“Em todo tempo ama o amigo, e na
angústia se faz o irmão.” Provérbios 17:17 (ARA).
A Bíblia é essencialmente um livro de
relacionamentos. Desde a criação, Deus projetou o ser humano para se
relacionar. A união entre homem e mulher deu origem à família e as nações
nasceram dos laços entre pessoas. No entanto, nem todo o relacionamento é
saudável; a opressão de um tirano, por exemplo, jamais refletiria o propósito
divino. Por outro lado, dos relacionamentos genuínos e alinhados à vontade de
Deus vieram as famílias que compõem a linhagem de Cristo (leia; Mateus
1:1-17).
O conceito bíblico de amizade é bem
diferente do atual. Atualmente, ser amigo é muitas vezes resumido a passar
tempo juntos e compartilhar interesses. Mas, nas Escrituras, amizade significa
compromisso, amor e cooperação. O amigo verdadeiro é aquele que permanece ao
seu lado em todas as circunstâncias, que se alegra e chora consigo, reparte o
pão e luta ao seu lado nas batalhas da vida. Nos momentos de angústia, a
amizade verdadeira revela um irmão solidário (leia; Provérbios 17:17).
Deus valoriza a amizade de tal forma que Ele mesmo escolheu ser amigo de
Abraão, jurou por Si mesmo a favor dele e da sua descendência. Esta relação
tornou-se um modelo do que significa ser amigo de Deus; uma ligação que vai para
além das palavras, baseada em fidelidade e propósito.
Jesus, ao caminhar com os Seus
discípulos, elevou a amizade a um nível espiritual profundo. Ele os chamou de
amigos, não servos e partilhou os mistérios do Reino e os Seus próprios
sofrimentos. Ele buscava neles irmãos solidários, embora soubesse que falhariam
na Sua hora mais difícil. Mesmo assim, Jesus chamou Judas de "amigo",
mostrou que a amizade verdadeira permanece fiel, ainda que não seja
correspondida (leia; Mateus 26:50).
A amizade que Deus nos oferece em
Cristo não depende da nossa perfeição ou reciprocidade. Ele nos ama apesar das
nossas falhas e convida-nos a termos um relacionamento que tem como objetivo a
nossa salvação (leia; Efésios 2:16).
“A amizade é a felicidade no amor e o
conforto na dor.” – T. Ferreira
Pajovi 2025




