terça-feira, 4 de março de 2014

Violência Doméstica - parte 2

Causas

As causas são várias:
  A principal causa é a causa cultural, se levarmos em conta a própria estrutura da sociedade cabo-verdiana, isto é, Cabo Verde foi formado na sua origem por escravos, como se sabe um país de base esclavagista e violenta por excelência. Portanto a cultura da violência é inerente ao homem cabo-verdiano.
  A segunda causa é a causa econômica. É sabido que a mulher é a principal vítima de violência doméstica e isto porque ela foi sempre discriminada ao longo da história, o homem é que ia a escola, era ele quem tinha o dever de sustentar a casa, e a mulher não podia ir a escola porque o principal papel dela era a procriação e educar os filhos por isso, ainda muito dos nossos homens pensam desta maneira e segundo estes, a mulher deve ficar em casa cuidando dos filhos sem levar em conta outros direitos que ela tem.
  A terceira causa é a causa psicológica. O homem ainda hoje acha que a mulher que convive é propriedade sua. “Eu mando, faço e posso.” O homem manda, agride e muitas vezes a mulher fica num beco sem saída porque não tem onde voltar por causa da pobreza ela muitas vezes aguenta um conjunto de situações complicadas já que depende totalmente do marido ou companheiro porque já tem um conjunto de filmes esta é a principal razão de suportar muitos abusos já que não tem outra forma de ganhar sustento dos filhos.
  Há ainda um outro aspecto sociológico denominado “incongruência de statos” na qual, e mesmo que a mulher lute ela fica sempre “descriminada”; ela pode ir à escola, ganhar o seu salário tal e qual o homem, contribuir no seu sustento da casa, na educação, mas sempre há uma desproporcionalidade entre o homem e ela porque mesmo que trabalhe fora, ela tem sempre a preocupação de chegar mais cedo em casa e fazer os trabalhos domésticos, tais como limpeza, alimentação, dar satisfação ao homem e etc. coisas que por vezes o não se preocupa, mas fazendo uma análise mais profunda, diríamos que todos estes factores estão contidos dentro da falta de educação, porque a educação primária ou básica advém dos nossos pais e por vezes por falta de conhecimento, porque os pais não tiveram numa escola estão a sua vida fica limitada e ninguém pode dar aquilo que não tem. Uma pessoa só pode dar aquilo que tem.
  O ciúmes também é uma causa muito frequente, normalmente o agressor(a) observa o(a) seu (sua) companheiro(a) conversando com uma pessoa do sexo contrário e sente-se ameaçado e agride o(a) companheiro(a).

  Existem ainda muitas outras causas, cada encara a um problema da sua forma.

Pajovi            2014


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Violência Doméstica

PARTE 1 

Muitas são as pessoas que definem violência doméstica como agressão física feita pelo marido à mulher. Ela existe em todos os países e atinge todas as classes sociais. É o sintoma mais visível da desigualdade de poderes nas relações entre homens e mulheres. Durante muito tempo foi considerada como um tabu. Ninguém falava dela, ninguém admitia tê-la testemunhado, ninguém fazia nada para impedir, hoje, o assunto é mais publico embora continue a existir um muro de silêncio em torno das vítimas. Este silêncio muitas vezes normalmente surge do medo de represarias.
A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente.
Trata-se de um problema que acomete ambos os sexos e não costuma obedecer nenhum nível social, económico, religioso ou cultural específico, como poderiam pensar alguns.
Sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro, devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas e, em segundo, porque, comprovadamente, a violência doméstica, incluindo aí a Negligência Precoce e o Abuso Sexual, podem impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima.
Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico.


