sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus!?

Como que por unanimidade, muitos fazem essa declaração...
Infelizmente poucos sabem a verdadeira origem dessa festa. Pois, nem é preciso dizer que por parte dos incrédulos, a ignorância os faz pensar que a Páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor. É uma ignorância alimentada pela tradição.
Mas que dirão aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, no sangue precioso que Ele derramou na cruz pelos nossos pecados e que entregaram as suas vidas a Ele?
A ORIGEM...
Se formos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira Páscoa, que é bíblica, encontramos no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E o significado desta festa encontra-se no versículo 12, onde se diz o seguinte:

"Naquela mesma noite passarei pelo Egipto e matarei todos os primogénitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egipto. Eu sou o Senhor!”  Êxodo 12:12

Temos aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos primogénitos dos egípcios e a execução do juízo de Deus, sobre todos os deuses egípcios. E noutras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:

“Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimónia.” 
Êxodo 12:25

“Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimónia?’,” 
Êxodo 12:26

“Respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egipto e poupou nossas casas quando matou os egípcios". Então o povo curvou-se em adoração.”   Êxodo 12:27

 Como se vê, o seu significado é bem diferente daquele que o mundo interpreta: A ressurreição do Senhor Jesus; pois, não existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma consequência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna e plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; nem no Velho, quanto mais no Novo Testamento.
Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que distorcer a Sua Palavra. Sejam quais forem os motivos apresentados. 
E uma das evidências dessa distorção é pelo facto de que a páscoa católica, hoje oficialmente adoptada no mundo, inclusive no meio evangélico, jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem sempre acontece, pois: "O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach," (a páscoa judaica)... Apelaram inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e prática no cálculo da data da Páscoa, visto que todas as festas móveis católicas, dependiam do dia da Páscoa.
A razão de tudo isso é pelo facto de que o calendário hebraico é lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto o calendário dos católicos, (o Gregoriano) é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de datas, visto que a Páscoa Judaica "se moveria" dentro do calendário gregoriano, podendo coincidir dessa forma, com a Páscoa dos católicos. Principalmente levando em conta de que a Páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois senão, de outra forma, não teria justificativa, visto que é mais fácil adoptar a Páscoa dos judeus. Isto é, aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da Páscoa, pois teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que é bem diferente da tradição católica, onde a Páscoa é a ressurreição, e não a morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egipto).
Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica, permitiu a matança dos judeus (durante o período da Inquisição), nas festas das Páscoas, sob uma falsa acusação de que estes usavam o sangue das crianças "cristãs" para a confecção dos pães ázimos.
Os pães ázimos, isto é, pães sem fermento, fazem parte do preceito bíblico para a comemoração da verdadeira Páscoa, que é judaica.
Neste caso, reparamos num odioso e reprovável anti-semitismo, bem evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da Páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas doutrinas.
O anti-semitismo pode perfeitamente, explicar todas essas distorções.

PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?
O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, que se deu no dia da Páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que a instituiu, mas sim, em memória a Ele e anunciando a Sua morte, até que Ele nos venha buscar (I Coríntios 11:26).
Isto é, a Ceia do Senhor deu-se justamente na páscoa porque, a verdadeira Páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer pelos nossos pecados e ser crucificado por nós. Por isso, foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado na Páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois sem tal sacrifício, nenhum homem se poderia aproximar de Deus nem entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna. Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a Páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última Páscoa e estabelecer o novo pacto, mais abrangente e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.
Ora, se o irmão pretende celebrar a Páscoa, deverá seguir à risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!
Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente (geralmente mês a mês), pois, a Páscoa só se dá por volta dos meses de Março/Abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de abibe, no dia 14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e ervas amargas... (Êxodo 12:2-8-15).
Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!
Mas acontece que a Páscoa é um mandamento somente para o povo de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este povo.
É uma celebração exclusiva do povo de Israel, pois nós temos em Êxodo 12:3 o seguinte:

Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa. 
Êxodo 12:3

É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel (Êxodo 12:47).
E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por acaso, um estrangeiro, um gentio, quiser participar da páscoa, deve ser circuncidado. (Êxodo 12:43).
Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da páscoa?
É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo facto de estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a Páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; por outras palavras, executado (Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós comemoramos a Páscoa, colocar-nos- hemos no mesmo pé de igualdade com os adventistas do sétimo dia.





A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL
A Páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem um pouco com a Páscoa bíblica, que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa Páscoa que conhecemos é completamente estranha aos preceitos bíblicos e que se reveste de outros valores sob o disfarce do cristianismo nominal.
Acima de tudo, o seu paganismo que é demonstrado em duas evidências:
O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos povos antigos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses usavam-nos nas festas de renovação da natureza. E como peças decorativas pagãs chegaram até nós, provenientes de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas.
É rica a simbologia pagã relacionada com os ovos. Segundo Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também usados como escritas hieroglíficas dos egípcios, consideradas como o que é potencial, o princípio da geração, o mistério da vida; sendo usados pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas.
Para os egípcios, o deus Rá, nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro, Hiranyagarbha  e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P'an Ku, nasceu de um ovo cósmico.
Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso.
Na mitologia grega, os gémeos Castor e Pólux, nasceram de ovos "postos" (pasmem!) por uma mortal, Leda, quando foi seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos.
Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eastra, uma deusa germânica da primavera.
Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que noutras regiões, como na Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela "raposa da páscoa"; ou, na Macedónia (Grécia), por"Paschalia" o espírito do dia.
Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E em várias regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa lunar Hécate na Grécia e além da Eastra, tem-se o equivalente que é a deusa Harek dos Germanos, que era acompanhada por lebres, consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à Primavera.
É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerada como um animal imundo (Deuteronómio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa está a ser comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel, (ligada portanto, com os ritos da fertilidade). Isto é, já se tem uma contaminação pagã na páscoa judaica e que outrora era considerada bíblica. E com muita razão:
A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica, visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa, o Senhor Jesus, já foi consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca do ano 70 d.C., para que fosse impedida a comemoração da páscoa. Pois tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não noutro lugar.
Tendo isso em conta, de que a própria páscoa, instituída por Deus, deixou de ser válida, quanto mais não seria antibíblica a comemoração da páscoa do mundo, cuja procedência é pagã?
  
PARA CONCLUIR.
A páscoa que se comemora actualmente faz parte das chamadas festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas, dias, meses, etc. E para esse caso, é bom lembrarmo-nos da advertência dada pelo apóstolo Paulo aos Gálatas:

Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez?  Gálatas 4:9

Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos! 
Gálatas 4:10

A verdadeira Páscoa foi consumada quando o nosso Senhor e Salvador foi crucificado na cruz. Portanto, não faz mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa sequer a ressurreição de Jesus mas sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.
O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemo-nos lembrar disso, até à volta d'Ele, para nos vir buscar; isto é, devemo-nos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.

QUE DEUS VOZ ABENÇOE RICAMENTE.

Pajovi       QUELUZ

O homem, a Sociedade a cultura e o que o muda ou corrompe! Parte 2

Numa sociedade urbana, os limites de desvio do comportamento individual, são em comparação com as sociedades primitivas muito amplos.
            A maneira de produzir formas e estruturas culturais, é histórica. A cultura representa uma experiencia social, que por sua vez se transmite de uns indivíduos para os outros, através do chamado processo de sociabilização, segundo o qual indivíduos e grupos, entram simultaneamente em contacto uns com os outros e os instruem com os processos e as técnicas, que lhes permitem relacionar-se com o mundo externo. Estas técnicas incluem valorizações específicas do mundo externo, de consciência específica ou histórica da realidade, assim como uma maneira relativamente homogénea de a representar ou experimentar.
            Toda a cultura é um acto de formação ou reformação contínua, que por sua vez constitui uma estrutura de comportamentos, que para ter homogeneidade necessita de se repetir. As suas trocas implicam não só transformações do meio em que vive, mas também do homem e das suas relações com os outros e dele em conjunto com a produção de bens materiais.
            Antes da nossa era, os Atenienses (na época de Péricles), admiravam os mesmos templos e as mesmas estátuas, aplaudiam as mesmas tragédias e as mesmas comédias, formavam verdadeiramente um povo, desde os aristocratas da cultura até aos artesãos e quiçá aos escravos.   
            Os vínculos naturais do mundo medieval que conformavam uma comunidade, deixaram vínculos artificiais que os indivíduos estabelecem entre si, ao passo da comunidade e da sociedade. A individualidade resulta de um processo histórico-cultural, de individualização e emerge com a transição do comunismo social, que tem lugar com a aparição da sociedade burguesa e o despontar do capitalismo Europeu.
            A maioria das pessoas, viviam em povoados do interior e nunca se tinham encontrado com um estrangeiro, de uma cultura remota em toda a sua vida. Actualmente pelo contrário, a maioria das pessoas já teve contacto com povos e culturas de todo o mundo. Imagens de outras culturas, chegam-nos todos os dias através da televisão e da Internet, também encontramos diariamente, estrangeiros emigrantes, principalmente nas cidades em que vivemos. No espaço de 100 anos a interacção cultural em todo o mundo tem crescido dramaticamente.
            As interacções globais na actualidade, representam um problema de tensão entre uma cultura homogenia e heterogénea. A homogeneização deriva ou para uma discussão sobre a crescente expansão da cultura, ou para a transformação da cultura em mercadoria. Na maioria das vezes, ambos estão intimamente relacionados. Sem embaraços e tão rápido como as forças das mais variadas cidades e vilas essas culturas e sociedades são assimiladas e nacionalizadas das mais variadas maneiras.
            O crescimento das relações interculturais e das mais variadas correntes políticas, como o multiculturismo, ou o sistema de discriminação racial etc. estão à vista na cena internacional.
            O aumento dos intercâmbios indirectos (os media e os sistemas informáticos), ou dos directos (cara a cara) entre as diversas culturas, são a raiz do crescimento da indústria, do turismo e das relações comerciais, assim como o intercâmbio de programas de televisão, exige o desenvolvimento de novas tecnologias e competências.

CONTINUA.

Pajovi    QUELUZ

sábado, 17 de março de 2012

O homem, a Sociedade, a cultura e o que o muda ou corrompe! Parte 1

          Existe cultura, onde existe o homem, enquanto ser humano. Estamos perante o que entendemos por cultura, quando nos referimos ao ser humano. O homem (ser humano) é por sua vez produto da evolução biológica e protagonista da cultura que ele próprio gera. O homem (ser humano), é nascido da natureza e do seu “CRIADOR” e nunca deixa de pertencer-lhes. O “salto” para a cultura, não há como entendê-lo como uma ruptura total, uma vez que o homem nunca abandonou a natureza.
         Cultura é uma maneira comum, de pensamento ordenado, dos indivíduos de uma sociedade organizada e a produzir actividades sociais, coerentes tanto com acções materiais como individuais.
          A cultura é um produto de aprendizagem e não de gerência de vida e estatuto.
       O pensamento organizado refere-se à maneira conhecida, de transmitirmos ideias uns aos outros, de forma inteligente e de modo socialmente reconhecido, de nos relacionarmos uns com os outros. Para esse relacionamento, a linguagem é o veículo básico do relacionamento humano, culturalmente organizado. Isto quer dizer, que a cultura toma sentido a partir da linguagem, pois esta representa não só um modo específico, de comparar o indivíduo com meios simbólicos de relacionamento, como de compreensão para com a realidade que o rodeia. É também uma maneira de obter conhecimento da cultura em que se enquadra e uma forma de designar e adquirir aquilo que pretende, dos outros membros da sociedade em que está inserido.
            A linguagem é a nossa porta de acesso ao mundo e à mediação universal, que existe entre todos os indivíduos e mediando também, a relação destes com a natureza. O que condiciona e possibilita a cultura é o factor “humano” por excelência.
        A totalidade dos conceitos e produtos, que formam o inventário cultural de uma sociedade (ou cultura), envolvem as maneiras de actuar a que se referem os modos de viver dos homens (ser humano), numa sociedade que se explica, em função das relações sociais integradas no espaço e no tempo.
       O materialismo é uma alusão à produção material, como um instrumento de sobrevivência e de uma maneira de viver dos homens.
         O campo de acção espiritual, refere-se a ideias e valores, orientação de personalidade, concepção de um mundo ideológico de princípios fundamentais. O âmbito espiritual, constitui o aspecto da cultura que existe como uma realidade autónoma.
            Perante a concepção burguesa do homem, marcadamente individualista se há sobreposto a dimensão social como algo institucionalizado.
            Sem indivíduos, não há relações sociais, portanto o ser humano não pode viver sem essa rede social e o mesmo se aplica ao contrário. No sentido lato dos términos da sociedade, o individuo (ser humano) sempre se tem mediado a si mesmo.
            O grau de interacção cultural das sociedades modernas, é menor que nas primitivas. Assim podemos afirmar que quanto maior é o primitivismo social, maior é o numero de semelhanças que podem advir dos membros de uma sociedade. Essa semelhança faz-nos ser, social e culturalmente, mais homogéneos, fazendo com que o sistema cultural, seja quase universal aos efeitos da frequência de participação dos seus indivíduos, através de grupos sociais e de subsistemas culturais, que são basicamente comuns. Quanto menos subsistemas culturais existirem numa sociedade, maior será a sua integração cultural.
CONTINUA.
Pajovi    QUELUZ

