A Páscoa Cristã é uma das
festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a
ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus. A data é comemorada anualmente
no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera
(no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul).
A Páscoa é a celebração da morte e
ressurreição de Jesus Cristo. A palavra "Páscoa" originou-se do termo
hebraico "Pessach", que significa "passagem". Assim, a
Páscoa simboliza a passagem da morte para a vida. Representa a libertação por
meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, que trouxe salvação a todos que
creem Nele:
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a
ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” João 11:25
(ARA).
Ovos, chocolate, convívio em
família... Todas estas coisas se tornaram parte da celebração da Páscoa, mas
não explicam o seu significado. A Bíblia dá-nos a resposta e esclarece como
surgiu a festa da Páscoa e a razão de a celebrarmos.
A Páscoa na Bíblia
A Páscoa é uma comemoração que
relembra a libertação da escravidão. Esta celebração teve origem num evento do
Antigo Testamento, mas apontava para o seu significado mais completo, com a
obra salvadora de Jesus Cristo.
A origem da Páscoa
Tudo começou há muito tempo, no
Egito. Nesta noite, a tensão era alta. Os israelitas esperavam ansiosamente em
casa pelo grande momento. Então, à meia-noite, o silêncio foi quebrado por
gritos de desespero. E a ordem chegou. Estava na hora de partir.
Os israelitas tinham sido
escravizados pelos egípcios, mas Deus tinha prometido libertá-los. Ele enviou
pragas devastadoras sobre o Egito e fez grandes milagres, mas o Faraó não
libertou o povo. Por isso, Deus decidiu enviar uma última praga, mais terrível
que todas as outras. Numa só noite, o
filho mais velho de cada casa no Egito seria morto. Mas, para os israelitas,
seria uma noite de livramento.
“Desta maneira o comereis: lombos
cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa
do Senhor.” Êxodo 12:11 (ARA).
Para fazer a distinção entre o povo
de Deus e os egípcios, cada família israelita sacrificou um cordeiro no
lugar do filho mais velho e colocou o seu sangue à volta da porta da casa.
Quando o anjo da morte "passou" - 'pesah', ele viu o sangue nas
portas dos israelitas e passou por cima das suas casas sem matar ninguém.
Os israelitas assaram os cordeiros
sacrificados e fizeram pães sem fermento, porque não tinham tempo para fazer
pão levedado. Todos comeram com pressa, com tudo preparado para partir. Deus
tinha avisado que precisavam de estar prontos. Ainda nessa noite seriam livres!
O filho do Faraó também morreu nesta
noite. Ele, então, permitiu que os israelitas se fossem embora. Eles saíram do
Egito vitoriosos, sem uma única batalha! Este foi um dia de julgamento para o
Egito, mas de salvação para o povo de Deus. Para lembrar este dia, Deus
instituiu a festa da Páscoa, que significa passagem, porque o anjo da morte
"passou" pelas casas no Egito, naquela noite.
“Pela fé, celebrou a Páscoa e o
derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos
dos israelitas.” Hebreus 11:28 (ARA).
A Páscoa no Antigo Testamento:
Durante muito tempo a tradição da
festa da Páscoa continuou viva, para relembrar a libertação de Israel do Egito.
A festa da Páscoa deveria ser um memorial para o povo judeu, relembrando-os da
salvação magnífica concedida pelo Senhor.
Mas, muito mais que escravidão
exterior, a Bíblia apontava para outra terrível prisão; os pecados que afastam
as pessoas de Deus. Por isso, todos os anos cada família deveria apresentar-se
diante do sacerdote e, oferecer sacrifícios a Deus, para perdão dos pecados.
A Páscoa no Novo Testamento:
A Páscoa foi “reconstituída” ao longo
da história na Bíblia. Das marcas de sangue nas portas, para os rituais de
sacrifícios no Templo, agora a Páscoa tem o seu significado completo com a
morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir do Novo Testamento, já não
seriam necessários sacrifícios anuais de animais. O Filho de Deus cumpriu tudo
de uma vez por todas (leia; Hebreus 9:28).
Foi durante a celebração da festa da
Páscoa, que mais tarde, Jesus Cristo foi oferecido como sacrifício pelos
pecados de todos. Aqueles que acreditam nas Suas Palavras podem receber o
perdão que Ele concede graciosamente.
Muitos profetas do Antigo Testamento
anunciaram a chegada do Messias, o Salvador do mundo. Jesus é o "Cordeiro
de Deus, que tira o pecado do mundo!" (leia; João
1:29). Todas as imagens anteriores apontam para esta obra salvadora de
Deus através de Jesus; o sangue derramado, o cordeiro, a morte, a vida, a
ressurreição.
A Páscoa cristã:
Todos nós fomos escravizados pelo
pecado e precisamos de ser libertados. Deus prometeu trazer julgamento sobre o
mundo, mas Ele nos ofereceu um escape; Jesus Cristo.
Os israelitas sacrificaram um
cordeiro para salvar as suas famílias. Deus sacrificou o seu próprio Filho para
nos salvar! Durante a festa da Páscoa judaica, Jesus morreu na cruz no
nosso lugar. Agora quem crê em Jesus como seu Salvador está livre da
condenação.
O sangue de Jesus é um sinal na vida
de quem o ama, protegendo-nos do castigo eterno. Ele liberta-nos da escravidão
do pecado e nos dá uma vida nova. Agora todos podemos fazer parte do povo de
Deus e viver em liberdade!
É por isso que continuamos a celebrar
a Páscoa, mas com um significado diferente do Antigo Testamento. Celebramos a
libertação do pecado, o perdão do castigo e a vitória sobre a morte! A
Páscoa é a celebração da salvação conquistada por Jesus Cristo.
Citações; Bíblia on – Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia de
Estudo Peshitta – Dicionário Bíblico Strong – Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de
Strong
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