Conceito:

Violência Doméstica – é qualquer acto, omissão ou conduta que provoque sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo directo ou indirecto, por meio de ameaças, enganos, coação ou qualquer outro meio, a qualquer pessoa que habite na mesma casa (pais, filhos, conjugues, companheiros ou namorados e ainda crianças, jovens e idosos) ou que, não habitando na mesma casa que o agressor, seja conjugue ou companheira ou ex-conjugue ou ex-companheira, ou tenha uma relação de parentesco directa.
O Ministério da Justiça, paralelamente às novas disposições legais conducentes a sanção penal dos agressores vem desenvolvendo, em articulação com o Instituto da Condição Feminina actividades com o objectivo de assegurar uma maior protecção as vítimas, fomentar a cooperação e a coordenação entre as varias entidades envolvidas neste combate, apoiar as organizações não governamentais (ONG) que actuam neste área, aumentar a qualidade e a quantidade da informação relativa contra as mulheres.
Para a consolidação e eficácia destas acções é necessário sensibilizar as autoridades públicas e todos os profissionais que de alguma forma tomam contacto com esta problemática, pois, violência doméstica é um fenômeno que exige uma abordagem cuidada e profissional, já pelas especificidades próprias da vítima, constrangimentos e renitências, já pelo tipo do crime cujo combate implica uma ingerência na intimidade e privacidade familiar.




Pajovi

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Carta aberta à minha irmã.

          Não me lembro bem como era quando te conheci, as memórias estão baralhadas na minha cabeça, tenho montanhas delas, umas boas, outras nem tanto.
             Não me lembro de quando ficámos tão longe um do outro, nem o porquê, lembrar-te-ás tu?  
            Somos diferentes um do outro! Será que somos? Bem eu sou introvertido e penso que tu não o és. Penso em ti como sendo extrovertida, brincalhona! Serás assim como eu te imagino? Às vezes penso que te desiludi, será que foi isso que criou o fosso que nos separou durante tantos anos?
            Quando te conheci, senti sentimentos contraditórios, não os soube avaliar completamente, não sei se ainda hoje os consigo analisar mesmo após todos estes anos.          
            Após algum tempo e com a doença do pai, atravessei uma situação complicada e de sentimentos antagónicos. Os dias em que tive de andar com ele de um lado para o outro, o dispêndio monetário e de tempo e as grandes complicações que tudo isso envolveu, a título pessoal e familiar. Toda esta situação me transtornou.
            Falando um pouco do pai. Tu nunca o conheceste na realidade, as poucas vezes que estiveste com ele não deu por certo para te aperceber de quem ele era. Ele nunca foi um pai muito presente na minha vida. Tal como tu, eu também não tive o apoio de um pai na acepção da palavra. Excepção feita nos últimos anos de vida, talvez porque ele estava mais dependente.
            Quando era mais jovem e nas alturas em que mais necessitei de ter alguém que me compreendesse e me apoiasse, ele não estava lá. O meu mentor ou o meu apoio na minha juventude foi o avô! Estava sempre lá quando era preciso, para me apoiar, para me incentivar, para me escutar. Foi com ele que ganhei o gosto pela leitura, foi ele quem me ensinou a conduzir, era com ele que desabafava. Simplesmente estava sempre lá. 
             Sempre que necessitava de um conselho, eu ia ao Cartaxo para falar com ele. É bom não esquecer que eu saí do Cartaxo sozinho aos 15 anos.
            É a primeira vez que desabafo desta maneira, não sei porque nunca o fiz, nem sei muito bem porque estou agora a fazê-lo.
           Todos nós estamos a precisar de um tempo, para analisar tudo o que sentimos.  Que necessito de te ver é inquestionável. Explicar tudo o que aconteceu não consigo.
             És minha irmã e Amo-te. Não sei explicar porquê mas Amo-te! Mesmo que não o mostre como deveria. Mas sim, Amo-te.



