Como cristãos, temos razões muito
diversas para falarmos sobre a nossa fé em Cristo e, isto não é para o fazermos
dentro da “Igreja”, mas sim “fora de portas”, em especial no nosso local de
trabalho. Temos, no entanto, de ter em atenção de que como funcionários,
assumimos perante o nosso empregador, cumprir com as regras internas da
empresa, durante o nosso tempo de trabalho. Como bom testemunho cristão devemos
respeitar esse compromisso. Isto não invalida de que demos testemunho, com
atitudes corretas e cordiais, esforçando-nos por sermos os melhores
colaboradores da empresa e, termos também atitudes de colaboração com os nossos
colegas de trabalho. Isto mais tarde, vai dar-nos “autoridade” moral, para
pudermos partilhar e falar da nossa fé.
Temos de nos lembrar de que no dia-a-dia, as atitudes e os
comportamentos do cristão, podem ser a única Bíblia, que os que estão à nossa
volta, irão “ler”. Por este motivo, o cristão tem de ser o espelho, onde todos
à sua volta, irão ver refletida a “imagem de Deus”.
Tenho ouvido em alguns “workshops”
sobre homens cristãos de negócios, que devemos de ser “boas novas”, antes de
partilharmos essas mesmas “boas novas”. Ou seja, não vamos ter nenhum impacto
positivo com o que dizemos, mesmo que sejamos fiéis às escrituras, se a nossa
forma de ser e de estar for; arrogante, egoísta, preguiçosa, desonesta ou se
tivermos falta de compaixão e de empatia pelos outros.
“Mais vale o bom nome do que as
muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” Provérbios
22:1 (ARA).
A meu ver, estes são alguns dos princípios
bíblicos que servem para ganhar o respeito das pessoas com quem trabalhamos no
dia-a-dia; demonstrar amor pelos outros: Isto mostra e reflete o
trabalho de Deus em nós. Para o conseguirmos, temos de demonstrar preocupação e
compaixão genuínas, até mesmo colocar os interesses dos outros antes dos
nossos, sempre que necessário.
“Se vós, contudo, observais a lei
régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti
mesmo, fazeis bem;” Tiago 2:8 (ARA).
Reconhecer que necessitamos de
perdoar: Perdoar é
um imperativo do cristão de extrema importância.
“Porque, se perdoardes aos homens as
suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém,
não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as
vossas ofensas.” Mateus 6:14-15 (ARA).
Este versículo mostra-nos que o
perdão é essencial, para que também possamos nós, receber o perdão de Deus na
nossa vida.
Quando finalmente a oportunidade
surgir e as “portas se abrirem”, então, podemos e devemos partilhar a nossa fé
cristã, mas, temos de estar preparados para responder a todas as questões e
dúvidas que nos colocarem. Se a nossa atitude até ao momento foi a correta,
tudo está mais facilitado.
“antes, santificai a Cristo, como
Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo
aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” 1 Pedro 3:15 (ARA).
A maioria de nós chegou à fé e
salvação porque alguém partilhou a sua fé connosco, como tal temos o dever (e
obrigação) de fazer o mesmo por com os outros!
Ouvi há pouco tempo uma pregação
intitulada; “Conquistando o Respeito dos Colegas de Trabalho”. (Pregador;
Pastor, Robert J. Tamasy), nesta pregação o orador falou sobre sermos, “embaixadores
de Cristo” eficientes, no local de trabalho e, citou o seguinte versículo;
“De sorte que somos embaixadores em
nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo,
pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” 2 Coríntios 5:20 (ARA).
Devemos, pois, de ser “embaixadores”
de Cristo também e especialmente no nosso local de trabalho.
Tudo isto é válido também, para quem
é empresário e empregador, neste caso com responsabilidades acrescidas, pois o
mesmo testemunho, terá de ser não só perante os colaboradores, como também
perante os clientes. O empregador (empresário cristão), tem de ser um líder, a
nível profissional, mas também espiritual. Tenha estas frases em consideração; “Se
pensa que é um líder e não tem ninguém que siga o seu exemplo, está apenas
a fazer uma caminhada.” (John Maxwell).
Se quer avaliar o seu impacto
enquanto líder cristão, pergunte a si mesmo; o que é que faz com que as pessoas
(seus liderados) tenham o desejo de o seguir? Veja se existe alguém que o
esteja a seguir pelo seu exemplo. Quando alguém nos segue
livremente, demonstra que está a acontecer liderança. Alguns líderes pensam que
as pessoas os seguem, devido à sua capacidade de persuasão, ao seu carisma, às
suas realizações, às propostas, à fama ou a outras qualidades e atributos.
Algumas pessoas gostam de seguir líderes, que parecem estar a fazer com que as
coisas aconteçam. Mas nem sempre é assim.
Um verdadeiro líder cristão
(empresário) é aquele que consegue conquistar o respeito dos seus “liderados”
com atitudes e exemplos de vida, sem imposições disciplinares. Este tipo de
líder cristão (empresário), deve mostrar interesse pelos problemas e dificuldades
dos seus “liderados”, sem se imiscuir nas suas vidas pessoais, mas, tentando
resolver os seus problemas com ajudas concretas, quer sejam materiais, físicas
ou espirituais.
Quer seja um empresário /empregador
ou um colaborador (empregado), na qualidade de cristão, se a nossa fé for
“testada” no trabalho, temos de perseverar.
“sabendo que a provação da vossa fé, uma
vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve
ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”
Tiago 1:3-4 (ARA).
Que todos tenham presente a Palavra
de Deus e o exemplo de Jesus Cristo (sejam imitadores de Cristo) nas vossas
vidas, nos locais de trabalho. Lembrem-se que nós cristãos não podemos ser só
calor, temos de ser luz, que brilha para todos à nossa volta. Tenha sempre
presente esta frase; “Que o nosso exemplo de vida, possa ser a “Bíblia” que
os outros vão ler, através desse exemplo”.
“e a diligenciardes por viver
tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como
vos ordenamos;” 1 Tessalonicenses 4:11 (ARA).
Pajovi 2025