quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Salários na Igreja?

 

Será lícito um pastor receber financeiramente pelo trabalho que realiza na obra de Deus? Ou um autor cristão, que se dedica a produzir dicionários e conteúdos de estudo, receber pelas obras que publica?

 

“Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” 1 Timóteo 5:18 (ARA).

 

Ou ainda, missionários que deixam tudo e vão para terras distantes evangelizar estão errados ao receberem valores monetários para o seu sustento e do seu lar?

Podemos ainda pensar sobre os professores de seminários que preparam pastores, eles não devem receber nada pelas aulas que dão? Aqueles que produzem as bíblias que compramos estão errados ao determinar certo valor para aquisição destes materiais?

Alguns respondem a estas perguntas ao citarem; Mateus:

 

“Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8(ARA).

 

É muito comum hoje que os trabalhadores da obra de Deus sejam bastante hostilizados com o uso deste texto, onde muitos afirmam que qualquer coisa que venha de Deus deve ser dada, não deve de forma alguma ser-lhe atribuído qualquer valor.

Assim, pastores, autores, músicos, missionários, professores, etc., têm sido acusados com base neste versículo de serem mercenários, ou seja, de não cumprirem o texto bíblico a favor de si mesmos.

Mas será que o versículo de Mateus 10:8 proíbe as pessoas que trabalham na obra de Deus de receberem o seu sustento pelo seu trabalho? Vejamos uma análise sobre esse texto:

O que NÃO significa de graça recebeste, de graça dai?

(1) De graça recebestes, de graça dai não significa que a Bíblia proíbe servos de Deus que se dedicam de forma especial à obra do Senhor de serem sustentados pelo trabalho que realizam. Isto fica claro quando observamos alguns textos e situações bíblicas:

a) Paulo recebeu salário por algum tempo para manter o seu trabalho missionário de pé em Corinto:

 

“Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir” 2 Coríntios 11:8 (ARA).

 

b) Paulo foi sustentado pela igreja de Filipos no início da sua caminhada no seu trabalho missionário: 

 

“E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” Filipenses 4:15-16 (ARA).

 

c) Os presbíteros que faziam um bom trabalho, deveriam ser honrados por isso também financeiramente: 

 

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” 1 Timóteo 5:17-18 (ARA).

 

d) A Bíblia, no Velho Testamento, já dava o direito do sustento àqueles que eram designados a servir como sacerdotes. No Novo Testamento, Paulo orienta que aqueles que pregam o evangelho que tirem o seu sustento dele:

 

“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” 1 Coríntios 9:13-14 (ARA).

 

e) Paulo considerava o sustento do trabalhador que servia ao evangelho, como um direito que poderia ou não ser exercido. Nalguns momentos Paulo escolheu não exercer, mas de forma alguma pregou contra o direito daqueles que o exercem:

 

“não temos nós o direito de comer e beber? E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?” 1 Coríntios 9:4 (ARA).

 

O que REALMENTE significa de graça recebestes, de graça dai?

(2) Como observamos claramente nos textos acima, não temos uma proibição na Bíblia de que as pessoas que se dedicam de forma especial ao evangelho vivam dele.

Mas o que Jesus quis dizer então com “de graça recebestes, de graça dai”? Para responder a esta pergunta, basta olharmos para o contexto. O que Jesus deu àqueles discípulos naquele momento? Vejamos:

 

“Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades” Mateus 10:1 (ARA).

 

Foi este poder que eles receberam de graça. Assim, de graça recebestes, de graça dai, significa que eles não deveriam usar esta autoridade que eles receberam ali como uma moeda de troca, ou seja, não lhes era permitido exigir que só fariam aquilo se houvesse pagamento.

(3) É um erro achar que “de graça recebestes, de graça dai” seja uma proibição, por exemplo, de que um autor que dedica anos e anos de estudos e pesquisa não possa financiar o seu trabalho com a venda de um livro que tem os seus custos de produção e distribuição.

Se realmente fosse proibido que tudo aquilo que recebemos de Deus não pudesse gerar sustento na nossa vida, então nada poderia gerar algum ganho, pois TUDO que temos e somos vem de Deus, recebemos tudo Dele:

 

“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Deuteronômio 8:17).

 

Assim, se recebeu o talento para ser médico, deveria atender as pessoas sem cobrar nada por isso?

(4) Por fim, apenas para pegar em alguns exemplos, se aquelas pessoas que imprimem as Bíblias que usamos não pudessem cobrar um valor por elas, logo as fábricas fechariam, pois quem arcaria com os custos de produção?

