quarta-feira, 12 de março de 2025

Alegria nas fraquezas.

 

Fraqueza. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que é; “Tendência para ceder a sugestões ou imposições” “Falta de solidez”. Mas quem gosta de ser fraco? Todas as pessoas que são apontadas como exemplos a serem seguidos, são pessoas fortes, não fracas. Sendo assim, quem apreciaria ter “fraqueza” entre as suas qualidades? Porém, Jesus mostrou um padrão diferente. Em Filipenses 2.5-8, Paulo explica:

 

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Filipenses 2.5-8 (ARA).

 

Jesus estava no céu a desfrutar de toda a sua glória e poder. Porém, não se apegou a isso e, por amor, decidiu comprometer-se. Ele se esvaziou a Si mesmo;

 

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” Filipenses 2:7 (ARA).

 

 Assumiu a forma humana como servo e acabou morto numa cruz. Nós temos um Deus que não só se enfraqueceu, como expôs as suas fraquezas a fim de cumprir o propósito do pai.

Paulo também compreendeu que, apesar das suas fraquezas, a graça de Deus é poderosa o suficiente para realizar os seus propósitos. Sem dúvida, isto lhe garantiu força e coragem ao suportar sofrimentos e se tornou um motivo de alegria, pois sabia que o poder de Cristo estava garantido através dele.

Aceitar as nossas fraquezas faz-nos compreender que não conseguimos fazer nada por conta própria. Precisamos ser dependentes de Deus, pois é isto que nos transforma. Por isso, devemos aprender com Paulo e com outros cristãos que ainda hoje enfrentaram a perseguição, porque viveram (e vivem) isto na prática. Uma pessoa partilha: “A dor ou a força a lidar com o ponto mais fraco da sua personalidade. Se desiste e desanima, mas, nalgum momento, a situação torna-se maravilhosa porque descobre que Cristo o ama apesar das suas fraquezas”.

É quando reconhecemos as nossas fraquezas e as entregamos a Cristo, que entendemos de maneira prática que, quando somos fracos, na realidade somos fortes. Isto só acontece ao percebermos que não é possível viver com base na nossa própria força. Mas, ao considerarmos as nossas fraquezas, permitimos que o poder de Deus aja em nós.

 

 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10 (ARA).

 

Pajovi 2025

 

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