segunda-feira, 20 de março de 2023

DIA-A-DIA COM O PAI (DEUS)

 

Acordamos de manhã para um novo dia repleto de luz, mesmo que esteja a chover lá fora. Hoje é mais um dia que Deus nos dá graciosamente a todos, e é nosso dever fazer com que esta dádiva valha a pena. Vamos agradecer a Deus por esta maravilha, orar, sorrir para com quem nos cruzamos e caminhar juntos em sincronia, para fazer do mundo um lugar melhor.

Em 1 Tessalonicenses 5:16-18 (KJA) diz: “Conservai permanentemente a vossa alegria! Orai constantemente. Dai graças em toda e qualquer circunstância, porquanto essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”

Vamos ser gratos para com Deus no nosso dia-a-dia, compreendendo que a vida é uma oferta Divina para com os homens, nós somos uns privilegiados por termos família, amigos, saúde, abrigo e alimento. Devemos aceitar as bênçãos, mas também os obstáculos de peito aberto, pois sabemos que o tempo de Deus não é o nosso tempo. Em 2 Pedro 3:8 (KJA) diz: “Contudo, amados, há um princípio que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos é como um dia.”

Sejamos gratos a Deus, tendo sempre a certeza de que Ele está a olhar e a cuidar de nós, fazendo sempre o que é para nós mais conveniente.

A Bíblia incentiva-nos a dar graças e louvor a Deus em várias passagens, em Hebreus 13:15 (KJA) diz: “Sendo assim, por intermédio Dele, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu Nome.” Porque não, começarmos o dia a agradecer? Acorde com vontade de viver plenamente o seu dia! Não se esqueça de que cada novo amanhecer é um presente de Deus para nós e que nos é concedido “de mão beijada”. Viva o seu dia com fé e agradeça por esta bênção que é um novo amanhecer. Ore pela vida, pelo mundo, pelos seus entes queridos, pelos enfermos, por aqueles que estão em tribulação, pelos que vivem em zonas de guerra. Se o fizer, tenho a firme certeza de que receberá muito amor e paz na sua vida.

Durante o nosso dia, seja no trabalho ou no convívio com os nossos amigos e/ou vizinhos, não nos devemos esquecer que somos filhos de Deus, a nossa postura perante os outros tem de ser de amor, compreensão e firmeza. Temos que deixar o Espírito Santo encher o nosso coração e mostrar que somos diferentes sim, mas para melhor. Na vida de todos os cristãos há dias de luta e de incerteza. A diferença está na maneira como passamos por essas situações. Em Deus temos a possibilidade de nos soerguermos através da Sua palavra e seguirmos em frente com fé. Salmos 30:5 (KJA) diz: “Pois a sua fúria dura um só instante, mas a sua misericórdia prolonga-se através da vida. O pranto pode durar uma noite, mas a alegria nasce ao romper do dia.”

Que os nossos dias sejam sempre com Deus ao nosso lado, amparando e guardando-nos de cairmos, seja física ou espiritualmente.

Que o seu dia seja grandemente abençoado.

 

Pajovi 2023

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Laicos de meia idade

Este texto é da autoria de Joana Amaral Dias

Publicado no DN em 19 Fevereiro 2023 — 00:27 

“Quando é que a república portuguesa passa a ser laica? Ainda falta muito? Lá que tal seria uma bela comemoração dos 50 anos do 25 de abril, lá isso seria. Fica a sugestão. Por exemplo, só nestes últimos dois anos, Estado e câmaras transferiram quase 800 milhões de euros para a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). As obrigações sistemáticas que os cofres públicos têm com a religião do Vaticano fazem os palcos da Jornada Mundial da Juventude parecer um copinho de leite.

Em 2004, Portugal renovou a chamada Concordata. Esse acordo atribuiu numerosos privilégios e um inaceitável regime de excepção à ICAR que não devia gozar de mais benesses do que os benfiquistas. Afinal também dizem que são seis milhões e nem por isso devem ter mais direitos do que portistas, sportinguistas, a liga dos últimos, ou a cientologia. Numa sociedade moderna, aberta e plural com separação entre a(s) Igreja(s) e o Estado, a melhor concordata é nenhuma concordata.

Em 1976, a Constituição determinou o princípio da arreligiosidade do Estado que não pode promover uma religião, discriminar ou privilegiar em função dela. Ou seja, a Concordata é incompatível constitucional e politicamente com o regime, fere princípios de universalidade e igualdade de direitos e de obrigações. É um tratado de Tordesilhas imposto pelo clero.

O justo é a liberdade religiosa onde cada um é livre de escolher e todas as confissões são iguais. É isto que distingue a modernidade do Antigo Regime, em que havia uma religião oficial de Estado. Isto é a laicidade.

Num país laico faz sentido que uma instituição de ensino superior como a Universidade Católica (UC), que factura dezenas de milhões de euros anualmente, usufrua de diferentes vantagens, inclusive borlas fiscais ou apoios estatais?! Portanto, cobra propinas de privada, mas paga impostos de pública. Isto é razoável?! A UC é sem impostos e sem vergonha? Os padres abusadores são apenas 5% e a fuga ao fisco só 23%?

Veja-se outra bizarria da concordata - artigo 15: "A Santa Sé, reafirmando a doutrina da Igreja Católica sobre a indissolubilidade do vínculo matrimonial, recorda aos cônjuges que contraírem o matrimónio canónico o grave dever que lhes incumbe de se não valerem da faculdade civil de requerer o divórcio". Portanto, a dissolução do casamento pelo Vaticano obriga Portugal a acatar a decisão de outro, fazendo de um Estado soberano mero protectorado de uma teocracia.

Acontece que os privilégios da ICAR não se limitam aos estabelecidos na Concordata. Ao longo destes 50 anos, continuou a acumular novas benesses, desde a presença protocolar especial nas cerimónias oficias, passando pela situação única da Rádio Renascença, pelo aumento das isenções fiscais e pelo financiamento público de equipamentos especificamente religiosos. Por isso é que, entre os tais 800 milhões constam as despesas que os munícipes lisboetas pagaram recentemente por uma igreja nova (€3,52 milhões) ou a factura pesada liquidada pelos escalabitanos pela Igreja de Santa Iria. Os bens são da ICAR, as despesas são dos bolsos de todos nós, católicos ou de outras confissões, anticlericais ou apenas laicos.

Cumpra-se abril, não é assim que costuma bradar? Seria bonita a festa, pá.”






terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Jornadas mundiais da juventude

 

Jornada mundial da juventude.

Segundo informação disponibilizada no Portal Base da contratação pública, "a construção do palco foi adjudicada por 4,24 milhões de euros (mais IVA)", somando-se a esse valor "1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura".

 

A Jornada Mundial da Juventude poderá ter um custo total de 160 milhões de euros.

Aos 80 milhões gastos pelo Estado e autarquias envolvidas, somam-se mais 80 milhões investidos pela Igreja.

Para a cidade de Lisboa estão projetados cinco palcos. Carlos Moedas diz que pode rever o projeto, mas garante: o evento vai mesmo acontecer.” Fonte TVI Notícias

 

É certo que este evento reunirá na zona de Lisboa, um número bastante significativo de turistas, que devem trazer lucros avultados a vários sectores de atividade (principalmente setores ligados à hotelaria). Mas será que um país como Portugal, com tanta carência de habitação (para a qual autarquias e governo dizem não ter verbas para colmatar), não poderia ser mais modesto nestes gastos e disponibilizar alguma dessa verba para a habitação social? Precisará o Papa de tanto luxo, para pregar algo que nos foi dado e ensinado, por alguém que defendia a simplicidade (Jesus Cristo). Sendo o estado Português um estado “laico”, deveria gastar tanto dinheiro (que é de todos os contribuintes) num evento de uma religião (no caso a igreja católica)? Será que o “Povo” não deveria de ser ouvido a este respeito? Que responda quem souber, eu apenas me questiono a mim mesmo.

Nota: As imagens foram retiradas da Comunicação Social e são de 2 dos palcos em questão.


Pajovi 2023




quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Ano Velho, Ano Novo

 

É tempo de passagem de ano, de celebrações que despedem o ano velho e o recomeço de um ano novo, mas é também um momento de reflexão, de ponderação e principalmente de gratidão. É tempo de olhar para trás com gratidão e para a frente com fé e esperança. Deus nos tem dado de presente mais um ano de que agora nos despedimos, e a Ele devemos agradecer pela generosidade e misericórdia infinitas com nos tem agraciado.

Vamos receber o Ano Novo com a alma renovada de esperança e alegria, sempre com Jesus no coração, e que assim seja todo o novo ano que se vai iniciar.

Que o Evangelho de Cristo seja a nossa orientação em cada dia deste novo ano. Que saibamos encontrar a felicidade na paz e no amor de Cristo. Que Deus nos continue a abençoar a todos e que a Sua luz ilumine os nossos corações.

Que possamos ser abençoados pelo nosso Deus e Pai a cada dia. Vamos lutar para sermos diferentes, vamos lutar para sermos melhores, mudemos as sementes para mudarmos os frutos que vamos colher neste novo ano. Nas nossas vidas do dia-a-dia não percamos a direção de Deus, vamos confiar sempre em Deus e agradecer-Lhe por cada dia da nossa vida nesta terra, na qual não passamos de meros turistas de passagem.

Espero e quero, que a maior promessa de Ano Novo seja o fortalecimento da nossa fé, e que a saibamos cumprir com todos os nossos deveres em cada um dos 365 dias do ano.

A todos desejo um Feliz Ano Novo! Que seja de amor, perdão, paz e felicidade!

Pajovi 2022


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Natal o que é ou o que significa?

 

O que significa a palavra Natal? Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, Natal é: 1. Relativo a nascimento. - 2. Relativo ao país ou ao local em que algo ou alguém nasceu.

Árvore de Natal montada e com muitos presentes ao redor, uma mesa cheia de comida, Família reunida, estes são os protagonistas quando o tema é o Natal. Mas será que este é o verdadeiro significado do Natal? 

Quando chega o mês de dezembro chega com ele a expectativa para o Natal. Resumindo, muitos passam os meses impacientemente a querer que esta data chegue, por tudo o que ela envolve, presentes debaixo da árvore, luzes a piscar nas janelas, postais de natal, jantares com a família e os amigos, meias penduradas nas portas e muito mais. 

No entanto, para o meio evangélico, o Natal é muito mais do que uma simples data comercial. O Natal é a data (simbólica) em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo.

Além disso, também é tempo de renovação, de alegria e de estar em comunhão com a família, comemorando o nascimento de um homem (Jesus) que mudou a vida de todos nós. Isto já tinha sido profetizado pelo profeta Isaías, (Isaías foi profeta em Jerusalém, de acordo com os textos bíblicos, Isaías viveu no reino de Judá entre os séculos VIII e VII a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.) Isaías 9:6 (ARA) – Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;” 

Deus enviou o seu filho Jesus ao mundo. 

Natal tal como lemos, significa nascimento. O verdadeiro significado do Natal é o nascimento de Jesus Cristo, que veio à terra para nos dar a salvação eterna. Ao se tornar um homem, Deus mostrou que se preocupa connosco nos mais pequenos detalhes. O sacrifício de Jesus na cruz e a sua ressurreição, não teriam sido possíveis se ele não tivesse nascido como um homem.

A história do nascimento de Jesus é relatada na Bíblia Sagrada nos evangelhos de Mateus e Lucas. Mateus 1: 21- 23 (ARA) – “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus connosco).” Lucas 1:30-32 (ARA) – “Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;”

 Este foi um acontecimento de extrema importância para a humanidade, porque marcou o início da nossa salvação, cumprindo assim, várias profecias do Antigo Testamento sobre o nascimento do Salvador do mundo e a sua vitória sobre satanás. 

Apesar disso, não está comprovado que Jesus tenha nascido no dia 25 de dezembro. Na realidade, não se sabe ao certo a data do Seu nascimento. Resumindo, o dia 25 de dezembro é apenas uma data escolhida para lembrar este acontecimento importante todos os anos. 

Resumidamente, Natal é alegria, é comunhão, é esperança, é ter Jesus no nosso coração. Para lá de todas as iguarias, festas em família e presentes, este dia só faz sentido, quando celebramos tendo Jesus Cristo no nosso coração como Senhor e Salvador. 

Pajovi  2022

terça-feira, 8 de novembro de 2022

O que é um jugo desigual?

 

Muitas pessoas têm dúvidas a respeito do real significado da expressão “jugo desigual”, traduzida do grego para o português desta forma em 2 Coríntios 6.14-15 (ARA):  Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?

Vamos analisar o que diz o apóstolo neste texto. Fica bastante claro se observarmos todo o contexto, sobre o que está o apóstolo Paulo a falar, é sem dúvida acerca da “sociedade”, da “comunhão”, da “harmonia”, da “união” e da “ligação” entre servos de Deus e as pessoas incrédulas (2 Coríntios 6.14-18) (ARA). Todas estas palavras escritas por Paulo, reforçam o pensamento de que o crente deve avaliar com muito cuidado os seus laços de relacionamentos e negócios com incrédulos.

Posto isto, vamos avaliar a expressão grega “heterozugeo”, traduzida para o português como “jugo desigual”. No grego a expressão aponta para alguém que tem um relacionamento desigual ou que tem comunhão com alguém que não é semelhante. (Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong). Em português a palavra “jugo” aponta para uma “canga ou junta de bois” (Dicionário Priberam), que é um objeto que une dois bois para que andem no mesmo compasso, enquanto puxam o carro de bois. Uma figura bastante clara de “algo” que une duas ou mais pessoas à volta de um objetivo comum. Se o jugo estiver desigual, os bois não conseguem atingir o objetivo de fazer o carro de bois andar corretamente, além de sofrerem muito.

Para compreendermos o significado real do texto, precisamos ainda avaliar as palavras citadas por Paulo para apontar este tipo de união: sociedade, comunhão, harmonia, união e ligação.

A palavra sociedade, traduzida do grego “metoche”, significa partilhar, participar. A palavra comunhão, traduzida do grego “koinonia”, significa ter uma relação de intimidade, de comunhão íntima com alguém. A palavra harmonia, traduzida do grego “sumphonesis”, significa concordância, acordo. A palavra união, traduzida do grego “meris”, significa uma parte designada, traduzida nalgumas versões bíblicas em português como “em comum”. A palavra ligação, traduzida do grego “sugkatathesis”, significa aprovação, assentimento, acordo. (Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong).

Colocados os significados das expressões, podemos entender sobre o que Paulo está a falar neste texto. Paulo está a falar de uma união de pensamentos e propósitos nas relações entre crentes e incrédulos. Uma união de intimidade que os faz andar nos mesmos propósitos. Propósitos, é claro, de conflito com a sã doutrina (jugo desigual), por isso mesmo totalmente rejeitados por Deus.

Penso que Paulo não está a proibir aqui, todo o tipo de relacionamento com incrédulos, caso contrário, seria impossível realizar a obra de evangelização ordenada por Jesus e até mesmo viver neste mundo.

O que está em questão aqui, é uma união de propósitos que nunca combinarão, devido ás suas diferenças notórias. Repare nas perguntas de Paulo, que nos mostra o contraste claro deste tipo de união de propósitos: “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Queharmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2 Coríntios 6.14-16)

A diretiva de Paulo, expõe o porquê de Deus não querer este tipo de união na vida dos Seus servos: 2 Coríntios 6:16-18 (ARA)” Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.”

Assim, o crente deve ser sábio para avaliar que tipo de “sociedade”, “comunhão”, “harmonia”, “união” e “ligação” assume com alguém descrente, pois podem ser prejudiciais à sua vida de cristão e estar em desacordo com a vontade de Deus. Lembrando que Paulo traz a ideia de que o crente é o santuário de Deus, ou seja, Deus habita nele. No Antigo Testamento, quando o templo ainda existia, muitas vezes o povo de Deus trouxe coisas impuras para dentro do tempo, contaminando-o e provocando a ira de Deus e grande calamidade sobre si. O crente em Jesus, sendo santuário de Deus, não pode imitar esse mau costume prejudicial.

Para concluir, é interessante notar que Paulo não nos deixou nenhuma lista para exemplificar que tipos de uniões estariam incluídas na sua proibição. Eu também não tenho a ousadia de deixar nenhuma lista. Creio que cada um deve avaliar caso a caso para tomar decisões acertadas sobre as relações de comunhão e intimidade que assume com descrentes, se estão ou não debaixo da bênção de Deus, se estão ou não em conformidade com a sã doutrina, se são ou não um jugo desigual.

A base para a tomada de decisão, está clara nas palavras de Paulo nas Escrituras Sagradas.

 

Pajovi 2022

domingo, 16 de outubro de 2022

Fazer um compromisso com Deus?

 

Um compromisso com Deus deve ser feito apenas por devoção ou gratidão a Deus. Não serve como uma forma de negociar com Deus. Antes de assumir um compromisso com Deus, analise bem quais as suas intenções.

Na prática, assumir um compromisso com Deus é a mesma coisa que fazer uma promessa. Quem assume um compromisso, está -se a comprometer a fazer alguma coisa. A Bíblia avisa de que isto não é brincadeira. Eclesiastes 5:4-5 (ARA)Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.”

Qual é o propósito do compromisso?

Esta é a primeira pergunta que devemos fazer: por que quero fazer este compromisso com Deus?

Poderá fazer um compromisso para se dedicar mais a Deus, ou às coisas de Deus. O tempo do compromisso servirá então para se aproximar mais de Deus e aprofundar o seu relacionamento com Ele. Um compromisso destes também pode ajudar a ouvir melhor a voz de Deus. Um exemplo é o compromisso de fazer jejum.

Outro tipo de compromisso que pode fazer é por gratidão. Algumas pessoas fazem um compromisso com Deus para agradecer por alguma coisa que Ele fez. Isso é uma forma de dar glória a Deus pela Sua bondade. Salmos 116:17-19 (ARA) “Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo,
nos átrios da Casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém. Aleluia!”

Mas um compromisso com Deus não serve como negócio. Deus não nos dá bênçãos porque lhe prometemos dar alguma coisa em troca. Não se pode comprar as bênçãos de Deus. Deus dá de graça, como Ele quer e quando quer. Ele não tem nenhuma obrigação de nos dar nada quando fazemos um compromisso com Ele. Se fizer um compromisso com Deus, deve ser por amor e dedicação para com Ele, não como troca comercial.

Como fazer um compromisso com Deus.

Depois de analisar por que razão quer fazer um compromisso, precisa de pensar no que vai fazer. Esta é algo com que precisa de tomar muito cuidado. Deus não quer que ninguém se magoe ou que faça mal a outra pessoa.

Analise a sua situação e decida se a sua ideia é possível e segura. Não prometa fazer nada que está fora do seu alcance, como dar mais dinheiro do que tem, ou fazer um jejum mais prolongado do que o seu corpo aguenta. Faça um compromisso que saiba que consegue cumprir.

Decida como vai fazer o seu compromisso com Deus e cumpra! Mas, se descobrir que o seu compromisso não é bom, ou se sentir de Deus que não deve continuar, pare. Não faça nada que o prejudique.

Fiz um compromisso com Deus que não consigo cumprir. O que faço?

Peça perdão a Deus por ter feito um compromisso insensato. Deus perdoa a quem se arrepende. 1 João 1:9 (ARA) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Ele não o vai obrigar a fazer aquilo que não consegue. Mas isso não significa que possa fazer continuamente compromissos com Deus, de maneira irresponsável. Da próxima vez, pense melhor sobre o compromisso antes de se comprometer.

Pajovi  2022

sábado, 8 de outubro de 2022

A INCONFORMIDADE COM AS MUDANÇAS CULTURAIS E ESPIRITUAIS

 

Nesta cultura atual em constante mudança, nestes tempos atribulados e conturbados, cheguei à conclusão de que já não consigo acompanhar (nem quero), nem conformar, com as imensas mudanças culturais que estão a acontecer à nossa volta. Até há pouco tempo, eu aceitava estas mudanças sociais como sendo inevitáveis. No entanto, como cristão, seguidor de Jesus Cristo, compreendo agora, que não posso aceitar uma grande parte destas mudanças e estou a tomar uma posição na defesa daquilo a que designo como «inconformidade».

Somos chamados pelo nosso Deus e Pai a seguir os Seus caminhos, e não a conformarmo-nos com os caminhos deste mundo.

A Bíblia admoesta todos os cristãos, em: Romanos 12:1-2 (ARA)- “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Quando eu era um jovem e servia na Armada Portuguesa, ensinaram-me a seguir as ordens que vinham de cima. A ter uma conduta ordeira, a reger-me por regras estabelecidas. Esta situação produz resultados positivos por parte de qualquer grupo de pessoas. As empresas também precisam de estabelecer boas práticas, a fim de assegurar que os funcionários, seguem diretrizes que honrem a companhia e que servem adequadamente os clientes.

Todos os desportos organizados têm regras por uma razão: se não houvesse limites, instalar-se-ia o caos; os jogadores aproveitar-se-iam de tudo o que quisessem fazer. Sem regras adequadas e apropriadas, o resultado seria uma anarquia competitiva.

Creio que este é o grande problema com toda a revolta cultural que temos observado nos últimos anos. Muitas pessoas inventam as regras ao longo da vida e fazem aquilo que sentem estar certo aos seus próprios olhos. Na verdade, é isso que o Antigo Testamento nos diz. Em Juízes 2:10-11, (ARA) lemos: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins.”

Vamos abordar isto a partir de um ângulo diferente. Em vez de avaliarmos a culpa, vamos oferecer aquilo que pessoalmente, penso que é o antídoto para esta pandemia cultural e espiritual crescente. Todos aqueles que têm um relacionamento pessoal com o nosso Pai Celestial através de Jesus Cristo, são capazes de se apropriar da Sua vida espiritual, através do Espírito Santo, que vive em nós. Precisamos de clamar ao Senhor para que nos encha com o Seu Espírito Santo, e nos dê o entendimento necessário para que, adotemos as ações convenientes a fim de termos a plena convicção de que a mensagem divina de paz e esperança, é anunciada com eficácia, permeando o coração daqueles que estão à nossa volta.

Dentro deste contexto, de procurarmos viver uma vida de contracultura que honre a Deus, penso nas palavras escritas pelo apóstolo Paulo. Em Colossenses 3:15-17, (ARA) Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”

Precisamos de nos agarrar firmemente ao que sabemos ser verdadeiro e correto, firmes com sabedoria na graça que nos foi dada pelo nosso Deus e Pai. Então, poderemos orar por cura e restauração da nossa cultura e do nosso povo, incluindo dos homens e das mulheres com que nos cruzamos todos os dias no nosso trabalho e nos afazeres diários.

 

Pajovi 2022

sábado, 24 de setembro de 2022

Perdão, porquê?

 

“Quando perdoamos, estamo-nos a libertar. Com o perdão, as algemas que nos prendiam ao passado são partidas, e passamos a respirar aliviados e a caminhar livremente”.

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Mateus 18:21 (ARA)

“Tão amplo como o universo que habitamos é o universo que habita em nós.”

Carlos Hilsdor.

Temos de compreender como se movem as energias no nosso ser interior, pois esta é a condição para podermos ser livres e felizes. A liberdade é o maior bem do qual podemos usufruir nesta escola que é a vida, mas jamais seremos livres se não libertarmos certos “conteúdos” deste nosso universo interior. Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;
e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
João 8:31,32 (ARA)

Quando reprimimos a nossa energia interior, damos origem à doença, nomeadamente à depressão. A nossa energia gerada pelos pensamentos e pelas emoções, deve fluir como os rios e como os ventos, que sopram livremente. O movimento que orquestra e define a vida tem de fluir livre e continuamente. A água muito tempo parada é sinônimo de água contaminada. As mais perigosas de todas as “águas contaminadas”, ou seja, os mais perigosos “conteúdos” do nosso eu, ou do nosso universo interior, são: a ignorância, o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a raiva e a mágoa.

A raiva e a mágoa são terrivelmente destrutivas para todos os que lhes dão guarida no seu interior. Raiva e mágoa destroem de dentro para fora, causando danos por vezes irrecuperáveis. Raiva e mágoa alimentam-se de si mesmas e, também, do nosso orgulho e vaidade. Manter a mente e o coração repletos de raiva e mágoa equivale a andar pela vida com uma bomba relógio prestes a explodir, é só uma questão de tempo.

Raiva e mágoa são sentimentos corrosivos, que destroem as nossas possibilidades de sermos felizes. Felizmente existe um antídoto: o perdão.

Mas não serve qualquer perdão. Somente o perdão autêntico e verdadeiro é terapêutico e libertador!

“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;”
Colossenses 3:13(ARA)

Pode parecer estranho, mas, nem todo perdão é benéfico; afinal, nem todo perdão é sincero!

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Efésios 4:32 (ARA)

Quando alguém “incha” o peito e diz que foi ofendido, mas que perdoou, está na verdade a autopromover-se, a querer provar a si mesmo e aos outros, como é bondoso por ter perdoado. Este perdão não é verdadeiro. Tal como a pessoa que diz: – Eu perdoo, mas Deus fará “justiça” por mim. Esse perdão, além de não ser verdadeiro, está muito longe da verdadeira compreensão de justiça e da misericórdia de Deus.

“Têm de provar que abandonaram o pecado, praticando obras que mostrem arrependimento. “Mateus 3:8 (OL)

Não há perdão sincero se não nos esquecermos da raiva e da mágoa que lhe deram origem. Esquecer a mágoa e a raiva não significa esquecer o facto! Os factos, muitas vezes, permanecem na memória e são motivo de aprendizagem para o futuro. Se esquecêssemos todo o mal que nos fizeram no passado, não aprenderíamos como nos cuidar melhor no futuro.

Não há relacionamento sincero sem aceitação. Para perdoar é preciso aceitar. Aceitar não significa concordar, significa compreender!

Para perdoar precisamos de nos compreender a nós mesmos e aos outros. 

Se alguém errou consigo, mesmo que seja grave, não perca tempo e saúde do corpo e da alma, alimentando a raiva e a mágoa, pois isso nos mantem aprisionados ao passado. Temos de perdoar e seguir. Perdoar é inteligente e humano. Perdoar é libertarmo-nos primeiro a nós mesmos, depois ao outro.

Se é verdade que o amor é a porta da felicidade, o perdão é a única chave que pode abrir essa porta, quando está fechada!

“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. [Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.]” Marcos 11:25,26 (ARA)

Perdoe e siga em frente.

 

Pajovi 2022

domingo, 21 de agosto de 2022

LÍDER O QUE É? QUEM É?

 

Líder, é uma pessoa que atua como orientador de um grupo ou equipa, para que possam atingir os objetivos propostos. Para que a sua liderança seja efetiva, os restantes membros do grupo ou equipa, devem de lhe reconhecer capacidade para os orientar e conduzir.

O verdadeiro líder não critica os seus liderados. A crítica é inútil porque fere o orgulho alheio, e provoca a resistência da liderado, que perante a critica, procura justificações. A crítica produz uma reação inevitável contra seu próprio autor. O que critica demais normalmente fracassa.

Um bom líder trabalha intensamente, porém com moderação, o trabalho em excesso provoca fadiga, e esta pode levar à excitação nervosa. É aqui chegado que os erros acontecem e a liderança falha.

Um bom líder nunca deixa de estudar. Para assumir uma posição de liderança reconhecida, é natural que o líder tenha mais conhecimentos e experiência, do que as outras pessoas da equipe que lidera. Por isso, o líder precisa sempre adquirir conhecimentos ou atualizar os que já domina sobre a sua área de liderança. Além disso, grandes líderes estão sempre a estudar sobre a própria liderança em si. Aprendem sobre administração, sobre liderança de pessoas, psicologia, desenvolvimento pessoal, gestão de projetos, no geral, sobre todas as ferramentas e áreas do conhecimento que os tornam melhores líderes a cada dia que passa.

O verdadeiro líder dá o exemplo, não exerce o poder que tem sobre os liderados. Os “líderes” que exercem poder, sobre os trabalhadores que estão sob a sua alçada, provocam ira, descontentamento e ineficácia entre os mesmos. Nenhum trabalhador descontente trabalha com prazer. Muitas vezes as empresas fracassam, porque os operários não trabalham com eficiência quando estão descontentes.

Os líderes têm de ter autodisciplina e de serem organizados. As pessoas na posição de liderança, têm muitas obrigações diárias que têm de ser cumpridas e além disso, precisam de fiscalizar as obrigações dos seus liderados. Perante isto, é inconcebível que um líder seja indisciplinado e desorganizado. A responsabilidade de gerir as suas próprias atividades é o primeiro passo para que um líder seja capaz de gerir as atividades de um grupo, de um projeto ou departamento. É necessário exigir a si próprio, rigor nos padrões de qualidade e no cumprimento de cada tarefa, isto só se consegue com muita autodisciplina e organização. Liderar não é apenas adquirir conhecimentos, mas, acima de tudo, colocar esses conhecimentos em prática diariamente. Apesar do líder ter sempre a última palavra na decisão de determinada estratégia, ele divide as responsabilidades e deixa sempre a possibilidade para que todos participem da decisão e execução. Com isso, é possível afirmar que o líder é um agente de mudança. Há um dito popular que diz que uma imagem vale mais que mil palavras. Nesse sentido, a melhor maneira de um líder despertar na sua equipa um comportamento responsável e produtivo, é agir exatamente da maneira que ele espera que os seus liderados ajam. Se houver discrepância entre discurso e atitude, configura-se hipocrisia. Um bom líder, possui características marcantes sobre os liderados e no seio da sua empresa e por isso, ele é visto como um exemplo a seguir por todos.

O líder tem de ser um bom comunicador, tem de passar de forma clara e objetiva o que a equipa ou grupo têm de fazer para executar as suas tarefas com eficácia. Por ter uma boa influência junto dos seus liderados eles recebem e executam as tarefas de bom grado. 

Para tomar decisões importantes, lidar com as crises e comunicar com calma e transparência com todos os membros da equipe, um líder precisa de ter inteligência emocional. Líderes emocionalmente desequilibrados, que gritam ou que perdem o controle, ou que estão sempre passivos, sem conseguirem impor a sua autoridade, perdem o respeito dos seus funcionários ou liderados e, consequentemente, não conseguem progredir.

Os líderes precisam ser enérgicos para dar ordens, pedir resultados e motivar os seus liderados, mas não podem deixar que essa energia se transforme em stress e ansiedade. Se isso acontece, tanto o líder quanto as outras pessoas podem até mesmo adoecer e colapsar.

O líder tem de ser educado, agradável, afável e respeitoso, estas são algumas das características do perfil do líder, até por isso a sua relação pessoal é ótima com os seus liderados. Conhecer a sua equipe a fundo é uma das características essenciais de um bom líder. Pois, é assim que ele consegue aprimorar as qualidades dos profissionais que lidera e agir de maneira a conseguir corrigir os seus pontos fracos.

Uma das características do bom líder é ser transparente com a equipe. A transparência no dia a dia da empresa, principalmente por meio de informações contínuas, pode fazer com que os profissionais conheçam os erros e saibam exatamente qual o caminho para o sucesso.

Por último, por mais que o líder esteja numa posição de destaque e autoridade, nunca deve perder a consciência de que não faz nada sozinho. Por isso, ele precisa de humildade para reconhecer a importância de todos aqueles que trabalham consigo, nunca se deve tornar arrogante ou sentir-se superior aos seus liderados.

 

Pajovi     2022

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