quinta-feira, 20 de março de 2025

Correção, um ato de amor de Deus.

 

“porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” Hebreus 12:6-7 (ARA).

 

Ser filho de Deus é um privilégio incomparável, que nos concede a vida eterna por meio de Cristo Jesus. É a porta de entrada para pecadores, antes destinados à condenação, serem recebidos no Reino de Deus. Uma herança inestimável, oferecida gratuitamente por um Pai amoroso, a quem nada fez para a merecer, mas que pela graça divina, é alcançado e adotado na família celestial.

Ter Deus como Pai é o início de uma relação de amor profundo e, ao mesmo tempo, de confronto necessário. O Deus santo acolhe filhos ainda marcados pela natureza humana, sujeita ao erro e ao pecado. Por isso, Ele nos chama a procurar a perfeição, pois o Seu caráter perfeito exige que sejamos moldados à Sua imagem. Este processo de transformação, conhecido como correção ou repreensão, é a ferramenta divina para nos ajustar no Seu propósito.

Pela nossa natureza, resistimos à correção. Ela expõe o nosso orgulho, confronta o nosso ego e nos tira da falsa segurança onde acreditamos estar sempre certos. Contudo, é no confronto que Deus nos leva à “casa do oleiro” (leia; Jeremias 18:4), onde não somos meros espectadores, mas o vaso que é quebrado e moldado novamente pelas mãos do Criador.

A correção, embora dolorosa, é um ato de amor. Ela educa a mente e cura o coração. É o remédio celestial que, mesmo sem anestesia, restaura a nossa alma. Por meio dela, a nossa consciência é purificada, a nossa inocência é renovada e nos tornamos mais semelhantes a Cristo (leia; Oséias 6:1). Em Cristo Jesus, temos o privilégio de clamar “Aba, Pai” e de sermos chamados filhos de Deus, parte da geração eleita. Mas este privilégio vem com o desafio de aceitar a disciplina divina. Fugir da correção é negligenciar o crescimento que Deus planeou para nós. Quando nos submetemos à Sua repreensão, somos fortalecidos e conduzidos à perfeição (leia; Tiago 4.10).

Que possamos abraçar a correção com humildade e, reconhecer que é por meio dela que o Pai nos molda para refletirmos a Sua glória!

 

“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de nos colocar no prumo, para que sejamos utilizados no edifício celestial”. (D. L. Moody)

 


 

Pajovi 2025

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