Pajovi            2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO

A nossa fé em Cristo, leva-nos necessariamente a intervir a favor do próximo. Sempre que essa acção faltar, é porque na verdade há falta de fé e desobediência à vontade de Deus.
Por isso, apontando para a responsabilidade social que nos cabe como cristãos, devemos, antes de mais nada, confessar que muito temos pecado diante do Senhor, pela nossa omissão.
Quantas vezes aconteceu, termos conhecimento de alguém que estava a passar fome e não lhe demos de comer? De alguém em dificuldades e não lhe demos atenção?
Nós ao alhearmo-nos dos problemas das nossas comunidades, ou fecharmos os olhos, diante do que se passa ao redor de nossos templos, estamos a contrariar a vontade de DEUS.
 Ao omitirmos o que se passa na sociedade, fechando os olhos diante das injustiças sofridas por pessoas ao nosso redor, estamos a contrariar a vontade do nosso DEUS.
 Nós assim, ao ignorarmos o sofrimento de povos e indivíduos em todo o mundo, estamos a contrariar a vontade do nosso DEUS.
 Agindo assim, tornamo-nos desobedientes e negamos aquele que confessamos como nosso Senhor.
 Cabe-nos pois como cristãos, como comunidade e como Igreja inserida na sociedade, reconhecer a nossa culpa, arrepender-nos e pedir perdão, expressando tudo isto numa ação eficaz, obedecendo assim à vontade do nosso SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO.
Como cristãos confessamos que a vida é uma dádiva de Deus. Tudo o que somos, e tudo quanto temos, DELE provêm; As nossas capacidades técnicas e intelectuais, a natureza e o mundo.
 A responsabilidade pelo uso de tudo isto é nossa mas, devemo-la ao próprio DEUS (Gen. 1:26-28). Ao nosso lado encontram-se os nossos semelhantes, igualmente agraciados(Isa. 11:1-10), não temos pois o direito de fazer uso deles, pelo contrário, devemos garantir-lhes tudo quanto lhes é de direito. Por tudo que fizer-mos, iremos prestar contas ao Criador, Senhor único de todos os homens.
A boa sociedade compreende para todos, trabalho, saúde, habitação, sustento, cultura,  lazer, convivência e liberdade. Sempre que um desses elementos faltar para um só ou mais seres humanos, observamos um mundo caído, rebelde para com DEUS (Rm. 1:28-32). A consciência cristã acusa o pecado, tanto na esfera individual como na social (Rm. 3:9-18). O excesso e o abuso, bem como as distorções destes elementos, são o outro lado da moeda: Sustento sem trabalho próprio e às custas do alheio (IITs. 3:10-13); consumismo esbanjador em vez de sustento básico (Ex. 20:8-11); trabalho escravo sem lazer, convivência marginalizada sem escola (Jr. 6:11-17); subsistência sem liberdade, são apenas algumas das possibilidades (Is. 5:8).
 Destruição da natureza, concentração de riqueza, emprego da força, infracção dos direitos dos outros são apenas algumas das consequências daquelas distorções fundamentais (Am. 5:7, 10-12).
Contudo, onde a consciência acusa, o Evangelho levanta a voz profética para chamar ao arrependimento, à libertação e à mudança radical (Mc. 1:15). O Evangelho é o próprio Jesus Cristo, que sofreu pelo mundo caído para libertar o homem pecador (Lc. 4:18-21). Por isso também hoje não conseguimos ver Deus no progresso, mas sim naqueles que são por ele triturados não no poder, mas naqueles que são por ele abatidos, não no dinheiro, mas naqueles que não têm como comprar o elementar para suas vidas (Mc 8.34-38).

Paulo Vilela     

sábado, 21 de dezembro de 2013

O Natal? A Felicidade?

Muitas pessoas buscam a felicidade em coisas materiais, sendo que ela (a felicidade) reside dentro de cada um de nós. A glória maior está no nascimento do Cristo no coração dos homens, Jesus nasceu para trazer a luz, a paz, a esperança e redenção aos homens. Deixe Jesus nascer em seu coração. Este texto retrata a importância de superar as dificuldades e adversidades que aparecem na nossa vida e incentiva-nos a buscar no nosso interior as forças necessárias para seguirmos adiante. A história do “menino” Jesus é um dos maiores exemplos de superação que se tem notícia, perseguido desde o seu nascimento Ele cresceu e se revelou o filho de Deus que veio para trazer a boa nova para os homens de boa vontade. Este pequeno texto traz uma grande mensagem e que, se vivenciado, pode ajudar-nos em todos os momentos da nossa vida.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Festa de Natal da A.D. Encontro Vida

Dia 22 de Dezembro vai ter efeito a festa de Natal (Musical) da A.D. Encontro Vida. Este musical foi totalmente criado e produzido por elementos ligados ao ministério infantil da Igreja.
A entrada é livre. É uma festa a não perder.


sábado, 7 de dezembro de 2013

O Nascimento de Cristo Jesus. O que nos trás?

Muitas pessoas buscam a felicidade em coisas materiais, sendo que ela (a felicidade) reside dentro de cada um de nós. A glória maior está no nascimento do Cristo no coração dos homens, Jesus nasceu para trazer a luz, a paz, a esperança e redenção aos homens. Deixe Jesus nascer em seu coração. Este texto retrata a importância de superar as dificuldades e adversidades que aparecem na nossa vida e incentiva-nos a buscar no nosso interior as forças necessárias para seguirmos adiante. A história do “menino” Jesus é um dos maiores exemplos de superação que se tem notícia, perseguido desde o seu nascimento Ele cresceu e se revelou o filho de Deus que veio para trazer a boa nova para os homens de boa vontade. Este pequeno texto traz uma grande mensagem e que, se vivenciado, pode ajudar-nos em todos os momentos da nossa vida.

Lucas 2:10-14
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.


E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos 
exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:
Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os 
homens.  

O NATAL EM SI 


O Natal é mais que uma comemoração, é uma oportunidade de evangelização.
Sabemos que a palavra Natal é sinónimo de boas novas e esperança de salvação.
Lucas 1:30
Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. 
Lucas 1:31
E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
            A palavra natal procede do latim, natalis, que significa: nascimento, ou dia do aniversário do nascimento. Para o mundo cristão é o dia do nascimento de Cristo.
            Não possuímos elementos suficientes para fixar nem o dia nem o mês do nascimento de Cristo. A tradicional data de 25 de dezembro para esta comemoração, não apresenta nenhuma base bíblica. Não há na bíblia, nada que indique esta data. Apareceu primeiro no Ocidente, como dia do nascimento de Jesus no quarto século. No Oriente era o dia 06 de Janeiro.
Mateus 1:21
            E darás à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
Mateus 1:22
           Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz;
Mateus 1:23
            Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus connosco. 



Pajovi   Dezembro  2013




domingo, 27 de outubro de 2013

ANTIGOS CONGRESSISTAS ANOS 60 / 70


Realizou-se ontem dia 26 de Outubro de 2013 o 2º encontro de "ANTIGOS CONGRESSISTAS DOS ANOS 60/70" em Vila Franca de Xira. Foi sem dúvida um dia bem passado, um convívio com alguns irmãos que não víamos há já alguns anos. Também se falou na história dos congressos e no seu impacto sobre a sociedade em geral, mas também no impacto que causou no seio da comunidade evangélica, sendo que os congressos impulsionaram o crescimento de Igrejas e da comunidade evangélica no seu todo. 
Isto não é passado. É HISTÓRIA e nenhum povo pode sobreviver sem a sua história.











PASSADO, HISTÓRIA

Os filhos de DEUS não têm passado! Efésios 4:22 - Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos. Espiritualmente falando, os filhos de DEUS têm uma história. Nas mãos do nosso DEUS e PAI, o nosso passado é resolvido e a nossa história começa a ser escrita. Lucas 1:1- Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos factos que se cumpriram entre nós.
Viver no passado é parar no tempo, é estagnar e inviabilizar o futuro.
         Todo o passado mal resolvido, prende-nos e faz-nos ficar a olhar para trás. 2ª Coríntios 2:10- Se vocês perdoam a alguém, eu também perdoo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês. Se alguém nos ofender, além de perdoar temos de esquecer.
         Porém em CRISTO, a nossa história é uma porta aberta para o amanhã, para a realização dos sonhos e promessas de DEUS.
         Só alguém livre de um passado escravizante e paralisador rompe na conquista do sobrenatural de DEUS, com ou sem crises porque está livre para tomar as decisões certas. Como decisão é uma questão de mentalidade, é preciso ter uma mente livre e renovada que não tenha em consideração as coisas antigas e que esteja aberta para decidir correctamente as coisas novas que DEUS está fazendo.
         Nós só influenciaremos positivamente o nosso futuro quando não vivermos as dores do passado. Não podemos pois ficar presos a um passado paralisador.
         A crise, pode ser um trampolim para grandes conquistas ou grandes derrotas, tudo irá depender das decisões que tomarmos quando ela se apresentar. Podemos estar em crise, na nossa vida pessoal, familiar ou profissional, mas se estivermos libertos do nosso passado e os nossos olhos, puderem ver as coisas novas de DEUS que estão a nascer, não caminharemos sem direcção, porque o SENHOR nos preparará o caminho.
         A libertação do passado e a renovação da mentalidade são fundamentais para tomar as atitudes correctas, especialmente em tempo de crises. No momento de crise, quando parecer que tudo está acabado, não podemos valorizar a derrota mas sim declararmos que DEUS está a fazer coisas novas na nossa vida.
         Temos de confessar perante DEUS as nossas fraquezas os nossos traumas e feridas e pela fé renunciar a tais coisas, assumindo a libertação e a cura. Devemos consagrar a nossa vida, mente e coração ao SENHOR e temos de nos firmar nos princípios e caminhos de DEUS. Tiremos os nossos olhos de ontem e olhemos para o SENHOR na esperança de um amanhã repleto de vitórias e conquistas. A crise de hoje, pode ser o ponto de partida para um salto de fé, que nos levará ao ponto mais alto e mais lindo da nossa existência.
         Não devemos fugir da crise, se ela chegou, devemo-nos encher do poder de DEUS, encará-la e resolve-la. Devemos declarar que chegou ao fim o passado de crises e de lembranças que nos escravizam e paralisam.
         O SENHOR chama por nós, para rompermos com um passado de derrotas e impossibilidades de assumirmos a nossa nova história, resolvida e escrita pela SUA mão.
         Não podemos viver as más lembranças do passado, pois este é o ano aceitável do SENHOR e ELE está a fazer coisas novas na nossa vida. Lucas 4:19 - A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.
            Este é o ano aceitável do SENHOR.

