quinta-feira, 30 de março de 2017

A FÉ E A REALIDADE DA VIDA

Isaías 26:3-6 (ARA)
 Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.
 Confiai no SENHOR perpetuamente, porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna;
 porque ele abate os que habitam no alto, na cidade elevada; abate-a, humilha-a até à terra e até ao pó.
 O pé a pisará; os pés dos aflitos, e os passos dos pobres.

Quais são as expectativas que temos de Deus diante dos acontecimentos ao nosso redor? Muitas pessoas vêm à igreja esperando receber o que Deus nunca prometeu.
A experiência dos cristãos não se baseia na ideia que muitos têm de como deveria ser a vida do cristão. É preciso entender que o bem-estar verdadeiro não deve estar totalmente voltado para as circunstâncias externas. Se pensa que a verdadeira fé significa ter a certeza de que tudo ocorrerá de forma favorável aos seus planos, provavelmente está próximo de uma decepção espiritual. A maturidade cristã depende da maneira como compreendemos o que é realmente a fé, diante dos ganhos e percas da vida. Qual a base para o desenvolvimento da fé genuína?

As pessoas de uma maneira geral vêem o conceito de felicidade, como sendo a ausência de factos ou situações desconfortáveis e a presença de tudo que lhes dá prazer e conforto. Assim, muitos cristãos acham que a fé verdadeira tem que estar de acordo com esse parâmetro. Imaginam a fé como se ela pudesse levar Deus a agir como eles acham que deve ser. Conforme esse padrão de felicidade e fé, podemos concluir que quase não há pessoas felizes e fervorosas na Bíblia. No entanto, os exemplos bíblicos que mostram fé e felicidade desta forma são de pessoas que estavam em crise espiritual, revelando assim a sua imaturidade no relacionamento com Deus. Chegaram até a considerar em vão a sua experiência espiritual.
Salmo 73:1-3 e 13 (ARA)- 1- Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. 2- Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3- Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. 13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência.  Assim, é preciso analisar a relação da fé com as adversidades.

São vários os exemplos bíblicos de pessoas com genuína fé em Deus. Curiosamente, porém, quase nenhumas delas viveram sem passar por circunstâncias difíceis. A galeria dos heróis da fé em Hebreus 11, bem poderia ser chamada de galeria dos que “aprenderam a viver contentes em toda e qualquer situação.”
Filipenses 4:1 (ARA)- Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação..  O apóstolo Pedro aconselha-nos a não estranharmos “o fogo ardente... Destinado a provar-vos”. I Pe 4:12-14(ARA) - 12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; 13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. 14 Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus
O cristão não deve ser conformista ou masoquista diante dos problemas, mas deve encará-los como oportunidades para mostrar o que a fé tem de melhor. É nesse sentido que Jesus disse que não veio trazer paz à terra, porém espada.

 Como é que o cristão deve encarar as dificuldades que o cercam? Elas existem na vida do cristão porque lhe falta fé suficiente?
Consegue associar as adversidades com o contexto do conflito entre Deus e satanás? Quem é o causador e quem permite? Por quê?

O profeta Habacuque revela que a fé nos enleva a uma atmosfera onde a alegria verdadeira tem uma única fonte que é Deus.
Hb 3:17-19 (ARA) - 17 E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? 18 E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? 19 Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.
Ele sabia por experiência própria que a alegria vinda de Deus não depende de circunstâncias. Por isso Jesus diz em: João 15:11(ARA) - Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. O cristão aprende a olhar para além das nuvens escuras na certeza de que o Sol logo voltará a brilhar. Considere isto: Qual foi a sua reacção diante da última crise que enfrentou? 

O apóstolo Paulo dá-nos um excelente conselho:
Rom: 12:12 (ARA) - regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; Este conselho mostra-nos a base para experimentarmos a real maturidade cristã. Para termos paciência diante das adversidades e nos alegrarmos na esperança, precisamos ser perseverantes na oração. Isaías divisou o tempo quando a alegria será eterna e os eventos serão somente para a satisfação dos remidos. Is 35:10 (ARA) - Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.  Devemos viver com esta convicção. A genuína fé é caracterizada não por acharmos que a confiança poderá mudar os planos de Deus e que tudo aconteça como queremos, mas sim pela capacidade de esperar sempre n´Ele.
A nossa vida de comunhão com Deus tem sido suficiente para desenvolver paciência diante das tribulações? Se não, como podemos melhorar?