Se aqueles que se dedicam a escrever comentários e literaturas cristãs para adultos e crianças, ajudando-nos a entender melhor a Palavra, não pudessem ter desse trabalho o seu sustento, logo teriam de deixar de o fazer, ou fazer num ritmo extremamente lento, pois teriam de achar outras formas de sustento para si e para o seu lar.

Isto prejudicaria em muito a produção de literatura cristã e o crescimento da obra do Senhor. Se os professores dos seminários não pudessem receber qualquer valor pelas aulas que dão, teriam de parar de dar aulas para cuidar das suas famílias com outro tipo de trabalho.

Quem prepararia os pastores? É por isso que Deus, na Sua sabedoria, não proibiu que aquele que se dedica ao evangelho possa sustentar-se desse mesmo evangelho.

(5) Evidentemente que repudio todos os excessos e exageros daqueles que são “apenas exploradores”. Mas não podemos generalizar e penalizar os servos fiéis com base nos comportamentos errados daqueles que cometem exageros, nem usar um texto bíblico de forma errada, para acusar servos que estão de acordo com os princípios bíblicos, de serem mercenários, por receberem o seu sustento merecido do seu trabalho fiel a Deus.

De graça recebestes, de graça dai, é um padrão de boa conduta que os servos de Deus devem seguir e não uma forma de jogar os servos de Deus numa sarjeta como se não fossem dignos de serem sustentados pelo trabalho que realizam.

 

Pajovi 2025

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Esta escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos chama para obedecermos. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E este amor que Deus nos dá pelas outras pessoas leva-nos a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos deles em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber por quê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com ele a Palavra da salvação.

 

Pajovi 2025

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Alegria nas fraquezas.

Fraqueza. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que é; “Tendência para ceder a sugestões ou imposições” “Falta de solidez”. Mas quem gosta de ser fraco? Todas as pessoas que são apontadas como exemplos a serem seguidos, são pessoas fortes, não fracas. Sendo assim, quem apreciaria ter “fraqueza” entre as suas qualidades? Porém, Jesus mostrou um padrão diferente. Em Filipenses 2.5-8, Paulo explica:

 

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Filipenses 2.5-8 (ARA).

 

Jesus estava no céu a desfrutar de toda a sua glória e poder. Porém, não se apegou a isso e, por amor, decidiu comprometer-se. Ele se esvaziou a Si mesmo;

 

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” Filipenses 2:7 (ARA).

 

 Assumiu a forma humana como servo e acabou morto numa cruz. Nós temos um Deus que não só se enfraqueceu, como expôs as suas fraquezas a fim de cumprir o propósito do pai.

Paulo também compreendeu que, apesar das suas fraquezas, a graça de Deus é poderosa o suficiente para realizar os seus propósitos. Sem dúvida, isto lhe garantiu força e coragem ao suportar sofrimentos e se tornou um motivo de alegria, pois sabia que o poder de Cristo estava garantido através dele.

Aceitar as nossas fraquezas faz-nos compreender que não conseguimos fazer nada por conta própria. Precisamos ser dependentes de Deus, pois é isto que nos transforma. Por isso, devemos aprender com Paulo e com outros cristãos que ainda hoje enfrentaram a perseguição, porque viveram (e vivem) isto na prática. Uma pessoa partilha: “A dor ou a força a lidar com o ponto mais fraco da sua personalidade. Se desiste e desanima, mas, nalgum momento, a situação torna-se maravilhosa porque descobre que Cristo o ama apesar das suas fraquezas”.

É quando reconhecemos as nossas fraquezas e as entregamos a Cristo, que entendemos de maneira prática que, quando somos fracos, na realidade somos fortes. Isto só acontece ao percebermos que não é possível viver com base na nossa própria força. Mas, ao considerarmos as nossas fraquezas, permitimos que o poder de Deus aja em nós.

 

 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10 (ARA).

 

Ore: Senhor nosso Deus e Pai, eu reconheço toda a minha fraqueza e te peço agora; dá-me a força do teu Espírito, para que eu não volte mais a pecar. Liberta-me espiritualmente de todos os laços que me prendem ao mal, para que eu caminhe em santidade e possa contemplar, um dia, a Tua face.

 

Pajovi 2025 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Esta escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos admoesta a obedecer. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E este amor que Deus nos dá pelas outras pessoas leva-nos a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos de quem está ao nosso redor, em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber porquê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com Ele a Palavra da salvação.

 

 

Pajovi 2025

Os frutos do Espírito.

  “ Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas...