“porque o Senhor corrige a quem ama e
açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos
trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” Hebreus 12:6-7
(ARA).
Ser filho de Deus é um privilégio
incomparável, que nos concede a vida eterna por meio de Cristo Jesus. É a porta
de entrada para pecadores, antes destinados à condenação, serem recebidos no
Reino de Deus. Uma herança inestimável, oferecida gratuitamente por um Pai
amoroso, a quem nada fez para a merecer, mas que pela graça divina, é alcançado
e adotado na família celestial.
Ter Deus como Pai é o início de uma
relação de amor profundo e, ao mesmo tempo, de confronto necessário. O Deus
santo acolhe filhos ainda marcados pela natureza humana, sujeita ao erro e ao
pecado. Por isso, Ele nos chama a procurar a perfeição, pois o Seu caráter
perfeito exige que sejamos moldados à Sua imagem. Este processo de
transformação, conhecido como correção ou repreensão, é a ferramenta divina
para nos ajustar no Seu propósito.
Pela nossa natureza, resistimos à
correção. Ela expõe o nosso orgulho, confronta o nosso ego e nos tira da falsa
segurança onde acreditamos estar sempre certos. Contudo, é no confronto que
Deus nos leva à “casa do oleiro” (leia; Jeremias 18:4), onde não
somos meros espectadores, mas o vaso que é quebrado e moldado novamente pelas
mãos do Criador.
A correção, embora dolorosa, é um ato
de amor. Ela educa a mente e cura o coração. É o remédio celestial que, mesmo
sem anestesia, restaura a nossa alma. Por meio dela, a nossa consciência é
purificada, a nossa inocência é renovada e nos tornamos mais semelhantes a
Cristo (leia; Oséias 6:1). Em Cristo Jesus, temos o privilégio de
clamar “Aba, Pai” e de sermos chamados filhos de Deus, parte da geração eleita.
Mas este privilégio vem com o desafio de aceitar a disciplina divina. Fugir da
correção é negligenciar o crescimento que Deus planeou para nós. Quando nos
submetemos à Sua repreensão, somos fortalecidos e conduzidos à perfeição (leia;
Tiago 4.10).
Que possamos abraçar a correção com
humildade e, reconhecer que é por meio dela que o Pai nos molda para
refletirmos a Sua glória!
“Os rudes entalhes da repreensão têm
o único objetivo de nos colocar no prumo, para que sejamos utilizados no
edifício celestial”. (D. L. Moody)
Pajovi 2025

Sem comentários:
Enviar um comentário