Um homem cujo coração se firme em Deus, será na hora de sua maior prova o mesmo que era na sua prosperidade, quando a luz e o favor de Deus e do homem incidiam sobre ele. A fé alcança o invisível e apega-se a realidades eternas.


Pajovi

quarta-feira, 22 de março de 2017

O que são os livros apócrifos e quais são eles? Devemos lê-los?

O que são os livros apócrifos e quais são eles? Devemos lê-los?
Gostaria de saber um pouco mais sobre os livros apócrifos? Porque é que alguns livros da Bíblia são aceites e outros não? Quem é que determina que um livro é inspirado e outro não? E quais são os livros apócrifos que temos hoje em dia? Devemos ler esses livros ou eles têm muitas heresias que podem atrapalhar a nossa fé?
Realmente este tema dos livros chamados apócrifos causa muita confusão na mente das pessoas, pois são livros considerados não inspirados por Deus. Para esclarecer um pouco esta questão, farei um estudo abaixo sobre este tema, baseado nestas perguntas:
O que são os livros apócrifos?
(1) A palavra apócrifo, de origem grega, significa “coisas ocultas” e aponta para escritos sem autenticidade. É uma referência aos livros que são apontados como não inspirados, ou seja, livros que não devem ser estudados como se tivessem sido inspirados por Deus. Aqui nós temos uma diferença bem grande entre o que os evangélicos e católicos pensam quanto a esses livros.
Os apócrifos na visão dos católicos
(2) Para os católicos, aqueles livros que não eram aceites como inspirados pelos judeus da palestina, ou seja, que não fazem parte da Bíblia judaica, eles consideram-nos como uma espécie de segunda leva de livros inspirados por Deus. Por isso, lhes chamam de deuterocanônicos (pertencentes ao segundo cânon). Esses livros são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico ou Sirácida, Baruque, Epístola de Jeremias, Primeiro e Segundo Macabeus e os acréscimos a Ester (Ester Grego) e a Daniel (A Oração de Azarias, A Canção dos Três Jovens e as histórias de Suzana e de Bel e do Dragão). Assim, para os católicos, estes livros acima, mesmo não constando na Bíblia judaica, são inspirados e os outros que existem (veja no ponto 4) são os que eles chamam de apócrifos (sem autenticidade).
Os apócrifos na visão dos evangélicos
(3) Já para os evangélicos, todos esses livros adicionais que os católicos chamam de deuterocanônicos são considerados como apócrifos e ainda todos os outros que também os católicos consideram apócrifos (veja no ponto 4). Os evangélicos consideram que se os judeus, que receberam as primeiras revelações de Deus, consideram esses livros como não inspirados e não os incluíram na Bíblia judaica, essa decisão merece ser considerada, pois foi fruto de centenas de anos de estudo e considerações sobre o texto sagrado de um povo que foi guardião das revelações de Deus durante séculos.
Quantos livros apócrifos existem?
(4) Para se ter uma ideia, a quantidade de livros apócrifos é quase infinita. Abaixo citarei alguns dos mais famosos, porém, temos centenas de apócrifos conhecidos: O pastor de Hermas, Epístola de Barnabé, o Apocalipse de Pedro, Didaque, 1 Clemente, Laodicenses, Apocalipse das Semanas de Enoch, Proto Evangelho Segundo Tiago, Atos de João, A infância de Cristo Segundo Pedro, A Infância de Cristo Segundo Tomé, José o Carpinteiro, A Sophia de Jesus Cristo, Epístola a Diogneto, Cartas do Senhor, Ciclo de Pilatos, Declaração de José de Arimateia, Agrapha extra-evangelho, Evangelho Segundo Bartolomeu, O Evangelho de Felipe, O evangelho de Judas, O evangelho de Maria Madalena, O evangelho de Nicodemus, Descida de Cristo ao inferno, O evangelho segundo Pedro, Evangelho segundo Tomé, o Dídimo, O hino da Pérola, Manuscritos de Qumran (Mar Morto), O primeiro livro de Adão e Eva, Livro de Melquisedeque, Oração de Manassés, Salmo 151, Salmos de Salomão, etc. E nessa lista, segundo a visão evangélica, ainda se incluem todos os livros que os católicos incluíram na sua Bíblia (veja no ponto 2) e que nós consideramos como não inspirados.
Por é que evangélicos não aceitam os apócrifos
(5) Um facto interessante sobre os apócrifos é que grande parte deles era escrito por autores que não revelavam os seus nomes, antes, usavam nomes de personagens famosos dos livros que já eram considerados verdadeiros para dar “poder” aos seus escritos e chamar a atenção. Mas a natureza dos seus conteúdos, a forma de escrita e outros detalhes adicionais, davam total possibilidade dos estudiosos escribas identificarem esses factos e os rejeitarem como verdadeiros.
Os evangélicos seguem o cânon judaico que não só rejeita os livros que a Bíblia católica tem a mais, mas também todos os outros que foram escritos tanto antes como depois de Cristo e que, claramente, contêm erros grosseiros.
(6) Para não alongar muito o estudo, vou deixar apenas como exemplo algumas heresias de um dos apócrifos mais famosos, 2 Macabeus:
a) A oração pelos mortos: “Se não tivesse esperança na ressurreição dos que tinham morrido na batalha, seria coisa inútil e tola rezar pelos mortos. Mas, considerando que existe uma bela recompensa guardada para aqueles que são fiéis até à morte, então esse é um pensamento santo e piedoso. Por isso, mandou oferecer um sacrifício pelo pecado dos que tinham morrido, para que fossem libertados do pecado” (2 Macabeus 12:44-46).
b) Culto e missa pelos mortos (2 Macabeus 12:43)
c) O próprio autor não se julga inspirado (2 Macabeus 15:38-40; 2:25-27)

(6) E por fim, posso dizer que os apócrifos podem sim ser estudados com o fim de sabermos de factos históricos das suas épocas, bem como de informações importantes que aconteceram. Eles estão recheados de história. Porém, devem ser lidos sempre com a ideia clara de que aquilo que mencionam não é considerado de facto inspirado por Deus e, por isso, eles não gozam do mesmo peso dos livros considerados canônicos (inspirados pelo Senhor).

Pajovi

terça-feira, 14 de março de 2017

A Mensagem de Eugene Peterson

A versão em Português “a paráfrase bíblica” “A Mensagem”, de Eugene Peterson. A obra que é fruto de 40 anos de pastorado, misturado com o desejo de tornar a palavra de Deus mais acessível e conquistável ao rebanho, foi sucesso de vendas nos EUA desde que foi lançada, em 2004.  Os benefícios da obra estão, para além da linguagem, na diagramação. O texto está colocado apenas numa coluna, semelhante a livros comuns e livre de versículos colocados no início das frases, o que facilita ainda mais uma leitura direta.
Quando era pastor, Eugene deparou-se com o terrível desinteresse de muitos cristãos em conhecer a Palavra. Foi daí que encarou como sua missão a responsabilidade de fazer entendida a mensagem da Bíblia entre o seu rebanho. Como ele mesmo diz, o seu texto foi “moldado pelas mãos de um pastor atuante”, e esta é a explicação de uma linguagem tão pessoal.
Contudo, “A Mensagem” não pode ser considerada uma “versão bíblica” – por isso o termo “paráfrase”. Apesar do uso dos textos originais, em hebraico e grego, Peterson que além de escritor e professor de teologia é poeta, deixou-se levar pela liberdade de interpretação e adaptação à linguagem contemporânea americana.
Muitas críticas foram feitas à obra e alguns estudiosos alegaram erros e desprezo às doutrinas que precisariam de palavras específicas para obter validade. Eles podem ter razão. Alguns trechos bíblicos ficam realmente vagos na variante de Peterson – como Lucas 5:33*, por exemplo – enquanto outros ficam extremamente poderosos, como Isaías 40:3**, ou extremamente pessoais como Apocalipse 1:3***.
O que precisamos ter em mente antes de ler a bíblia de Peterson é a sua própria intenção e indicação quanto à obra. O autor não a indica para estudo e pregação; A sua recomendação é apenas para que seja lida, de forma despretensiosa, como leitura de relacionamento e descanso. Se o objetivo é captar o contexto geral das Escrituras, podemos ser preservados de tropeços doutrinários quanto às mudanças radicais em relação aos textos originais. Portanto, considero, como Peterson, a leitura de “A Mensagem” válida, desde que não desprezemos as nossas versões tradicionais.

** “Depois que os noivos forem embora, o jejum pode começar. Ninguém joga água fria na fogueira enquanto tem gente em volta. Essa é a vinda do Reino.” Lucas 5:35  (A Mensagem)
“Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão.” Lucas 5:35  (Almeida Revista e Corrigida Fiel)

** “Trovão do deserto! ‘Preparem-se para a chegada do Eterno! Tornem o caminho plano e reto! Um caminho adequado ao nosso Deus.’” Isaías 40:3 (A Mensagem)
 “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.” Isaías 40:3 (Almeida Revista e Corrigida Fiel)

** “Leitor, você é um abençoado! São abençoados também os que ouvem e guardam estas profecias, todas as palavras escritas neste livro! O tempo está para se cumprir.” Apocalipse 1:3 (A Mensagem)

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Apocalipse 1:3 (Almeida Revista e Corrigida Fiel).

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO

“Desde os tempos da Igreja Primitiva até hoje são quase dois séculos de história da Igreja. Sempre que observamos e estudamos como eram os cultos dos primeiros cristãos, da Igreja Medieval, do período pós Reforma e contemporâneo, percebemos logo que no meio de tantas mudanças um elemento do culto continua a ter uma grande importância: a pregação. Claro, nem sempre em todas as eras a pregação foi realizada como deveria e nem sempre teve a sua importância tão enfatizada. Mas o que é realmente a pregação?

Desde a Reforma Protestante em 1523, a pregação do Evangelho tem um papel primordial dentro do culto cristão, pois com o resgate da salvação pela Graça, e não pelas obras, os reformadores entenderam que esse era o meio pelo qual Cristo salvaria o homem, por meio da proclamação da Sua Palavra. Tanto dentro da Linha tradicional, como na linha Pentecostal a Pregação foi enfatizada e era - e ainda é - por meio dela que o homem tem sido chamado a Cristo.

Mas hoje, no século 21, vemos uma perca da centralidade da Pregação no culto cristão. Cultos que duram duas horas, nos quais a pregação tem um pequeno espaço de 20-30 minutos, onde muitas das vezes por não estudar, o pregador acaba por dar ao povo uma sopa rala e infantil, algumas vezes distorcendo o Evangelho e não alimentando o rebanho de Cristo com alimento sólido e sadio. Assim, por não terem firmeza e conhecimento da Palavra, esses pregadores logo são levados à tona por ventos de doutrinas estranhas às Escrituras. Não falo aqui se o irmão é Arminiano ou Calvinista, esse não é o ponto, a questão é que muitas das igrejas que têm um estudo e pregação fraca da Palavra são levadas pelo vento do Liberalismo teológico ou do Neopentecostalismo, com uma ênfase exagerada na prosperidade, tirando o foco de Cristo e colocando o homem no Altar do Criador, fazendo do homem um ególatra e Deus um mero espectador, fazendo da Palavra apenas mais um livro e negando ser ela a Palavra de Deus dada aos homens.

“A autoridade da pregação não está na eloquência ou sabedoria do pregador, mas no facto da mensagem apontar para Jesus” [Jilton Moraes. Homilética, da pesquisa ao púlpito, Pág 20.]

Outro facto ao qual podemos atentar é a importância dada ao louvor em detrimento da pregação. Comunidade onde o louvor acontece por mais do que uma hora, e a pregação tem um pequeno tempo, não sendo suficiente para “alimentar” o povo. Facto esse que não é certo, no entanto pode argumentar, “Irmão, mas Deus também fala através do louvor, Deus pode chamar um pecador ao arrependimento através do louvor”. Sim, isso é verdade, e o louvor é um momento de adoração a Deus e preparação para ouvirmos a mensagem, tem a sua devida importância no culto. Contudo não podemos tirar a Centralidade da Palavra pregada, principalmente se levarmos em conta que, muito do conteúdo da música gospel que temos hoje não centraliza a pessoa de Cristo, e outras possuem 15 minutos onde o cantor repete cansadamente as mesmas estrofes.


PRECISAMOS DA PALAVRA!.

“O pregador é um despenseiro dos mistérios de Deus, ou seja, da auto revelação de Deus aos homens e é preservada nas Escrituras.” [John Stott. O perfil do Pregador, pag 20]

Por mais que hoje as coisas estejam meio complicadas, as coisas podem ser mudadas. Irmãos, que têm um desejo ardente de pregar, mas que pensam não ter conhecimento suficiente, não aceitem argumentos tolos como, “A letra mata...”. Estudem as Escrituras, leiam, releiam, procurem bons livros para ter mais noção daquilo que estão a ler, perguntem às pessoas que estão há mais tempo na fé. Sigam as indicações do Apóstolo Paulo a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15. 


