A Páscoa é a celebração cristã que
recorda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. O significado da palavra
“Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, que significa “passagem”. Para os
cristãos, esta passagem representa a vitória da vida sobre a morte e a
renovação da esperança por meio da obra de Jesus.
Com o tempo, elementos como ovos,
chocolates e reuniões em família tornaram-se parte da comemoração. No entanto,
estes costumes não explicam o significado original da data, que tem o seu
fundamento em Jesus Cristo.
Na Bíblia, a Páscoa é uma celebração
que recorda a libertação do povo de Israel, que vivia uma situação de
escravidão. Este acontecimento, registado no Antigo Testamento, serviu como
base para a festa que mais tarde ganharia um novo e maior significado para os
cristãos.
O que comemoramos na Páscoa
Na Páscoa, celebramos a morte e a
ressurreição de Jesus. Jesus Cristo entregou-se na cruz para pagar o preço
pelos nossos pecados. Ele venceu a morte e abriu o caminho para uma vida nova,
cheia de perdão e reconciliação com Deus.
“Ele não está aqui; ressuscitou, como
tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus
discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia;
ali o vereis. É como vos digo!” Mateus 28:6-7 (ARA).
A Páscoa fala de propósito,
restauração e esperança real. Não é sobre ovos, coelhos ou tradição; é sobre a
obra que nos libertou da condenação e nos trouxe uma nova identidade como
filhos de Deus.
Quando celebramos a Páscoa,
reconhecemos que não somos salvos pelas nossas obras, mas pela graça de Deus. É
a festa da vitória de Cristo e da certeza de que, por causa d'Ele, temos vida
eterna e podemos viver hoje com liberdade e gratidão.
A Páscoa cristã
Para o cristianismo, a Páscoa fala
sobre libertação espiritual. Assim como o povo no Antigo Testamento procurava
ser livre da opressão, os cristãos entendem que Jesus veio para oferecer
libertação do pecado e uma nova forma de viver.
“No dia seguinte, viu João a Jesus,
que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo!” João 1:29 (ARA).
Durante a celebração anual da Páscoa,
recorda-se que Jesus entregou a sua vida e venceu a morte, oferecendo aos que
creem nele a promessa de perdão e renovação. Este é o motivo pelo qual a Páscoa
continua a ser tão importante para os cristãos ao redor do mundo.
Hoje, celebrar a Páscoa significa
recordar a vitória de Jesus, a esperança restaurada e a promessa de uma vida
transformada. Por isso, ela é considerada a principal comemoração do calendário
cristão.
“Lançai fora o velho fermento, para
que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo,
nosso Cordeiro pascal, foi imolado.” 1 Coríntios 5:7 (ARA).
A Páscoa no Antigo Testamento
Durante séculos, a celebração
permaneceu viva entre os judeus. Esta celebração lembrava-os não apenas da
saída do Egito, mas também da necessidade de renovação espiritual. As famílias
participavam da festa e, junto dela, apresentavam sacrifícios a Deus na procura
de perdão e reconciliação.
Assim, a Páscoa tornou-se um momento
anual de reflexão sobre liberdade, cuidado de Deus e transformação espiritual.
A Páscoa no Novo Testamento
Com o tempo, a Páscoa ganhou um novo
significado para os seguidores de Jesus. Ele celebrou esta festa com os seus
discípulos e, pouco depois, entregou a sua vida e, deu à Páscoa, um sentido
definitivo para o cristianismo.
A morte e a ressurreição de Jesus,
passou a ser o cumprimento de tudo o que a Páscoa representava; libertação,
esperança e vida nova. A partir deste momento, já não seriam necessários
sacrifícios anuais de animais, porque a entrega de Jesus foi suficiente e
completa.
O sacrifício de Jesus, o nosso
cordeiro pascal, veio trazer perdão, restauração e reconciliação. Por isso, a sua
morte e ressurreição tornaram-se o centro da celebração Páscoa.
A origem da Páscoa
A história começa no Egito, em um
período de grande tensão. Os israelitas aguardavam o momento de deixar o país
após anos de trabalho forçado. Uma série de acontecimentos marcantes levou à
libertação deste povo e culminou numa noite decisiva em que eles partiram
apressadamente.
Segundo a tradição, cada família
sacrificou um cordeiro e usou o seu sangue como sinal de proteção. Este gesto
simbolizava que aquela seria uma noite de mudança e libertação. Com tudo
preparado para partir, os israelitas comeram rapidamente e colocaram-se a
caminho, iniciando a sua jornada rumo à liberdade.
A partir deste episódio, a Páscoa
passou a ser celebrada todos os anos como um memorial. Ela lembrava o dia em
que um povo oprimido foi liberto sem precisar de travar batalhas, isto marcou
uma viragem histórica através de Deus.
Em que dia é a Páscoa segundo a
Bíblia?
Segundo a Bíblia, a Páscoa cristã não
possui uma data fixa no calendário. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram
durante a celebração judaica da Páscoa, que é marcada pela lua cheia do início
da primavera no calendário hebraico. Por isso, desde os primeiros séculos, os
cristãos passaram a celebrar a Páscoa seguindo esse mesmo princípio; a Páscoa
acontece no primeiro domingo, após a primeira lua cheia da primavera no
hemisfério norte.
Como o calendário hebraico é lunar e
o calendário ocidental é solar, esta data muda todos os anos. A Bíblia não
determina um dia do mês, mas o período em que o evento ocorreu. A igreja
definiu um método para calcular a data a cada ano. Por isso, a Páscoa cristã acontece
sempre entre 22 de março e 25 de abril.
Pajovi