Pajovi               QUELUZ

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

AVENTURAS DE DOIS AMIGOS – PARTE 5

Alexandre interrompeu aquela torrente de palavras, lembrando:
            - Aqui não é o local mais apropriado para falar dessas coisas. Podíamos dar um passeio pelos campos e aproveitarmos o ensejo para acabar de combinar o plano.
            A ideia foi bem recebida pelo argentino, que pagou a despesa após o que, saíram. 
            Na rua, estava muito calor. Lufadas de ar quente levantavam grandes nuvens de poeira quente e sufocante, que os envolviam. Caminharam lentamente, procurando a direcção dos campos próximos, onde anos antes se haviam ferido grandes batalhas. Cruzavam-se, por vezes, com alguns camaradas que os saudavam com um aceno.
            Saltaram umas sebes e foram procurar abrigo á sombra escassa de uma oliveira. O local era aprazível. Viam-se terras cultivadas e em alguns pontos mais além, alouravam as searas. Aquilo era a obra pacífica dos legionários feitos agricultores.
            Alexandre sentou-se nuns torrões de terra e rompeu o silêncio em que se mantiveram desde que saíram da cantina.
            - Paulo cuidou admiravelmente dos pormenores do disfarce e pensou de maneira um pouco vaga em alcançarmos o Egipto – disse ele, em tom repousado. – A ideia é excelente. O Egipto é a terra onde estaremos mais seguros. De Alexandria ou do Cairo, podemos apanhar um navio que nos leve, sob a bandeira inglesa, até Buenos Aires. Mas é preciso pensarmos de que maneira poderemos percorrer tantos milhares de milhas que nos separam do vale do Nilo, na situação de proscritos que automaticamente será a nossa, após a deserção.
            - Bem – interrompeu o argentino.- Pensei seguir o caminho das antigas caravanas, que continua a ser frequentado por mercadores árabes.
            -Exactamente – concordou Alexandre. – Foi isso que eu também pensei. Mas não esqueçamos que somos três pobres almas sem dinheiro. O caminho das caravanas não se pode fazer a pé. Equivaleria à morte certa. Vocês sabem que alguns camaradas nossos foram encontrados mortos, ainda antes de atravessarem as montanhas e alcançar o caminho que passa do outro lado. A fuga transformou-se para eles, numa cilada fatal. Há uma coisa que pode resolver o problema e mesmo assim, a empresa será bastante difícil. É o dinheiro. Com dinheiro, poderíamos comprar um ou dois camelos, que nos transportassem. Improvisar-nos-íamos mercadores e dentro de alguns meses, estaríamos na terra dos Faraós. Ora, confesso, dinheiro não tenho. A  minha fortuna toda são vinte pesetas. O resto está na posse da “Companhia” e não posso reclamá-lo, senão no fim do contrato. E vocês com que contam?
            Paulo e Rogério entreolharam-se.
            -Todo o meu dinheiro são doze pesetas – disse timidamente o belga. Está inteiramente à sua disposição.
            Fazia já um movimento para sacar o dinheiro do bolso. Alexandre deteve-o, com um sorriso, segurando-lhe a manga da blusa.
            - Tenho um pouco mais que isso – pronunciou o argentino. – Ainda posso reunir umas trinta pesetas.
            - Bem, ponhamos de parte a ideia do dinheiro. Todos três reunidos somamos umas sessenta pesetas. Com isso, não podemos comprar um camelo. Quando muito, adquirimos um burro e teríamos de levá-lo às costas, através do deserto… O melhor é guardarmos esse dinheiro, como reserva, para o que der e vier.
            -Nesse caso, é impossível fugir… - Disse Rogério, a medo.
            -O impossível não existe – sentenciou Alexandre.
            -Estou disposto a arriscar tudo! – Exclamou Paulo Lopes. – Farei a tentativa, mesmo que tenha a certeza de encontrar a morte pelo caminho.
            -Bem, a morte é a melhor solução de todas as dificuldades. Portanto, não será o medo da morte que nos fará recuar – disse, muito calmo o checo, a contrastar com a exaltação do argentino. – Estudemos, primeiro, o itinerário e veremos depois a melhor maneira de o percorrer.
            E, com grande surpresa dos companheiros, tirou do bolso um papel, que desdobrou sobre os joelhos. Era um mapa bastante pormenorizado da África do Norte, até à Arábia.
            -Onde foste arranjar isso? – Perguntou o Paulo com assombro.
            -Tinha-o guardado há muito tempo. Quem guarda, acha – respondeu Alexandre.
            Lopes debruçou-se logo sobre o mapa, apontando com o dedo, disse:
            -Tive o cuidado de estudar o percurso até à Argélia, através do pequeno atlas do Saará. Podemos alcançar o trilho das caravanas do deserto, em três dias de marcha. Para lá de Figig, o trilho é muito frequentado pelos árabes. Podemos incorporar-nos numa caravana e seguir com ela até El Golea, ao sul da Argélia.