domingo, 11 de março de 2012

Um passeio à Beira-Mar

  Sábado dia 10 de Março de 2012 dia Primaveril, nada melhor que um passeio à Beira-Mar numa zona fantástica, "Praia Velha" em S. Pedro de Moel. Dotada de um magnifico passadiço em madeira, que se estende por muitas centenas de metros, passando pelas "arribas", dunas e circulando sempre junto ao Mar.

O bonito e imponente Farol de S. Pedro de Moel destaca-se na bela paisagem circundante.













 Após o passeio nada melhor que um bom almoço no Restaurante " Pai dos Frangos" Restaurante já antigo e que continua a servir de maneira excelente.



Resumindo. Este foi sem dúvida um dia bem passado.

domingo, 4 de março de 2012

A conservação do nosso património

Muitos dos monumentos Portugueses, encontram-se em muito mau estado de conservação.             
         O exemplo que vou dar, é apenas um dos muitos exemplos da má conservação, do nosso património cultural, refiro-me ao convento de Tarouca no distrito de Lamego.
O convento situa-se na encosta da serra de Leomil, na freguesia de São João de Tarouca. É um templo edificado do século XII de arquitectura gótica, maneirista e barroca, foi mosteiro masculino da Ordem de Cister.
Todo o interior é em talha de ouro, mas muito mal conservado. Existem mesmo alguns pontos que não podem ser visitados.
É um dever do Estado conservar o património existente.
Na minha maneira de ver, Património cultural é o nosso reflexo enquanto pessoas, são pedaços da nossa identidade, é a trajectória de um povo enquanto Nação. Património tem a ver com pessoas, gente viva. Património é tudo o que nos cerca, é a paisagem que avistamos no infinito, é a pequena casa na aldeia mais recôndita, é a capelinha solitária no alto do monte, é a catedral da grande cidade, são as histórias contadas ao serão e que passam de geração em geração. Esta é a minha definição de Património.
            É nossa obrigação, enquanto cidadãos responsáveis, preservar este legado que nos foi deixado pelos nossos ancestrais. Nos monumentos que visitamos, nunca devemos deixar “a nossa pegada”, nunca devemos deixar lixo, beatas de cigarro ou pastilhas elásticas, não devemos fotografar onde é proibido, e se encontrarmos alguém que contrarie estes ideais, é nosso dever alertar, para o que estão a fazer de errado.
            Devemos divulgar a nossa cultura, os nossos monumentos e a nossa história pelos meios ao nosso alcance, seja nas redes sociais da internet, ou de viva voz ao nosso amigo, vizinho ou conhecido. Só assim se manterá vivo o nosso Património. Do mesmo modo penso, em relação ao chamado património da Humanidade ou património Mundial. Sejam eles a Floresta tropical de Atsinanana em Madagáscar, ou a Floresta Laurissilva na Madeira, ou o Convento de Cristo em Tomar.  
O Castelo de Óbidos é um exemplo de um património bem cuidado e conservado. São notória a limpeza, conservação das muralhas e habitações no interior do castelo, arruamentos e acessos.
            Visitem o nosso património, vale a pena conhecer o que é nosso.


Pajovi           Queluz


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PARA NOSSA REFLEXÃO! “O DIVÓRCIO” PARA NOSSA REFLEXÃO! “O DIVÓRCIO”

ESTE RELATO, É UMA TRANSCRIÇÃO DE ALGUÉM QUE NÃO CONHEÇO, MAS QUE É UMA GRANDE LIÇÃO DE VIDA. UM GRANDE BEM-HAJA PARA O AUTOR (A). 