Mas o que é a pregação? É a mensagem de Deus entregue aos homens, para que esses passem a outros. É o meio pelo qual Deus doutrina (ensina), santifica e nutre a Sua amada Igreja. A Pregação do Evangelho de Cristo é o principal, e o mais importante de todo o Culto.”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

RESUMO DE ATOS 18:1 a 11

18.8-11 —  Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal. Tendo em vista o tratamento rude que recebia aonde quer que fosse, Paulo deve ter ficado muito confortado com a promessa divina de que ninguém lançaria mão dele para lhe fazer mal ou açoitá-lo em Corinto (At 16.22-24).
Atos foi escrito para orientar a igreja da sua missão permanente, por meio do relato de como o Espírito Santo capacitou os apóstolos, para propagar o testemunho de Cristo ao mundo gentio.
Atos 18 começa com o encontro de Paulo com seus colegas de trabalho na confecção de tendas, Áquila e Priscila, sua mulher. Ele trabalha, produz tendas e ainda evangeliza em todas as oportunidades que tem. Paulo nunca desvalorizou o trabalho, pelo contrário, sempre se esforçou por não ser pesado aos seus irmãos.
Ele ainda está a evangelizar os judeus e ganha muitos para Cristo. Paulo incomodava a oposição, que ainda ficou mais incomodada com a chegada de Silas e Timóteo, porque com achegada deles, Paulo pode dedicar-se integralmente à pregação do evangelho.
Paulo foi confortado pelo Senhor que lhe apareceu em visão dizendo-lhe para perseverar e continuar a pregar – “fala e não te cales!”. Diante do grande trabalho de evangelização de Paulo, levantou-se uma grande onda de perseguição e oposição ao seu trabalho.
É incrível! Quem se dedica ao trabalho do Senhor jamais ficará sem uma forte oposição! Pelo menos, é isso que aprendemos em Atos.
Paulo foi considerado um trabalhador.
Conhecedor da cultura helênica sabia muito bem que para ensinar, ou ser missionário no mundo helênico deveria buscar o seu pelo próprio sustento, isto é, ganhar a sua vida com o trabalho das suas próprias mãos. A cultura helênica não aceitava vender o conhecimento. Como Pedro o enviou para evangelizar o mundo Pagão, ele que havia nascido em Tarso e educado segundo esta cultura, não encontrou dificuldades. Ele era um fabricante de tendas, profissão muito comum da época, pois havia interesse na compra por parte do exército romano, das caravanas e dos que transportavam as mercadorias.
Segundo a concepção do judaísmo e o ensinamento de Jesus o missionário deveria receber a paga e o sustento de seu trabalho. Na Palestina do tempo de Jesus assim se pensava.
Aparecem muitas citações nas cartas paulinas e escritos do Novo Testamento que falam do trabalho e profissão do apóstolo Paulo. Os evangelhos que falam da realidade do tempo de Jesus mostram que os apóstolos comiam e bebiam daquilo que os seus ouvintes doavam. Jesus sempre disse “comei e bebei daquilo que vos derem”.
Paulo era um evangelizador e trabalhador. Sabemos que era fabricante de Tendas pelo que diz Atos 18, 1 a 4 - 1 - Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto.
2 - Lá, encontrou um certo judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles.
3 - E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. (ARA)


Pajovi

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O QUE É A LIBERDADE!?

Segundo os filósofos, Liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um  sujeito  racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
            A nossa liberdade termina onde começa a dos outros.
            Na verdade O que é a Liberdade? Muito honestamente, penso que nunca ninguém soube. Escritores, psicólogos, filósofos, psiquiatras e sociólogos, na sua maioria, não sabem o que é a Liberdade. No entanto vale a pena reflectir, mudando a forma de como encarar uma das mais antigas questões intelectuais, senão a primeira, que se coloca aos homens de todos os tempos. Pela perspectiva contraditória e ilógica de saber o que é, poderíamos perguntar “o que não é a Liberdade?”
Cristianismo e Liberdade são dois grandes conceitos que deveriam ter o mesmo significado. «Foi para a liberdade que Cristo nos libertou» *Gal. 5:1. Ainda que S. Paulo possa ter dirigido essas palavras aos cristãos, por motivos relacionados com as circunstâncias do seu tempo e do local em que viviam, a sua frase não deixa de ser o lema de todos os cristãos, de todos os tempos.
Pelas suas origens, a Igreja de CRISTO, tem de assumir o papel de guardiã da liberdade neste mundo.
No entanto, a liberdade que Jesus pretendeu oferecer aos seus discípulos tem sido constantemente reprimida, ao longo de quase toda a História da humanidade, quer por ideologias políticas e religiosas, quer pelos próprios políticos e religiosos.
No mundo actual, todas as coisas são permitidas; prazer, euforia,   e tudo que satisfaça e dê a sensação de liberdade total. Não existe espaço para limites ou para a disciplina, que são vistos como falta de liberdade ou, até mesmo, como repressão. Mas este mundo vai de mal a pior e, a cada dia aumenta mais a violência e a degradação, moral, intelectual e social provocada pelo exercício de liberdades tirânicas que, escravizam a consciência e anulam os mais legítimos ideais libertários, instituindo no lugar destes o caos, a desordem e a morte.
A liberdade que CRISTO oferece, só tem como limite a fronteira do amor. Ame como CRISTO amou e viva a liberdade plena, liberdade essa que não é contida por barreiras físicas, raciais, ideológicas ou geográficas. Seja livre!  

“A VERDADEIRA LIBERDADE CRIA OS SEUS LIMITES, A FIM DE NÃO USURPAR,   OS DIREITOS E A LIBERDADE DOS OUTROS” (Autor desconhecido).
Somos livres na medida em que temos conhecimentos (em especial da palavra de Deus) é a qualidade e a quantidade desses conhecimentos que mede o grau da nossa liberdade.
*Gal. 5:1 - Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
Jo. 8:32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Jo. 8:36 - Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Rm 6.22 - Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;


Pajovi

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Carta aberta a um grande Homem com dúvidas e problemas!

O problema que estiver a atravessar enfrente-o. Não fique a dar voltas, fingindo que ele não existe. Se o problema existe, é para ser resolvido. Se for grande demais, vá resolvendo parte por parte, até que ele fique mais pequeno a cada dia que passa. Dê atenção especial a todos os que são gentis e amáveis consigo, com certeza receberá gentileza também. Mas não se esqueça de que nem todos os dias são bons para todos. Dê à sua paciência, à sua compreensão e ao seu raciocínio todo fôlego que eles precisam. Pense duas vezes se tiver que engolir algum "sapo". Lembre-se, ele pode ser indigesto demais. E, mesmo que hoje o seu dia seja bastante atarefado, não se esqueça de deixar alguém feliz, mandando um olá a quem quer bem, às pessoas de quem realmente gosta. Talvez amanhã o seu dia seja muito mais ocupado que hoje, por isso faça-o agora mesmo, não guarde para amanhã.
Tudo que você faz, faz com carinho e muita atenção, visando o bem do próximo, pode ter um retorno para si mesmo.
É bom ver que a esperança de dias cada vez melhores está em si mesmo, em tudo que faz. Vale a pena acreditar no sucesso e ter esperança no futuro. Existem pessoas iguais a si, e graças a Deus por isso, pois precisamos cada vez mais de pessoas que deem de si ao mundo, para que exista progresso e crescimento da humanidade. Tenho a certeza de que assim como você, que é um grande profissional, existirão muitos mais que se assemelhem à sua pessoa. É bom saber da sua existência, poder trabalhar ao seu lado e conhece-lo como conheço.
Deus o abençoe pelo que é e faz por todos os que o rodeiam.
Desejo de todo o coração, que tenha um "lindo dia".


Pajovi

A VULGARIDADE DA CULTURA


Cada vez mais, a nossa cultura parece valorizar a vulgaridade e o dinheiro, mais do que os valores cristãos. Nos dias de hoje, alguns “cristãos” guardam tudo numa gaveta (incluindo a sua fé?) para não serem apelidados de "fundamentalistas" ou outros nomes, que no fundo só servem para justificar nosso comodismo  ao mesmo tempo que dão azo ao fundamentalismo do laicismo actual, cujo maior templo é sem dúvida, a universidade de utilidade ideológica.
Estar alegre numa festa não nos autoriza a sermos escandalosos. Não se demore muito para se ir embora de uma festa. Aquele "grupinho" que fica até às quatro horas da manhã, quando a festa acabou à meia-noite é inconveniente e não é nada simpático. Não tenha dúvida. 
Apresente os seus amigos aos seus pais, quando eles forem à sua casa. Na sua festa procure que todos se sintam bem. Procure não deixar nenhum amigo só ou aborrecido. Faça com que todos tenham uma boa lembrança da sua festa. 
O velho, o jovem, o feio, todos devem receber igual atenção dos anfitriões e todos os esforços devem ser feitos por todos e não apenas pelos donos da casa, para que ninguém se sinta excluído.
Cuidado para não ocupar o lugar de alguém ao chegar a um recinto, se todos vieram atendê-lo na chegada. Aliás, também à mesa, entre amigos, na pizzaria, mesmo na informalidade mais amiga, não nos devemos sentar imediatamente ao chegarmos, à frente dos outros. Mas antes procurar acomodar todos, vendo se alguém tem alguma preferência de lugar, companhia, etc. 
A comunhão, pressuposto básico das refeições, não deve estar limitada ao bolo do aniversário partilhado entre todos. A comunhão é das almas, das pessoas e, portanto, a cortesia e a consideração pelo outro é o meio natural de expressar e promover a verdadeira comunhão. 
Elogie os pratos, especialmente se tiverem sido preparados onde estiver a comer.
Divertir-se mas não perder-se: O que é importante considerar em toda diversão, é que ela não incite a nenhuma perda de densidade humana e cristã, para que não leve o homem a portar-se guiado e estimulado pela gula, pela sensualidade ou por um espírito de procura inebriante de excitamento, que o torne um joguete e não um ser humano, no sentido mais nobre do termo, ou seja, feito à imagem e semelhança de Deus. 
Outra virtude dos nossos actos e palavras, é a discrição pela qual segredos naturais e a intimidade dos outros não se dizem, nem são objecto de nossa especulação. Coisas que podem magoar não devem ser ditas. Se nos calarmos não nos vamos arrepender nunca. Se não for em função de caridade, ou  nosso dever denunciar um erro, não devemos fazê-lo.
Se falarmos muito há maior possibilidade de errarmos divulgando o que não devemos. Quando sentimos raiva é a melhor hora para sermos discretos. Sermos discretos é calarmos nessas circunstâncias. Devemos procurar as palavras que reflectem a vida. A boca fala da abundância do coração.
A intensidade com que vivemos, ou seja, como trabalhamos, como nos relacionamos com as outras pessoas, como interpretamos o que acontece à nossa volta, enfim, o que damos de nós na vida quotidiana,  está profundamente relacionado com as convicções que nos movem.
        A intensidade com que vivemos é uma virtude, quando ela é a vibração do amor que deveria pautar a nossa vida. O amor é o que nos torna semelhantes a Deus. É isso que quer dizer "somos feitos à sua imagem e semelhança." É pelo amor que nos assemelhamos a Deus.


   Pajovi

domingo, 4 de setembro de 2016

SIGNIFICADO DA FÉ

SIGNIFICADO DA FÉ
A fé é a expressão máxima da natureza religiosa do homem. Quando recebemos a Cristo como Salvador Deus pôs em nós uma fé centralizada na pessoa de Jesus Cristo. Não se trata de uma confiança cega ou sem fundamento. É a confiança plena na Palavra de Deus pois ela é inteiramente verdadeira e infalível. É o reconhecimento da obra de Cristo, de seu poder e do seu ensino para nossa vida. É o Espírito Santo que opera a fé, e diga-se de passagem: Ele só habita no coração daqueles que abandonaram definitivamente o estilo de vida mundano para seguirem a Cristo. Em João 14.17 lemos assim: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.”
1.A FÉ QUE NOS FOI DADA
Em Judas 3, lemos: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” Esta fé deve ser preservada e fortalecida a cada dia. Em Colossenses 2.6-8 lemos: “como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens.”

 2.A FÉ É PROVISÓRIA
Após o arrebatamento da igreja não necessitaremos mais de fé, tendo em vista que estaremos pessoalmente com Cristo. O que devemos fazer até a chegada desse dia glorioso? Confiar a cada dia nas promessas de Deus crendo para contemplar a glória de Deus. Jesus disse a Marta: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? (João 11.40) Em Hebreus 11.6 lemos assim: “ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”
 3.SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS. POR QUÊ?
Quando duvidamos da Palavra de Deus insinuamos que ela não é verdade e toda dúvida acerca da Palavra procede diretamente do diabo. O diabo pretende minar o fundamento de nossa fé que é a Palavra. Tenhamos cuidado com pensamentos dessa natureza! Desde o início do mundo ele tem usado esta estratégia. Quando estávamos no mundo, o diabo nos enganava sussurrando que poderíamos viver de qualquer maneira sem ser necessário obedecer a Palavra de Deus, e que no final tudo sairia muito bem. Entretanto Cristo diz diferente. Ele orou por nós assim: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17.14-17) Deus nos quer afastados do sistema deste mundo perverso. Essa é a prova do novo nascimento. Em 1 João 5.4 está escrito: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.”

 4.A IMPORTÂNCIA DA FÉ
A fé é a nossa condição de vida! Está escrito: “o justo viverá da fé.” (Gálatas 3.11b) Sem ela seremos como um barco à deriva. Em 1 Timóteo 1.19 lemos assim: “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.”  Veja em sua Bíblia outras considerações acerca da importância da fé:
 Somos salvos pela graça por meio da fé. (Ef 2.8,9)
 Temos acesso a Cristo pela fé. (Ef 3.12)
 Cristo habita em nossos corações pela fé. (Ef 3.17)
 A fé é um escudo para proteção da alma. (Ef 6.16;
 Somos guardados pela fé. (1 Pe 1.5; 1 Co 1.24)
As promessas de Deus são recebidas paciência e fé. (Hb 6.12,15; 11.33)
5.CONSEQUENCIAS DA FALTA DE FÉ
A fé é o princípio da obediência. Só obedece quem tem fé e só tem fé quem obedece. Portanto não praticar a Palavra de Deus significa não ter fé nele. Se alguém não crê na eficiência da Palavra de Deus tal pessoa viverá segundo o seu próprio pensamento ou viverá enganada, daí a desobediência e o fracasso espiritual. Por isso Cristo falou: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.”
6.COMO SE EXPRESSA A FALTA DE FÉ NA PALAVRA DE DEUS
Viver de forma materialista (avarenta)  Em 1 Tm 6.10 lemos: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Cristo nos ensinou a combater a avareza. Em Lucas 12.31 lemos: “Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Em Hebreus 10.38,39 lemos também: “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.”

7.UM ALERTA SOBRE NOSSOS SENTIMENTOS
Fiquemos certo que enfrentaremos muitas lutas e obstáculos. Cristo não escondeu isto de ninguém. Ele falou assim: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16.33) O mandamento de Cristo é ter bom ânimo, ou seja, manter-se animado apesar das circunstâncias. Não podemos servir a Deus com base em nossos sentimentos, pois eles mudam! Vejamos o exemplo do apóstolo Paulo quando enfrentou algumas dificuldades: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos, trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos” (2 Coríntios 4.7-10) Já pensou se ele se deixasse ler levado pelas emoções?
8.DEUS JÁ GARANTIU A NOSSA VITÓRIA
Como dissemos, em nossa jornada cristã surgirão muitos obstáculos que desafiarão a nossa fé. Nestes momentos tenhamos plena confiança nas promessas de Deus e aprendamos a descansar nele. Ter fé significa colocar-se inteiramente na dependência de Deus sabendo que Ele cuidará de nós. Disse o Pr. Charles Stanley: “Desânimo e entusiasmo são questões de escolha.” De fato, quando mudamos a nossa mente sabendo que Deus está no controle de qualquer situação somos vitoriosos. Nos dias do profeta Habacuque a escassez de alimentos era um grande problema. O profeta poderia ter ficado triste e abatido, mas como ele se comportou? Ele escolheu descansar na soberania de Deus! Habacuque se expressou assim: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” (Habacuque 3.17,18) Esta é a escolha certa que devemos aprender em nosso caminhar com Cristo.
9.PROMESSAS DE DEUS PARA FORTALECER A FÉ
Aprendemos com o profeta Habacuque que devemos deleitar-nos no Senhor. Há centenas de promessas de Deus para o seu povo. Vamos citar aqui apenas algumas para não alongar muito o nosso estudo:
“Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.” (Salmos 27.14)
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” (Efésios 6.10)
“A alegria do Senhor é a vossa força.” (Neemias 8.10b)
“Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.” (Salmos 91.2)
“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaias 41.10)
“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes.” (Deuteronômio 31.8)
“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” (Salmos 34.7)
“Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.” (Salmos 91.7)
“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.” (Romanos 16.20)
10.CONCLUSÃO
Após considerar o cuidado especial de Deus por nós, resta-nos alegar-nos diariamente por esse grande privilégio. De tudo que aprendemos neste estudo, veja os 5 passos fundamentais para manter a fé fortalecida:
Meditar na Palavra. (Leia Josué 1.8; Sl 19.8; Jr 15.16; Sl 119.133) Separarmos tempo para a oração. (Lucas 6.12; 18.7,8) Congregar-nos regularmente. (Hebreus 10.25) Trabalhar na evangelização. (1 Tessalonicenses 1.8) Sermos agradecidos (Romanos 4.20; Fp 2.14)
Que vivamos por fé, e não por vista. (2 Coríntios 5.7) Este é o plano de Deus para a vida de seus fiéis. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” (Fp 1.6)
“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.” (2 Timóteo 1.6)

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2:8


Que DEUS vos abençoe e guarde.

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