Pajovi   Agosto  2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Procuro relógio PIERRE CARDIN

Sou apaixonado por relógios de pulso e de bolso, e tenho procurado em todo o lado e não encontro um relógio Pierre Cardin i gual ao da foto. Se alguém souber de um  mesmo que esteja avariado ou mesmo só a caixa, eu estou interessado em comprar.



domingo, 21 de julho de 2013

AVENTURAS DE DOIS AMIGOS – PARTE 4

No dia seguinte era Domingo e, conforme afirmara Paulo Lopes – espécie de agente de ligação daquela pequena conspiração – deviam reunir-se os três para darem os últimos retoques no plano de fuga.
            Tinham a tarde livre e, além disso, haviam pedido dispensa de recolher, o que lhes dava uma apreciável liberdade de acção.
            O argentino conduzira Rogério à cantina, onde, dizia, Alexandre devia juntar-se a eles pelas dezasseis horas. Para o belga era quase uma honra entrar na intimidade do cabo Alexandre, cuja sabedoria o enchia de admiração e de timidez. Ia ombrear com aquele homem misterioso, ser tratado de igual para igual por alguém que, segundo se dizia na Companhia, poderia ser tudo e se deixava ficar modestamente na sombra de um quase anonimato.
            Estava um tempo magnífico, talvez demasiado quente. Mas os soldados estavam habituados ao calor africano.         De quando em quando, um sopro escaldante vinha do deserto, como um hálito de fogueira. Trilhando as ruas de Dar-Riffien, que principiava a tomar forma de cidade, depois de ter sido um aglomerado de barracas e barracões, Paulo Lopes não parava de falar sobre a grande aventura, que os iria arrancar, a eles, homens de acção, à monotonia daquela vida, onde morriam lentamente de tédio.
            Rogério escutava-o, embalado na música daquelas palavras que despertavam na sua alma o aventureiro que, depois de ter procurado o perigo de Marrocos, principiava a adormecer nos ócios da paz. O argentino afirmava que Alexandre também tinha as suas ideias sobre o assunto e, Rogério ia ter ensejo de expor as suas.
            O belga ficou um pouco atrapalhado. Não tinha ideias para dar. Embora Lopes andasse, nos últimos tempos, a incitá-lo à fuga, o certo é que apenas se decidira no dia anterior. Até então, mal pensara nos meios a empregar para pôr em prática um plano daquela natureza. Não queria saber dos planos. Descansava plenamente no Lopes e no Alexandre. Eles tinham imaginação para essas coisas; que as pusessem a trabalhar. Limitar-se-ia a executar o que lhe ordenassem.
            Naquele momento, com tremendo calor de Junho, que o fazia suar por todos os poros, só lhe apetecia uma cerveja bem fresca.
            - E eu bebo outra! – Concordou o argentino, tomando-o pelo braço e arrastando-o para o interior da cantina.
            Com grande surpresa sua, encontraram Alexandre já abancado a um canto, perante um “bock” espumoso. Na sala, havia mais alguns camaradas, mas, como de costume, o misterioso cabo procurava o isolamento.
