

Tenho ouvido em alguns “workshops” sobre homens cristãos de negócios, que devemos de ser “boas novas”, antes de partilharmos essas mesmas “boas novas”. Ou seja, não vamos ter nenhum impacto positivo com o que dizemos, mesmo que sejamos fiéis às escrituras, se a nossa forma de ser e de estar for; arrogante, egoísta, preguiçosa, desonesta ou se tivermos falta de compaixão e de empatia pelos outros.

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” Provérbios 22:1 (ARA).

 A meu ver, estes são alguns dos princípios bíblicos que servem para ganhar o respeito das pessoas com quem trabalhamos no dia-a-dia; demonstrar amor pelos outros: Isto mostra e reflete o trabalho de Deus em nós. Para o conseguirmos, temos de demonstrar preocupação e compaixão genuínas, até mesmo colocar os interesses dos outros antes dos nossos, sempre que necessário. 

“Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;” Tiago 2:8 (ARA).

Reconhecer que necessitamos de perdoar: Perdoar é um imperativo do cristão de extrema importância.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mateus 6:14-15 (ARA).

Este versículo mostra-nos que o perdão é essencial, para que também possamos nós, receber o perdão de Deus na nossa vida.

Quando finalmente a oportunidade surgir e as “portas se abrirem”, então, podemos e devemos partilhar a nossa fé cristã, mas, temos de estar preparados para responder a todas as questões e dúvidas que nos colocarem. Se a nossa atitude até ao momento foi a correta, tudo está mais facilitado.

“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” 1 Pedro 3:15 (ARA).

A maioria de nós chegou à fé e salvação porque alguém partilhou a sua fé connosco, como tal temos o dever (e obrigação) de fazer o mesmo por com os outros!

Ouvi há pouco tempo uma pregação intitulada; “Conquistando o Respeito dos Colegas de Trabalho”. (Pregador; Pastor, Robert J. Tamasy), nesta pregação o orador falou sobre sermos, “embaixadores de Cristo” eficientes, no local de trabalho e, citou o seguinte versículo;

“De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” 2 Coríntios 5:20 (ARA).

Devemos, pois, de ser “embaixadores” de Cristo também e especialmente no nosso local de trabalho.

Tudo isto é válido também, para quem é empresário e empregador, neste caso com responsabilidades acrescidas, pois o mesmo testemunho, terá de ser não só perante os colaboradores, como também perante os clientes. O empregador (empresário cristão), tem de ser um líder, a nível profissional, mas também espiritual. Tenha estas frases em consideração; “Se pensa que é um líder e não tem ninguém que siga o seu exemplo, está apenas a fazer uma caminhada.” (John Maxwell).

Se quer avaliar o seu impacto enquanto líder cristão, pergunte a si mesmo; o que é que faz com que as pessoas (seus liderados) tenham o desejo de o seguir? Veja se existe alguém que o esteja a seguir pelo seu exemplo. Quando alguém nos segue livremente, demonstra que está a acontecer liderança. Alguns líderes pensam que as pessoas os seguem, devido à sua capacidade de persuasão, ao seu carisma, às suas realizações, às propostas, à fama ou a outras qualidades e atributos. Algumas pessoas gostam de seguir líderes, que parecem estar a fazer com que as coisas aconteçam. Mas nem sempre é assim.

Um verdadeiro líder cristão (empresário) é aquele que consegue conquistar o respeito dos seus “liderados” com atitudes e exemplos de vida, sem imposições disciplinares. Este tipo de líder cristão (empresário), deve mostrar interesse pelos problemas e dificuldades dos seus “liderados”, sem se imiscuir nas suas vidas pessoais, mas, tentando resolver os seus problemas com ajudas concretas, quer sejam materiais, físicas ou espirituais.

Quer seja um empresário /empregador ou um colaborador (empregado), na qualidade de cristão, se a nossa fé for “testada” no trabalho, temos de perseverar.

 “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” Tiago 1:3-4 (ARA).

Que todos tenham presente a Palavra de Deus e o exemplo de Jesus Cristo (sejam imitadores de Cristo) nas vossas vidas, nos locais de trabalho. Lembrem-se que nós cristãos não podemos ser só calor, temos de ser luz, que brilha para todos à nossa volta. Tenha sempre presente esta frase; “Que o nosso exemplo de vida, possa ser a “Bíblia” que os outros vão ler, através desse exemplo”.

“e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;” 1 Tessalonicenses 4:11 (ARA).

 

Pajovi 2025

 

Os frutos do Espírito.

  “ Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas...