segunda-feira, 31 de março de 2025

Amizade verdadeira.

 

“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” Provérbios 17:17 (ARA).

 

A Bíblia é essencialmente um livro de relacionamentos. Desde a criação, Deus projetou o ser humano para se relacionar. A união entre homem e mulher deu origem à família e as nações nasceram dos laços entre pessoas. No entanto, nem todo o relacionamento é saudável; a opressão de um tirano, por exemplo, jamais refletiria o propósito divino. Por outro lado, dos relacionamentos genuínos e alinhados à vontade de Deus vieram as famílias que compõem a linhagem de Cristo (leia; Mateus 1:1-17).

O conceito bíblico de amizade é bem diferente do atual. Atualmente, ser amigo é muitas vezes resumido a passar tempo juntos e compartilhar interesses. Mas, nas Escrituras, amizade significa compromisso, amor e cooperação. O amigo verdadeiro é aquele que permanece ao seu lado em todas as circunstâncias, que se alegra e chora consigo, reparte o pão e luta ao seu lado nas batalhas da vida. Nos momentos de angústia, a amizade verdadeira revela um irmão solidário (leia; Provérbios 17:17). Deus valoriza a amizade de tal forma que Ele mesmo escolheu ser amigo de Abraão, jurou por Si mesmo a favor dele e da sua descendência. Esta relação tornou-se um modelo do que significa ser amigo de Deus; uma ligação que vai para além das palavras, baseada em fidelidade e propósito.

Jesus, ao caminhar com os Seus discípulos, elevou a amizade a um nível espiritual profundo. Ele os chamou de amigos, não servos e partilhou os mistérios do Reino e os Seus próprios sofrimentos. Ele buscava neles irmãos solidários, embora soubesse que falhariam na Sua hora mais difícil. Mesmo assim, Jesus chamou Judas de "amigo", mostrou que a amizade verdadeira permanece fiel, ainda que não seja correspondida (leia; Mateus 26:50).

A amizade que Deus nos oferece em Cristo não depende da nossa perfeição ou reciprocidade. Ele nos ama apesar das nossas falhas e convida-nos a termos um relacionamento que tem como objetivo a nossa salvação (leia; Efésios 2:16).

 

“A amizade é a felicidade no amor e o conforto na dor.” – T. Ferreira

 


Pajovi 2025

sábado, 22 de março de 2025

PENSAMENTOS DE VIDA

 

 Há coisas que nos fazem pensar. Tesouros que outros homens nos deixaram e que podemos aproveitar, tirar frutos da sua experiência. Podem ser poemas completos ou curtas palavras cheias de sentido.

Porque, se é verdade que na escola se aprendem muitas coisas, os manuais escolares feitos pelas editoras não são muito úteis para construir um homem.

Para os aproveitar convenientemente, é preciso que exista já um homem com as qualidades necessárias para isto. Uma pessoa capaz de se superar, de insistir, de se esforçar. É preciso ter uma vontade forte, um gosto de aprender. Um sonho, talvez.

Começamos por ser bebés, depois crianças, depois adolescentes e finalmente adultos. Tivemos uma família e educação, melhor ou pior. Mas chega uma altura em que ficamos sozinhos e, é bom encontrarmos aquelas frases luminosas, capazes de acender em nós qualquer coisa que fique connosco e faça parte de nós; frases que nos recordem o caminho certo, que nos deem o impulso necessário para subir a montanha que temos de subir.

Hoje, sai de todas as dificuldades; ou melhor, expulsa todas as dificuldades, pois elas não estão no exterior, mas sim no teu interior, nas tuas opiniões e conceitos de vida.

O problema que estiveres a atravessar enfrenta-o. Não fiques a dar voltas, a fingir que ele não existe. Se o problema existe, é para ser resolvido. Se for grande demais, vai resolvendo parte por parte, até que ele fique mais pequeno a cada dia que passa. Dá atenção especial a todos os que são gentis e amáveis contigo, com certeza receberás gentileza também. Mas não te esqueças, de que nem todos os dias são bons para todos. Dá à tua paciência, à tua compreensão e ao teu raciocínio todo fôlego que eles precisam. Pensa duas vezes se tiveres que engolir algum "sapo". Lembra-te, ele pode ser indigesto demais. E, mesmo que hoje o teu dia seja bastante atarefado, não te esqueças de deixar alguém feliz, manda um “olá” a quem queres bem, às pessoas de quem realmente gostas. Talvez amanhã o teu dia seja muito mais ocupado que hoje, como tal, faz isto agora mesmo, não guardes para amanhã.

Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a ação; semeia a ação e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter.

 

“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.Salmos 139:1-2 (ARA)

 

Que DEUS abençoe todos os dias da tua vida.

 

 


 

Pajovi 2025

quinta-feira, 20 de março de 2025

Correção, um ato de amor de Deus.

 

“porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” Hebreus 12:6-7 (ARA).

 

Ser filho de Deus é um privilégio incomparável, que nos concede a vida eterna por meio de Cristo Jesus. É a porta de entrada para pecadores, antes destinados à condenação, serem recebidos no Reino de Deus. Uma herança inestimável, oferecida gratuitamente por um Pai amoroso, a quem nada fez para a merecer, mas que pela graça divina, é alcançado e adotado na família celestial.

Ter Deus como Pai é o início de uma relação de amor profundo e, ao mesmo tempo, de confronto necessário. O Deus santo acolhe filhos ainda marcados pela natureza humana, sujeita ao erro e ao pecado. Por isso, Ele nos chama a procurar a perfeição, pois o Seu caráter perfeito exige que sejamos moldados à Sua imagem. Este processo de transformação, conhecido como correção ou repreensão, é a ferramenta divina para nos ajustar no Seu propósito.

Pela nossa natureza, resistimos à correção. Ela expõe o nosso orgulho, confronta o nosso ego e nos tira da falsa segurança onde acreditamos estar sempre certos. Contudo, é no confronto que Deus nos leva à “casa do oleiro” (leia; Jeremias 18:4), onde não somos meros espectadores, mas o vaso que é quebrado e moldado novamente pelas mãos do Criador.

A correção, embora dolorosa, é um ato de amor. Ela educa a mente e cura o coração. É o remédio celestial que, mesmo sem anestesia, restaura a nossa alma. Por meio dela, a nossa consciência é purificada, a nossa inocência é renovada e nos tornamos mais semelhantes a Cristo (leia; Oséias 6:1). Em Cristo Jesus, temos o privilégio de clamar “Aba, Pai” e de sermos chamados filhos de Deus, parte da geração eleita. Mas este privilégio vem com o desafio de aceitar a disciplina divina. Fugir da correção é negligenciar o crescimento que Deus planeou para nós. Quando nos submetemos à Sua repreensão, somos fortalecidos e conduzidos à perfeição (leia; Tiago 4.10).

Que possamos abraçar a correção com humildade e, reconhecer que é por meio dela que o Pai nos molda para refletirmos a Sua glória!

 

“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de nos colocar no prumo, para que sejamos utilizados no edifício celestial”. (D. L. Moody)

 


 

Pajovi 2025

quarta-feira, 19 de março de 2025

Porque é que o domingo se tornou o dia de adoração?

 

Os cristãos começaram a reunir-se no domingo, o primeiro dia da semana, para celebrar a ressurreição de Jesus. O Novo Testamento traz várias evidências disto:

 

A ressurreição de Cristo aconteceu no domingo (leia; Mateus 28:1-6).

Os primeiros cristãos reuniam-se no domingo: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão…” (leia; Atos 20:7).

Paulo instruiu que as ofertas fossem coletadas no domingo (leia; 1 Coríntios 16:2).

 

Estas reuniões no domingo não anulavam o mandamento do sábado, mas cumpriam o seu objetivo, um dia dedicado a Deus e de descanso. O domingo tornou-se o dia de celebração da nova aliança em Cristo e marcou o início de um novo tempo para os cristãos.

A perspetiva de Paulo sobre o sábado;

Paulo também teve problemas com pessoas que queriam colocar peso e julgamento sobre o sábado, naqueles irmãos que ele evangelizou. Ele abordou a questão do sábado ao enfatizar que não nos devemos julgar uns aos outros em relação a dias específicos:

 

“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” Colossenses 2:16 (ARA).

 

Este texto, reflete a liberdade cristã de não estar mais sob o jugo das exigências cerimoniais da Lei. O centro agora é, a essência do mandamento; dedicar tempo a Deus, independentemente do dia específico.

Concluo, portanto, que o cristão deve ter o seu dia de descanso, Deus fez desta forma, porém, não está fixado ao dia específico do sábado. Pode guardá-lo no domingo, ou, caso a sua profissão assim o exigir, poderá guardá-lo ainda noutro dia da semana (por exemplo, um médico que faz emergências e tem folgas em dias alternados).

Por isto, Jesus, quando disse que “nem um i ou um til jamais passará da Lei” (leia; Mateus 5.18), estava a falar que, Nele, tudo se iria cumprir conforme o determinado por Deus, inclusive todos os aspetos da Lei, como Deus os tinha dado e não como os fariseus os interpretavam.

 

Consultas; Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia Peshitta – Dicionário Bíblico Strong

 

Pajovi 2025

segunda-feira, 17 de março de 2025

Encontrar Forças no Meio das Lutas.

 

Alguma vez imaginou como seria viver uma vida sem preocupações? Uma existência idílica, isenta de conflitos, adversidades e sofrimento? E quanto a ser capaz de cumprir prazos sem “stress” ou pressão? Não ter que ficar preocupado com a execução dos objetivos de vendas? Ter sempre relacionamentos harmoniosos com todos os colegas de trabalho e funcionários? Desejamos-lhe boa sorte a tentar encontrar um lugar assim, onde não existam conflitos!

Na verdade, não seria boa sorte descobrir como viver sem lutas. Isto porque as lutas são um ingrediente essencial da receita para uma vida bem-sucedida e recompensadora (carreira, casamento, e tudo o mais que vale a pena obter). Pense em alguns dos muitos exemplos que encontramos à nossa volta:
A borboleta, que precisa de lutar para sair do casulo onde foi formada. Ela tem de empurrar e esforçar-se para desenvolver a força necessária para sair do casulo que ela construiu sendo ainda uma lagarta. Se remover a borboleta antes do tempo e ela morre.

O atleta de destaque que aplaudimos pelas suas realizações. Nós não vemos as incontáveis horas de prática, treino e preparação, o esforço para levantar pesos e tornar-se mais forte.

O músico virtuoso que executa impecavelmente belas composições. Não podemos imaginar todo o trabalho, as infindáveis e agonizantes repetições exigidas para atingir aquele nível de desempenho.
Poderíamos pensar em muitos outros exemplos, mas a realidade é simples; sem lutas, a vida é impossível. Como o consultor e criador de equipas de liderança, Brian Kight afirmou: “A luta não é apenas um caminho necessário, é o melhor caminho. A luta não é apenas uma coisa boa; é a melhor coisa. Nem todos estão dispostos a lutar pelo que mais desejam. Estes permitem que as lutas os derrotem. Porém a luta define a recompensa. Não existem recompensas que valham a pena receber sem lutas para as conquistar.”
Lendo as Escrituras vemos como Deus usa as lutas como uma importante ferramenta para nos transformarmos na pessoa em que Ele quer que nos tornemos. Aqui estão algumas das razões: 

 

As lutas ensinam dependência:

Quando as coisas são realizadas sem esforço, é fácil confiar na autossuficiência. Quando temos que lutar, reconhecemos as nossas limitações e o quanto precisamos do Senhor. Como Jesus ensinou aos Seus seguidores: 

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” João 15:5 (ARA). 

De forma similar o apóstolo Paulo reconheceu: 

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece.” Filipenses 4:13 (ARA). 

 

As lutas ensinam humildade:

Já foi dito que aprendemos mais com o fracasso do que com o sucesso, porque quando fracassamos é fácil compreender o porquê. Os fatores envolvidos no sucesso são geralmente mais difíceis de identificar. O apóstolo Paulo foi muito aplaudido como mestre, mas Deus permitiu sofrimento e lutas na sua vida a fim de o manter apropriadamente centrado. 

 

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:7-9 (ARA).

 

As lutas geram forças: Trabalhar no meio de desafios e adversidades fortalece-nos de várias maneiras; no nosso caráter, nos nossos valores e convicções, na nossa determinação de perseverar e na nossa fé. Por isto Paulo pode declarar:

 

 “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:10 (ARA).

 

Pajovi 2025

sábado, 15 de março de 2025

A ORAÇÃO NO DIA-A-DIA DA SUA EMPRESA

 

“Aquilo nem com rezas lá vai!” Já alguma vez ouviu esta expressão? Alguma vez disse ou pensou nalguma coisa assim? Normalmente, uma afirmação destas, pressupõe que o sucesso ou a sobrevivência de uma empresa é muito improvável ou que o seu fim está próximo. Isto sugere que nem mesmo as orações iriam ajudar.

Vamos olhar para esta questão de uma maneira diferente. A minha experiência, aponta para que muitas empresas, grandes ou pequenas, entram em dificuldades ou mesmo em situação de falência, precisamente por não envolverem “A Oração”. Muitos empresários e gestores “cristãos”, baseiam a sua gestão nos seus conhecimentos pessoais. Se em vez de confiarem apenas no seu conhecimento humano, procurarem a sabedoria de Deus e se voltarem para Ele em busca de orientação, a situação seria por certo outra que não a falência.

Conheci algumas pessoas que pensavam ter aquilo que chamavam de; serem ideias infalíveis. Conceberam estratégias de “marketing” incríveis. Mas faltava algo; não oraram a pedir a orientação de Deus sobre o assunto, presumiram que teriam a Sua Bênção.

Um meu amigo, a quem apareceu uma “daquelas oportunidades” que (à primeira vista) não se podem perder, avançou sem exitar. Arranjou as verbas necessárias, angariou parceiros de negócio e fez o que o típico homem de negócios faz, exceto orar. Poucos anos depois o seu negócio “imperdível” estava em situação de falência, o que trouxe a este amigo graves problemas.

Mesmo no meio dos empresários cristãos, a ideia de incluírem a oração no planear dos seus negócios é na maioria encarado com um encolher de ombros e, por vezes até com ceticismo. Porquê orar sobre aquilo que vamos fazer no trabalho? Muitos têm mesmo este pensamento; o que é que Deus tem a ver com uma empresa? Na verdade, se acreditarmos nas Escrituras, Deus tem muito a ver com o resultado como se desenvolvem as nossas empresas (se sobrevive e prospera, ou se fracassa).

Pense nisto; A orientação de Deus é, sem dúvida superior á nossa.  De onde vem o nosso intelecto, a nossa experiência, a paixão e os talentos para nos dedicarmos a um empreendimento ou negócio? Podemos trabalhar duramente para desenvolver as nossas habilidades, mas “a matéria prima” com que iniciamos vem de Deus. Quando envolvemos Deus nos nossos planos, estamos a reconhecer tudo o que Ele já fez e o que está sempre a fazer por nós.

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” Provérbios 20:24 (ARA).

O pensamento de Deus supera e ultrapassa o nosso. A meu ver existem duas atitudes perigosas no planeamento de negócios que envolvem Deus; Ignorá-Lo totalmente, ou presumirmos que tudo o que fizermos, desde que seja legal, será aceitável para Deus.

Na nossa vontade de seguir em frente, decidimos muitas vezes não consultar Deus de antemão, o que é uma infelicidade, porque há sempre fatores que não consideramos, mas que nos poderiam ser reveladas através da oração. Ou Deus nos poderia indicar um caminho melhor.

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” Provérbios 16:3 (ARA).

 “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.” Provérbios 19.21 (ARA).

O calendário de Deus é muito melhor que o nosso. Na nossa ideia, geralmente sentimos necessidade de agir imediatamente, tememos perder uma oportunidade. As Escrituras ensinam que seria sábio agir com precaução, com expectativa acompanhada por oração.

“Descansa no Senhor e espera nele, … Espera no Senhor, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra. … Salmos 37:7-34 (ARA).

 

Pajovi 2025

quarta-feira, 12 de março de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Essa escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos chama a obedecer. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E esse amor que Deus nos dá pelas outras pessoas nos leva a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos deles em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber por quê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com Ele a Palavra da salvação.

 

 

Pajovi 2025

Alegria nas fraquezas.

 

Fraqueza. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que é; “Tendência para ceder a sugestões ou imposições” “Falta de solidez”. Mas quem gosta de ser fraco? Todas as pessoas que são apontadas como exemplos a serem seguidos, são pessoas fortes, não fracas. Sendo assim, quem apreciaria ter “fraqueza” entre as suas qualidades? Porém, Jesus mostrou um padrão diferente. Em Filipenses 2.5-8, Paulo explica:

 

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Filipenses 2.5-8 (ARA).

 

Jesus estava no céu a desfrutar de toda a sua glória e poder. Porém, não se apegou a isso e, por amor, decidiu comprometer-se. Ele se esvaziou a Si mesmo;

 

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” Filipenses 2:7 (ARA).

 

 Assumiu a forma humana como servo e acabou morto numa cruz. Nós temos um Deus que não só se enfraqueceu, como expôs as suas fraquezas a fim de cumprir o propósito do pai.

Paulo também compreendeu que, apesar das suas fraquezas, a graça de Deus é poderosa o suficiente para realizar os seus propósitos. Sem dúvida, isto lhe garantiu força e coragem ao suportar sofrimentos e se tornou um motivo de alegria, pois sabia que o poder de Cristo estava garantido através dele.

Aceitar as nossas fraquezas faz-nos compreender que não conseguimos fazer nada por conta própria. Precisamos ser dependentes de Deus, pois é isto que nos transforma. Por isso, devemos aprender com Paulo e com outros cristãos que ainda hoje enfrentaram a perseguição, porque viveram (e vivem) isto na prática. Uma pessoa partilha: “A dor ou a força a lidar com o ponto mais fraco da sua personalidade. Se desiste e desanima, mas, nalgum momento, a situação torna-se maravilhosa porque descobre que Cristo o ama apesar das suas fraquezas”.

É quando reconhecemos as nossas fraquezas e as entregamos a Cristo, que entendemos de maneira prática que, quando somos fracos, na realidade somos fortes. Isto só acontece ao percebermos que não é possível viver com base na nossa própria força. Mas, ao considerarmos as nossas fraquezas, permitimos que o poder de Deus aja em nós.

 

 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10 (ARA).

 

Pajovi 2025

 

sábado, 8 de março de 2025

Corpo corruptível e o corpo incorruptível

 

Corpo corruptível e o corpo incorruptível1 Coríntios 15:12-58 (versão ARA). (importante ler todos os versículos).

 

“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?” 1 Coríntios 15:12 (ARA).

 

A ideia que era pregada, dizia que não havia a ressurreição dos mortos (volta de um morto à vida), ou seja, uma continuidade da vida após a morte. Paulo vai então explicar porque este pensamento estava errado.

 

Corpo corruptível e o corpo incorruptível.

1→Na sua explicação Paulo demonstra que Jesus Cristo é o modelo da ressurreição dos mortos realizada por Deus e, que ela ocorreu de fato e foi testemunhada por muitos (leia; 1 Coríntios 15:1-11).

 

Na sequência Paulo mostra que a ressurreição dos mortos, está totalmente ligada à fé cristã e que é uma esperança dos servos de Deus.

Levanta de seguida uma questão, sobre essa ressurreição e o corpo das pessoas para complementar a sua explicação: 

 

“Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?” 1 Coríntios 15:35 (ARA). 

 

2→Paulo explica que haverá uma mudança no corpo das pessoas, pois o corpo mortal não poderá receber uma herança que é imortal, eterna (a salvação).

Segue-se o versículo: 

 

“Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” 1 Coríntios 15:53 (ARA). 

 

Vamos agora analisar estes dois termos; corruptível e incorruptibilidade.

 

3→A palavra grega “phthartos”, traduzida por “corruptível” na versão que usamos, significa algo que perece, que se estraga.

Portanto, “corpo corruptível” é uma citação que indica o nosso corpo mortal, que envelhece, que morre, que se decompõe com a nossa morte. Por outras palavras, ele se torna pó.

Este corpo, mostra Paulo, não pode herdar a salvação, pois não é compatível com a realidade espiritual plena, pois foi maculado pelo pecado e é destruído pela morte.

 

4→A palavra grega “aphtharsia” traduzida por “incorruptibilidade” na versão que usamos, significa algo que não se estraga, eterno, perpétuo, algo que não apodrece.

Portanto, “se revista de incorruptibilidade” é uma citação que indica uma transformação a ser realizada em nós. Paulo mostra que Deus transformará os nossos corpos mortais em corpos imortais (leia; 1 Coríntios 12:52), capazes de gozar a nova realidade de vida proporcionada por Deus:

 

“E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” 1 Coríntios 15:54 (ARA).

 

Assim como Cristo venceu a morte, os Seus servos também a vencerão com essa ação de Deus neles.

 

5→Portanto, em resumo, temos duas realidades mostradas no texto; a primeira é a realidade atual, onde nosso corpo ainda perece, morre e se decompõe. Essa realidade continuará até à segunda vinda de cristo. 

Após esta vinda de Cristo os nossos corpos corruptíveis serão transformados em corpos incorruptíveis pelo poder de Deus.

Isto é necessário para que possamos viver plenamente e completamente (corpo e espírito) a nova realidade do céu, eterna, sem pecado, sem dor, sem pranto.

Alguns questionam; qual será a aparência desse novo corpo que teremos? De criança, de jovem, de adulto, de velho? Para esta dúvida não existe resposta, Deus não nos revelou na Sua Palavra.

 

Nota: Consultas; Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia Phishita – Dicionário Bíblico Strong – Presbítero André (Professor de teologia). 

 

Pajovi 2025

 

Continue a escalada.

 


pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” Hebreus 3:13 (ARA).

 

Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com o seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para o descer até ao chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que tinha chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar a tentar. Incrivelmente, ele conseguiu ligar-se à rocha e completar a escalada, com o incentivo do seu amigo. A visão que pôde contemplar do alto daquela rocha foi gratificante; ainda bem, disse ele ao amigo, que não me deixaste desistir.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus encorajavam-se mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Numa cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (leia; Romanos 12:1;1 - Tessalonicenses 4:1). Os cristãos encorajavam-se uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (leia; Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (leia; Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem ligados à Igreja (leia; Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (leia; 1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio da Sua morte e ressurreição, Jesus nos ligou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele.

 

“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”. 1 Tessalonicenses 5:11 (ARA).

 

Pajovi 2025

domingo, 2 de março de 2025

Colheita e Ação de Graças.

 

” Aleluia! Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.” Salmos 106:1 (ARA).

 

Há milhares de anos, Deus falou diretamente a Moisés e instituiu um novo festival para o Seu povo. Em Êxodo 23:16, segundo o registo de Moisés, Deus disse:

 

“Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho.” Êxodo 23:16 (ARA).

 

Hoje, países de todo o mundo fazem algo semelhante, celebrando a abundância da terra. Em Gana, África, as pessoas celebram o “Festival Yam” como um evento de colheita. Na China, existe o Festival do Meio Outono (Lua). Nos Estados Unidos e Canadá: “Thanksgiving”.

Para entender o objetivo de uma celebração de colheita, lembremo-nos de Noé logo após o dilúvio. Deus lembrou a Noé e à sua família (e a nós), da Sua provisão para que pudéssemos sobreviver neste mundo. A Terra teria as estações do ano, a luz do dia e a escuridão e a “sementeira e a ceifa” (leia; Gênesis 8:22). A nossa gratidão pela colheita, que nos sustenta, vai toda para Deus.

Não importa onde vive ou como comemora a generosidade da sua terra, aproveite o tempo de hoje para expressar gratidão a Deus, pois não teríamos colheita para celebrar sem o Seu grande projeto criativo.

 

A gratidão reflete o sentimento de um coração alegre.



 

Pajovi 2025

Aprenda a servir.

 

” …e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.” Marcos 10:44 (ARA).

 

Parecia bom o conselho que li uma certa vez: Faça somente aquilo em que for bom, pois assim sentir-se-á mais realizado. O autor da frase estava a tentar ajudar os leitores a criar o tipo de vida que eles queriam. Não sei sobre si, mas se eu fizesse somente aquilo em que eu sou bom, não faria muito!

Na bíblia no livro de Marcos 10, lemos a respeito de dois discípulos, Tiago e João, que tinham alguns planos para o tipo de vida que desejavam para si um dia. Eles pediram para estar à direita e à esquerda de Jesus no Seu reino (leia; Marcos 10:37). Os outros 10 discípulos estavam “muito descontentes” com eles por tal pedido (leia; Marcos 10:41). (Possivelmente porque queriam essas posições para si mesmos!)

Mas Jesus aproveitou a oportunidade para ensinar aos Seus seguidores sobre outro tipo de vida; de serviço aos outros. Ele disse: “…quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (leia; Marcos 10:43-44). Parece que o projeto de Deus para nós é; que nos sirvamos uns aos outros.

Mesmo Jesus, o Filho de Deus, “…não veio para ser servido, mas para servir…” (leia; Marcos 10:45). Ao olharmos para o exemplo de Cristo e dependermos da ajuda do Espírito Santo, também podemos ser servos e viveremos uma vida plena.

 

“As grandes ocasiões para servir a Deus são raras, mas as pequenas ocorrem diariamente.”

 

Pajovi 2025

Os frutos do Espírito.

  “ Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas...