Inspiração:
Esta palavra significa algo como; “soprar para dentro”. No contexto do entendimento da Bíblia, observamos que as Escrituras, foram inspiradas por Deus:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2 Timóteo 3:16 (ARA).
Isto significa que Deus, como que
“soprou” para dentro de cada autor todas as capacidades e conteúdos que iriam
compor a Sua palavra inspirada e que ficaria registada.
Por isso, a Palavra do Senhor é perfeita e, não está apoiada em quaisquer pensamentos próprios dos autores, mas na própria ação de Deus através deles.
“porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” 2 Pedro 1:21 (ARA).
Revelação:
Tem origem no grego através do termo
“apokálypsis”, que significa literalmente "desvelar",
"revelar" ou "retirar o véu". Revelação e
inspiração andam lado a lado. A inspiração trouxe aos escritores bíblicos o
conteúdo exato a ser registado e este conteúdo está recheado das revelações de
Deus.
Revelações diversas, mas, principalmente, do próprio Deus, dos Seus planos e da Sua vontade para o homem. A Bíblia afirma-nos este conceito claramente nalgumas passagens:
“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” João 1:18 (ARA).
Assim, a Bíblia está cheia de
conteúdo inspirado por Deus e que revela diversos aspetos sobre Ele, sobre os Seus
planos, sobre o Seu desejo para as nossas vidas, sobre o Seu juízo final,
etc.
A revelação acontece todos os dias na vida dos Servos de Deus, quando estes compreendem as verdades contidas na Bíblia Sagrada.
Iluminação:
Este conceito é simples de entender. Imagine que a nossa vida sem Deus é uma escuridão (como de fato é). A luz que ilumina esta escuridão é a capacidade que Deus nos dá de entender a Sua palavra inspirada e revelada, de compreender a Sua vontade, os Seus planos e tudo quanto está contido na Palavra:
“iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” Efésios 1:18-19 (ARA).
Essa iluminação, porém, só nos é concedida pela ação do Espírito Santo na nossa vida, que nos capacita a discernir (distinguir, separar ou perceber com clareza características, diferenças ou o sentido de algo), as coisas de Deus não só por um mero exame racional (humano) a Palavra do Senhor:
“Ora, o homem natural não aceita as
coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente” 1 Coríntios 2:14 (ARA).
Agora que sabemos os conceitos sobre
inspiração, iluminação e revelação, é importante ter em mente que nos nossos
tempos ninguém é mais inspirado a produzir algo como a Bíblia Sagrada, pois ela
já foi concluída.
Da mesma forma, não temos mais
revelações que estão no mesmo nível do texto bíblico, ainda que muitos por aí
digam tê-las.
O que temos hoje é a iluminação que o
Espírito Santo dá ao crente para compreender e aplicar o que já
foi inspirado e revelado nas páginas da Bíblia Sagrada.
Por isso, devemos ter muito cuidado
com “inspirações” e “revelações” que muitos por aí afirmam ter e que, sabemos
claramente agora, estão fora da Palavra inspirada e revelada que o Senhor já
nos deixou.
Pajovi
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