        “ Naquela noite, enquanto a minha esposa servia o jantar, eu segurei na sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela sentou-se e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

       De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que lhe dizer o que estava a pensar. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
       Ela não parecia irritada com minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"  Eu evitei responder, o que a deixou muito zangada. Ela deitou os talheres para longe e gritou; "tu não és homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la a chorar. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não lhe pertencia mais, mas sim a Cláudia. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando-lhe a ela a casa, o nosso carro e 30% das acções da minha empresa. Ela arrancou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi nos últimos 10 anos tornou-se uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava a Cláudia profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu senti-me libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
       No dia seguinte, eu cheguei a casa tarde encontrei-a sentada à mesa a escrever. Eu não jantei, fui directo para a cama e adormeci imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Cláudia.
       Quando acordei a meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, a escrever. Eu ignorei-a e voltei a adormecer.  
       Na manhã seguinte, ela apresentou-me as suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para me conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias tentasse-mos viver juntos de forma o mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria os seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para se preparar bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento dos seus pais. Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei ao colo para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse ao colo para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta, para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
         Eu contei à Cláudia sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim, vai mudar alguma coisa; é melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse a Cláudia em tom de gozação.
            A minha esposa e eu não tínhamos nenhum contacto físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei ao colo para fora de casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. O nosso filho nos aplaudiu dizendo "O pai está a carregar a mãe no colo!" As suas palavras causaram-me constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando a minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte ao nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então coloquei-a no chão, assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi apanhar o autocarro para o trabalho e eu fui de carro para o escritório. No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela apoiou-se no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então
percebi, que há muito tempo não prestava atenção a esta mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, o seu cabelo estava a ficar fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Cláudia, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
       Certa manhã, ela estava a tentar escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que lhe servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la ao colo nos últimos dias.
       A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração.....Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei os seus cabelos.  O nosso filho entrou no quarto nesse momento e disse "Pai, está na hora de carregar a mãe ao colo". Para ele, ver o seu pai a carregar a sua mãe todas as manhãs, tornou-se parte da rotina da casa. A minha esposa abraçou o nosso filho e o segurou nos seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objectivo. De seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. A sua mão repousava no meu pescoço. Eu segurei-a com firmeza contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. Mas o seu corpo tão magro deixou-me triste. No último dia, quando eu a segurei nos meus braços, por algum motivo não conseguia mover as minhas pernas. O nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi a pronunciar estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos da nossa intimidade com o tempo". Eu não consegui conduzir para o trabalho. Fui até ao meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...Subi as escadas e bati à porta do quarto. A Cláudia abriu a porta e eu disse-lhe "Desculpa, Cláudia. Eu não me quero mais divorciar". Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "tu estás com febre?" Eu tirei a sua mão da minha testa e repeti "Desculpa, Cláudia. Eu não vou me divorciar. O meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa ao colo no dia do nosso casamento para a nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe." A Cláudia então percebeu que era sério. Deu-me uma bofetada no rosto, bateu com a porta na minha cara e pude ouvi-la a chorar compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um ramo de rosas para minha esposa. A empregada perguntou-me o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi:  "Eu te carregarei nos meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". Naquela noite, quando cheguei em casa, com um ramo de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui directo para o nosso quarto onde encontrei a minha esposa deitada na cama - morta. A minha esposa estava com cancro e estava em tratamento há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Cláudia, para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar o nosso filho dos efeitos de um divórcio…. e prolongou a nossa vida junta proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos todas as manhãs. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

       Os pequenos detalhes da nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada lhe vai acontecer. Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...”

Autor desconhecido

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Efeito de Estufa e o Aquecimento Global * Parte 2

Na realidade as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sendo invulgarmente frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito de Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem correctos, os motivos para preocupação serão muitos.
Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860 (desde quando se tem vindo a fazer o registo das temperaturas registadas em várias áreas de globo), que puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos a enfrentar é causado pelo Homem e não se trata de um fenómeno natural.
No caso de não se tomarem medidas drásticas de forma a controlar a emissão de gases de Efeito de Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos de provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indirectamente pelo Homem) alguma vez registadas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases de Efeito de Estufa é de certa forma impedida por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenómeno ainda mais complexo.
A acrescentar a esta complexidade temos ainda a impossibilidade de comparar directamente este aquecimento global com passadas mudanças de clima devido à velocidade com que tudo está a acontecer. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossáurios. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa por todo o planeta tanto a nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos em que se prevê que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.
A eminência de uma mudança tão drástica como a alteração da temperatura global do planeta trás consigo perigos que deviam estar a preocupar muito mais os governos em fazer diminuir as taxas de emissão dos gases de Efeito de Estufa para a atmosfera, pelo menos ao nível das actividades industriais e nos automóveis particulares, encarando o problema com o nível de seriedade que este merece.”
Do aumento da temperatura, resultarão modificações mais ou menos profundas no regime das precipitações (chuvas) e no ciclo natural da água, assim como a fusão dos gelos das grandes calotes polares, o que provocará profundas alterações na fauna e na flora e a elevação do nível dos oceanos, submergindo vastas zonas costeiras. A elevação do nível do mar provocará a emigração de dezenas de milhões de pessoas, a redução das áreas de cultivo e a salinização das fontes de água doce.
A mim afecta-me de sobremaneira pensar “que planeta estou a deixar aos meus descendentes?”. É no âmbito desta pergunta, que faço tudo o que está ao meu alcance, para equilibrar o meio ambiente, nomeadamente na gestão da energia e na reciclagem.

Pajovi      Queluz

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Efeito de Estufa e o Aquecimento Global * Parte 1

            Os gases que provocam o Efeito de Estufa, são o Dióxido de Carbono, o Metano, o Vapor de Água, o Óxido de Azoto e de Ozono e os CFCs (entre outros). 
             É devido ao uso de combustíveis fósseis e de outros processos a nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera deste tipo de gases.
          O Efeito de Estufa é a forma que a Terra tem para manter constante a temperatura. Mesmo sendo a atmosfera altamente transparente perante a luz solar, cerca de 35% da radiação que recebemos é reflectida de novo para o espaço, ficando os outros 65% retidos na Terra. Isto deve-se principalmente ao efeito sobre os raios infravermelhos dos gases (atrás referenciados) com efeito de estufa, presentes na atmosfera, que vão reter esta radiação na Terra,  assistindo-se assim ao efeito calorífico dos mesmos.
            Os 5 países mais poluidores do mundo são (com maior emissão de CO 2):

1º EUA 5,762,050 – 2º China 3,473,600 – 3º Rússia 1,540,360 – 4º Japão 1,224,740 – 5º Índia 1,007,980

O Efeito de Estufa e o Aquecimento Global ( FONTE: ptsoft.net)
“O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem vindo a preocupar a comunidade científica cada vez mais. Pensa-se que é devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos a nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito de Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Já há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito de Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e outros gases de Efeito de Estufa.
A questão que se põe é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm vindo a medir desde o passado século, e estão com tendência para aumentar, podem vir a provocar um aumento nas temperaturas terrestres suficientes para trazer consequências graves à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade desde 1850 temos vindo a assistir a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm vindo a ocorrer naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenómenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem vindo a sofrer, mas também é possível (e talvez mais provável) que estas mudanças estejam a ser provocadas pelo aumento do Efeito de Estufa devido à actividade humana.
Para se poder compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados. Não é motivo de preocupação o clima aquecer durante o Verão porque se está a passar exactamente o contrário no hemisfério oposto, mantendo a temperatura global em equilíbrio. Da mesma forma também não é motivo de preocupação um Verão mais quente do que o anterior porque provavelmente o Verão seguinte será novamente mais fresco. As causas destas flutuações naturais são imensas: desde erupções vulcânicas que provocam variações locais até a variações à escala global causadas por fenómenos regulares como o "El Niño" (um aquecimento que se verifica nas águas do Pacífico todos os 3 a 5 anos afectando o clima de todo o mundo temporariamente).
As idades do gelo que têm vindo a dominar o planeta desde há dois milhões de anos, durando dezenas de milhares de anos, terão sido devidas a alterações significativas nas calotes polares levadas a cabo por flutuações na intensidade da radiação solar e variações na distância entre a Terra e o Sol. Contundo durante os períodos interglaciais sempre se deram algumas mudanças climáticas menos abruptas, mas significativas, causadas provavelmente por rápidas mudanças na circulação oceânica. Mas no período interglacial que estamos a atravessar não se têm verificado quaisquer oscilações como as indiciadas para períodos interglaciais anteriores, tendo este período de estabilidade funcionando como uma "janela" que permitiu o florescimento da civilização humana.
CONTINUA
Pajovi      Queluz

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

MEIO AMBIENTE E GLOBALIZAÇÃO - PARTE 2

O desenvolvimento industrial, ocorreu de forma extremamente acelerada a partir da revolução industrial, nos meados do século XIX. A partir deste período, a poluição ambiental causada pelo homem, aumentou consideravelmente de um modo descontrolado, de forma que as relações entre o homem e o meio ambiente se modificaram e degradaram.
Actualmente, não é possível estimar a enorme quantidade, de produtos e substâncias, produzidas industrialmente, sendo que os resíduos e emissões das mesmas, no meio ambiente são igualmente diversos e inúmeros.
A poluição industrial, ocorre em todos os meios da biosfera, na água doce, nos oceanos, na atmosfera e no solo. Consequentemente, as comunidades biológicas dos ecossistemas, estão em contacto com substâncias e materiais que não são naturais, a maioria dos quais causam vários tipos de danos ecológicos. A poluição industrial, afecta directamente o homem, uma vez que estamos sujeitos, a ingerir água e alimentos contaminados e a respirar ar poluído.
Os agentes principais, da poluição industrial, são os gases tóxicos, libertados para a atmosfera, os compostos químicos orgânicos e inorgânicos lançados nos recursos hídricos e a poluição do solo, com o uso de pesticidas.
Existem várias instituições de defesa do ambiente tais como (entre outras):
QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza.
A Quercus tem como objectivo, o unificar de todas as suas acções, tanto ao nível do estudo como da intervenção, salvaguarda do conhecimento, e promoção do património biofísico da nossa nação, consciente de que ele é parte integrante dos bens comuns da humanidade”.

 Greenpeace
“A Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amesterdão (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países. A Greenpeace busca sensibilizar a opinião pública através de actos, publicidades e outros meios. A actuação da Greenpeace é baseada nos pilares filosóficos-morais da desobediência civil e tem como princípio básico o testemunho presencial e a acção directa.”

Carta da Terra

            A Carta da Terra visa proteger e restaurar, a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial cuidado pela diversidade biológica e os processos naturais que sustentam a vida.
 Evitar danos como o melhor método de protecção ambiental e quando o conhecimento seja limitado, proceder com precaução.

Estas e outras instituições, são bastante importantes, pois no seu dia-a-dia promovem acções, que visam denunciar as atrocidades que se cometem habitualmente, contra o Planeta, denunciando ou sensibilizando, para situações, que de outro modo nem chegariam ao conhecimento, da maioria das pessoas.

Pajovi       Queluz

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MEIO AMBIENTE E GLOBALIZAÇÃO - PARTE 1

Numa altura em que tanto se fala de “Globalização”, seria de esperar que existisse mais interesse mundial pelas energias alternativas, como uma das medidas, para combater o aquecimento global. Acontece porem, que os países “mais desenvolvidos”, são os que menos estão a investir nesta matéria.
O que é a “Globalização”? Chama-se globalização, ou mundialização, ao crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está a ficar “menor” e que todos se conhecem (assistem a programas semelhantes na televisão, ficam a saber no mesmo dia, o que acontece no mundo inteiro etc…).
No campo da degradação do meio ambiente, lembrando-me dos acordos existentes como: Protocolo de Montreal e Protocolo de Quioto, leva-me a pensar, porque será, que apesar de todos os acordos existentes, as Industrias, dos países altamente industrializados, continuam a matar o planeta?
      Vejamos o acordo de Quioto considerado o mais importante:
Foi feito no ano de 1997, na cidade japonesa de Quioto, e foi a quarta Conferência da Convenção Mundial do Clima, teve como objectivo, estabelecer metas, acerca da redução nas emissões de gases poluentes.
Nessa conferência, foi constituído o Protocolo de Quioto para selar o compromisso dos países, em reduzir as suas emissões de gases poluentes.
No contexto do aquecimento global é preciso contar com a participação de todos os países, em especial daqueles, que mais contribuem para emissão de gases e que muitas vezes, não aderem às metas propostas de redução.
Os Estados Unidos são um dos países que mais emite gases poluentes, cerca de 25% do total expelido no mundo, apesar disso não se comprometeu com as metas de redução do Protocolo de Quioto. Segundo os líderes norte-americanos, o país não aderiu, pois tal decisão embargaria o crescimento económico do país.
Esta decisão, só vem confirmar a minha opinião, de que as chamadas “grandes nações” não se preocupam em absoluto com o futuro do Planeta, mas sim com a afirmação presente de que são poderosos e ricos nos dias de hoje! E amanhã? Como será?

CONTINUA

Pajovi          QUELUZ

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Violência Doméstica Parte 5

Violência na Sociedade
Estamos numa Sociedade cada vez mais violenta e promíscua, onde imperam variados focos de criminalidade, o banditismo, o tráfico de estupefacientes, raptos, extorsões, burlas, são infelizmente cada vez mais os métodos ao dispor dos meliantes.
O crime tende a caminhar progressivamente para a sua constante sofisticação, não só para perigar a integridade física das pessoas, como também, alicerçado no uso da Internet e as suas novas tecnologias, os chamados “hackers” ou piratas informáticos, especializaram-se no cibercrime, utilizam apuradas e avançadas técnicas, capazes de penetrar nos sistemas de segurança on-line, das contas dos clientes das entidades bancárias, alcançam um controlo total sobre as movimentações bancárias e usurpam o dinheiro alheio.
Até mesmo, nos canais televisivos, somos confrontados com o culto da violência, filmes com cenas demasiadamente agressivas e violentas, incutem e ensinam nas crianças e adolescentes, determinadas técnicas que visam o roubo ou a luta, e que não deixam de ser estrondosos sucessos de bilheteira, porque até mesmo a sua audiência aplaude a violência explícita e gratuita.

Com o acesso à Internet, é disponibilizado, uma informação extensa e diversificada, em que muitas das vezes, os pais não conhecem os conteúdos dos sites por onde os seus filhos navegam e nem todos se preocupam, em vigiar e controlar, o acesso a este poderoso meio de comunicação, que tanto informa como deforma, culturalmente e intelectualmente.
A massificação do uso da Internet, facilitou o acesso a informações úteis, educativas, culturais e cientificas que demorariam, muitos dias e horas de pesquisa numa biblioteca, no entanto, também não deixa de ser assustador, a perigosidade extrema de certos dados a circular na Internet, e um deles, entre os milhões que se encontram na Web, é a exemplificação passo a passo de como construir bombas caseiras, um perigoso dado acessível a qualquer pessoa de qualquer faixa etária.
Nem toda a informação que circula pela Web é fidedigna, exacta ou verdadeira, uma grande parte contém erros graves em áreas como; os campos do conhecimento e do saber.
Cada vez mais sentimos medo, por podermos ser vítimas de assaltos, roubos, raptos ou simplesmente maltratados, sentimos receio da nossa própria solicitude, facto absoluto e inultrapassável, convivemos constantemente com o medo nas suas múltiplas facetas.
Nunca como agora, a Sociedade Moderna, que se transforma e delineia à escala global, sentiu a noção de medo. O terrorismo, ditou o seu peso, no já débil e fraco sentimento de segurança, que existe na nossa Civilização Ocidental.
Temos uma existência humana condicionada, por isso urge perguntar será que somos realmente livres e felizes? Ou tudo não passa de uma simples e estranha ilusão?



A azáfama constante da vida laboral, o seu stress inerente, a dificuldade em conciliar as exigentes carreiras profissionais e familiares, o desejo, a ambição o anseio de chegar a um topo de carreira ou de uma chefia, implica quase sempre relegar para um segundo plano, o vital convívio familiar entre pais e filhos, que ao longo da semana, simplesmente poucas palavras exprimem entre si.
Será este o estereótipo indicador de uma Sociedade, para educar, moldar e formar as próximas gerações, com valores de ordem, ética e moral? Um dado não deixa de ser curioso e preocupante, cada vez existe menos tempo, para sabermos ouvir, aprendermos a escutar e fundamentalmente, cultivarmos o autodomínio e o amor-próprio.

Não é raro ver-se na rua “explosões” de raiva e de mau trato, por vezes pequenos imprevistos ou acidentes que sucedem e que poderiam ser resolvidos pelo diálogo, mas que em vez disso, encerra-se a comunicação e, saca-se de um coldre, puxando por uma arma de fogo ou uma faca e ceifa-se uma vida humana, com a maior desfaçatez e facilidade.  
Infelizmente, mais haveria a dizer, mas por agora fico-me por aqui.

Pajovi      Queluz

A IMPORTANCIA DA NOSSA VIDA

  Existem duas ocasiões na vida, em que percebemos como uma pessoa é ou não, importante para as outras. Uma delas é quando morre. Quando vo...