quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A Importancia da Pregação

 

 

“Desde os tempos da Igreja Primitiva até hoje são quase dois séculos de história da Igreja. Sempre que observamos e estudamos como eram os cultos dos primeiros cristãos, da Igreja Medieval, do período pós Reforma e contemporâneo, percebemos logo que no meio de tantas mudanças um elemento do culto continua a ter uma grande importância: a pregação. Claro, nem sempre em todas as eras a pregação foi realizada como deveria e nem sempre teve a sua importância tão enfatizada. Mas o que é realmente a pregação?

Desde a Reforma Protestante em 1523, a pregação do Evangelho tem um papel primordial dentro do culto cristão, pois com o resgate da salvação pela Graça, e não pelas obras, os reformadores entenderam que esse era o meio pelo qual Cristo salvaria o homem, por meio da proclamação da Sua Palavra. Tanto dentro da Linha tradicional, como na linha Pentecostal a Pregação foi enfatizada e era - e ainda é - por meio dela que o homem tem sido chamado a Cristo.

Mas hoje, no século 21, vemos uma perca da centralidade da Pregação no culto cristão. Cultos que duram duas horas, nos quais a pregação tem um pequeno espaço de 20-30 minutos, onde muitas das vezes por não estudar, o pregador acaba por dar ao povo uma sopa rala e infantil, algumas vezes distorcendo o Evangelho e não alimentando o rebanho de Cristo com alimento sólido e sadio. Assim, por não terem firmeza e conhecimento da Palavra, esses pregadores logo são levados à tona por ventos de doutrinas estranhas às Escrituras. Não falo aqui se o irmão é Arminiano ou Calvinista, esse não é o ponto, a questão é que muitas das igrejas que têm um estudo e pregação fraca da Palavra são levadas pelo vento do Liberalismo teológico ou do Neopentecostalismo, com uma ênfase exagerada na prosperidade, tirando o foco de Cristo e colocando o homem no Altar do Criador, fazendo do homem um ególatra e Deus um mero espectador, fazendo da Palavra apenas mais um livro e negando ser ela a Palavra de Deus dada aos homens.

A autoridade da pregação não está na eloquência ou sabedoria do pregador, mas no facto da mensagem apontar para Jesus” [Jilton Moraes. Homilética, da pesquisa ao púlpito, Pág 20.]

Outro facto ao qual podemos atentar é a importância dada ao louvor em detrimento da pregação. Comunidade onde o louvor acontece por mais do que uma hora, e a pregação tem um pequeno tempo, não sendo suficiente para “alimentar” o povo. Facto esse que não é certo, no entanto pode argumentar, “Irmão, mas Deus também fala através do louvor, Deus pode chamar um pecador ao arrependimento através do louvor”. Sim, isso é verdade, e o louvor é um momento de adoração a Deus e preparação para ouvirmos a mensagem, tem a sua devida importância no culto. Contudo não podemos tirar a Centralidade da Palavra pregada, principalmente se levarmos em conta que, muito do conteúdo da música gospel que temos hoje não centraliza a pessoa de Cristo, e outras possuem 15 minutos onde o cantor repete cansadamente as mesmas estrofes.

PRECISAMOS DA PALAVRA! 

O pregador é um despenseiro dos mistérios de Deus, ou seja, da auto revelação de Deus aos homens e é preservada nas Escrituras.” [John Stott. O perfil do Pregador, pag 20]

Por mais que hoje as coisas estejam meio complicadas, as coisas podem ser mudadas. Irmãos, que têm um desejo ardente de pregar, mas que pensam não ter conhecimento suficiente, não aceitem argumentos tolos como, “A letra mata...”. Estudem as Escrituras, leiam, releiam, procurem bons livros para ter mais noção daquilo que estão a ler, perguntem às pessoas que estão há mais tempo na fé. Sigam as indicações do Apóstolo Paulo a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15. 

Mas o que é a pregação? É a mensagem de Deus entregue aos homens, para que esses passem a outros. É o meio pelo qual Deus doutrina (ensina), santifica e nutre a Sua amada Igreja. A Pregação do Evangelho de Cristo é o principal, e o mais importante de todo o Culto.”


Pajovi 2022

sábado, 15 de janeiro de 2022

O QUE É A LIBERDADE!?

 Segundo os filósofos, Liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um  sujeito  racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

A nossa liberdade termina onde começa a dos outros.

Na verdade, O que é a Liberdade? Muito honestamente, penso que nunca ninguém soube, verdadeiramente. Escritores, psicólogos, filósofos, psiquiatras e sociólogos, na sua “maioria”, não sabem o que é a Liberdade. No entanto vale a pena reflectir, mudando a forma de como encarar uma das mais antigas questões intelectuais, senão a primeira, que se coloca aos homens de todos os tempos. Pela perspectiva contraditória e ilógica de saber o que é, poderíamos perguntar “o que não é a Liberdade?”

Cristianismo e Liberdade são dois grandes conceitos que deveriam ter o mesmo significado. «Foi para a liberdade que Cristo nos libertou» *Gal. 5:1. Ainda que o apóstolo Paulo possa ter dirigido essas palavras aos cristãos, por motivos relacionados com as circunstâncias do seu tempo e do local em que viviam, a sua frase não deixa de ser o lema de todos os cristãos, de todos os tempos.

Pelas suas origens, a Igreja de CRISTO, tem de assumir o papel de guardiã da liberdade neste mundo.

No entanto, a liberdade que Jesus pretendeu oferecer aos seus discípulos tem sido constantemente reprimida, ao longo de quase toda a História da humanidade, quer por ideologias políticas e religiosas, quer pelos próprios políticos e religiosos.

No mundo actual, todas as coisas são permitidas; prazer, euforia, e tudo que satisfaça e dê a sensação de liberdade total. Não existe espaço para limites ou para a disciplina, que são vistos como falta de liberdade ou, até mesmo, como repressão. Mas este mundo vai de mal a pior e, a cada dia aumenta mais a violência e a degradação, moral, intelectual e social provocada pelo exercício de liberdades tirânicas que, escravizam a consciência e anulam os mais legítimos ideais libertários, instituindo no lugar destes o caos, a desordem e a morte.

A liberdade que CRISTO oferece, só tem como limite a fronteira do amor. Ame como CRISTO amou e viva a liberdade plena, liberdade essa que não é contida por barreiras físicas, raciais, ideológicas ou geográficas. Seja livre!  

 

“A VERDADEIRA LIBERDADE CRIA OS SEUS LIMITES, A FIM DE NÃO USURPAR, OS DIREITOS E A LIBERDADE DOS OUTROS”. (Autor desconhecido)

*Gal. 5:1 - Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.

Jo. 8:32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Jo. 8:36 - Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Rm 6.22 - Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;

Pajovi 2022



sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Jesus realmente nasceu em 25 de dezembro?

 

Não há nenhum mandamento na Bíblia que nos diga para celebrarmos o nascimento do Salvador, embora a sua chegada ao mundo tenha sido comemorada por alguns Lc 2:8-20,25-30). Este assunto é muito controverso e polêmico e gera dúvidas, tal como alguns pesquisadores já fizeram, apoiado em vários estudiosos, tentarei expor a data aproximada do nascimento do Salvador Jesus.

Esta é uma pergunta que muita gente faz, embora alguns já tenham a resposta de que não, Jesus definitivamente, não nasceu no dia 25 de dezembro. Mas quais as razões evocadas para que Ele não tenha nascido nesse dia?

Primeiro, durante a data do nascimento de Jesus aconteceu uma “peregrinação” (Lc 2:1-7). César Augusto convoca a população judaica para que se alistasse (Registasse num censo). A finalidade dele era muito provavelmente ter registado o nome de todas as famílias, para coletar os seus impostos ou procurar homens para compor o seu exército.

Geralmente, durante o mês de Dezembro, faz frio nas terras de Israel. O mês de Dezembro corresponde ao mês de kislev (ou quisleu) no calendário bíblico (hebraico ou judaico), que é o nono mês (Zc 7:1).

Existem pelo menos 2 versículos na Bíblia que mostram que neste mês o tempo é frio e até chuvoso, portanto impróprio para “peregrinação” (Esd. 10:9Jer. 36:22,23). O próprio Jesus já havia mencionado que no inverno a “peregrinação” é difícil (Mat. 24:20). E ainda, devido ao mau tempo e o frio, era improvável que pastores estivessem nos campos apascentando os seus rebanhos, como a Bíblia relata que estavam no dia em que o Ungido nasceu (Lc 2:8).

Por todos estes motivos, é pouco provável que o filho de Deus tenha nascido no mês de Dezembro.

Mas como calcular a data do nascimento de Jesus?

A Bíblia dá algumas pistas da data mais aproximada do nascimento do Senhor. Primeiro  devemos observar que Maria (Miriam; em aramaico), a sua mãe, ficou grávida dele enquanto Isabel (original Elisheba (Elisabete?) e “erroneamente”? conhecida como Isabeltinha 6 meses de gravidez de João, (o imersor ou batista), ler em Lucas 1:26-27,36.

Zacarias e Isabel (Isabel vem do hebraico ‘elisheba) (Elisabete?) eram da família sacerdotal (Lc 1:5), e enquanto este homem já velho recebe o anúncio de que seria pai, conforme relatado em Lucas capítulo 1:5-25, estava a cumprir seu turno sacerdotal, que era o turno de Abias.

Mas o que significa isto?

Em 1º Crônicas 24 é descrito como as famílias sacerdotais eram escaladas para fazer as atividades do templo em Jerusalém. Foram criados 24 turnos por ano, portanto cada família trabalhava metade de 1 mês, cerca de 15 dias.

Por sorteio, à família de Abias calhou o 8º turno (1º Crôn. 24:10). Ou seja, na segunda quinzena do quarto mês bíblico, que é chamado Tamuz.

O mês Tamuz situa-se entre junho e julho do calendário gregoriano, que é o que usamos atualmente no continente europeu e noutras partes do mundo.

Por tudo o que vimos até aqui, considerando o tempo natural da gestação, João nasceu 9 meses depois. Então, observando o calendário abaixo, a partir da data da gravidez de Isabel (Elisabete), temos as seguintes informações:

 

Mês hebraico

Calendário gregoriano

Concepção de João

Nissan

Março – Abril

Lyar

Abril – Maio

Sivan

Maio – Junho

Tamuz

Junho – Julho

Gravidez de Isabel
(Elisabete)

Av

Julho – Agosto

1º mês

Elul

Agosto – Setembro

2º mês

Tishrei

Setembro – Outubro

3º mês

Chesvan

Outubro – Novembro

4º mês

Kislev

Novembro – Dezembro

5º mês

Tevet

Dezembro – Janeiro

6º mês:
Anúncio a Maria (Miriam)
da sua gravidez
(Lc 1:26,36)

Shevat

Janeiro – Fevereiro

8º mês
1º de Maria (Miriam)

Adar

Fevereiro – Março

9º mês
2º de Maria (Miriam)

Adar 2 (ano bissexto)

Março – Abril

Fonte dos meses: CONIB.

 

Tendo em conta este calendário, vemos que João nasceu no mês de Adar, que seria entre os meses de Fevereiro e Março. E como sabemos, no sexto mês de gravidez de Isabel (Elisabete) (Tevet), Maria (Miriam), sua parente, fica grávida do Senhor. Dali para a frente então devemos contar o tempo normal da gestação, que seria 9 meses.

Nesse caso o Mestre nasceria no mês de Tishrei, o sétimo mês do calendário hebraico, que se situa entre Setembro e Outubro.

Agora se ligarmos os pontos, e concluirmos sem muita dificuldade que Jesus nasceu durante a festa das cabanas ou tendas (sukot), porque ela acontece justamente no sétimo mês (Tishrei), de acordo com Levítico 23:41-43. E ainda existe uma possibilidade da palavra original aramaica “burya” ser traduzida por “tenda” (cabana) e não “manjedoura” como em Lucas 2:7,12,16, o que reforçaria essa investigação. Assim está na tradução da Peshitta aramaica de James Murdock, o que foi reproduzido na tradução para o português de Tsadok ben Derech, por exemplo.

 

Tradução de Lucas 2:7 na Bíblia Peshitta tradução bilingue por Tsadok ben Derech, “tenda” e não “manjedoura”?.

Isto parece fazer sentido, pois se não havia lugar para se hospedarem durante aquele período de festa e peregrinação, naturalmente eles montariam uma tenda para habitarem, já que era a festa das tendas (cabanas ou tabernáculos) também.

Logo, César Augusto certamente se aproveita da ocasião natural de peregrinação dos israelitas para Jerusalém e faz o seu recenseamentoSukot era a última festa de peregrinação do ano e geralmente acontece entre as últimas semanas de Setembro e começo de Outubro.

Curiosamente, uma profecia bíblica afirma que todas as nações subirão a Jerusalém para celebrar esta festa de ano em ano, possivelmente no reino milenar do Ungido (Zc 14:16).

Embora seja possível calcular os turnos sacerdotais por outros caminhos, este parece-me ser coerente para tentar resolver a questão acerca de que dia Jesus (Yeshua) realmente nasceu.

Em relação ao ano de seu nascimento, É consensual que foi entre 6 e 4 AEC ¹, pois o relato de Mateus narra que Herodes tentou matá-lo quando ele tinha menos de 2 anos (Mt 2:1-16), e este monarca morreu no ano 4 AEC ¹. E é por isso que aqui não uso as siglas a. C. (antes de Cristo) e d. C. (depois de Cristo) para me referir às datas do calendário gregoriano. Pois se Herodes I morreu no ano 4 a. C. enquanto Yeshua tinha cerca de 2 anos, isso significa que este nasceu em 6 ou 5 “antes de Cristo”? Isto é ilógico.

 


¹ “Era Comum” é o período que mede o tempo a partir do ano primeiro no calendário gregoriano. É um termo alternativo para Anno Domini, latim para "no ano do Nosso Senhor", também traduzido como a Era Cristã”.

Fonte; Wikipédia

Fontes de consulta:

·       Estudo sobre o Natal, por Marcos Felipe Pimentel Arruda.

·        Afinal, quando nasceu Jesus? Por Rodrigo Silva Arqueologia.

·        Quando Jesus nasceu? Foi em 25 de Dezembro?  Por Daniel Conegero.

·        Qual a data correta do nascimento de Jesus? Por Ron Allen.

·        Astrônomos e historiadores se unem para desvendar quando nasceu Jesus. Portal G1

·        Quando, historicamente, nasceu Jesus? Biblia.com.br

·        Bíblia Peshitta (tradução do Aramaico)


     Este texto, não passa de uma curiosidade, escrita apenas para tentar conhecer um pouco mais, sobre o nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não tendo por pretenção ser ou servir, de estudo ou ensino nem bíblico nem histórico.





Pajovi    2021

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