            O argentino, numa expressão bem meridional, alçou os braços no ar, num espanto.
            - “Hombre”!- Exclamou – Chegaste com uma hora de avanço!
            Alexandre sorriu, estendendo-lhe silenciosamente a mão, que o argentino apertou com violência. Rogério cumprimentou-o, cheio de respeito.
            Abancaram. Uma “Camarera” mais pintada que um palhaço chegou-se ao grupo, na esperança de uma lambarice. – Vamos ver quem é o herói capaz de me pagar um refresco! – Exclamou ela, procurando ajeitar-se para tomar lugar entre Rogério e Paulo. Este teve, porem, um gesto de impaciência e afastou-a. – Desampara-nos a loja! – Pronunciou ele, de sobrolho carregado. – Temos assuntos muito importantes a tratar. – Ah! Não sabia que vocês pertenciam ao Estado-Maior – Replicou a rapariga. – Vão acertar o plano da próxima campanha… - O nosso plano é mais importante do que pensas – tornou o argentino, de mau modo. A “Camarera” afastou-se, resmungando e, foi exibir as suas graças junto do grupo que, no lado oposto, já parecia bem animado, pois tinha a mesa cheia de copos e garrafas. Ma não deixava de deitar olhares desconfiados aos três legionários.
            Sorvidos os primeiros goles de cerveja, logo o Lopes se inclinou para a frente e começou a cochichar sobre o assunto que o obcecava; A deserção.
            Alexandre ouviu em silêncio. Depois dirigindo-se a Rogério, perguntou-lhe: - Que dizes a isto, camarada? O rapaz corou como qualquer donzela, encolheu ligeiramente os ombros e replicou; - Estou disposto a segui-los, para a vida e para a morte… Já dei ontem a minha adesão.
            O outro pareceu ficar contente com aquela resposta e, apoiando-o lentamente com a cabeça, disse; - gosto desse espirito resoluto. Na verdade, a aventura em que nos vamos meter não é brincadeira. Não se trata de assaltar uma “cabila rifenha”. É coisa muito pior.
            Calou-se, com o olhar vago, como se, subitamente o seu pensamento fugisse para muito longe, lá para o Egipto remoto, que o argentino pensava em alcançar com facilidade. Pela maneira como falou, Rogério adivinhou logo nele o chefe, o homem capaz de conduzir a bom termo, aqueles que nele confiassem.
            Lopes começou a expor, entre dentes, pormenores do plano. Fugiriam disfarçados de mouros. Já assegurara três vestimentas brancas e as respectivas babuchas, por umas escassas moedas. O mercador árabe que lhas vendera prestara-se a guardá-las até ao momento em que decidissem utilizá-las. Era um homem recto, podia depositar-se nele um segredo como num túmulo.
            Por ele, ninguém saberia que utilizariam tal disfarce para fugir.



Pajovi   Julho  2013

A IMPORTANCIA DA NOSSA VIDA

  Existem duas ocasiões na vida, em que percebemos como uma pessoa é ou não, importante para as outras. Uma delas é quando morre. Quando vo...