Para onde vão as almas das pessoas depois da morte? Elas já vão para o céu ou para o inferno ou permanecem nalgum lugar intermediário a dormir?
Todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, o seu espírito volta a Deus.
“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Eclesiastes 12:7 (ARA).
A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem, ou salvos ou condenados. Ninguém morre com o seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo do “Juiz” na vida de todos nós.
“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” Hebreus 9:27 (ARA).
Morremos uma só vez e depois disto vem sobre
nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separa os salvos dos
condenados após a sua morte. Este juízo de Deus separa os salvos para o céu e
os condenados para o inferno. Todos, nos seus respetivos lugares, aguardam a
volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.
Lembremo-nos que o juízo final é um juízo público que ocorrerá, onde todos comparecerão perante Deus. Evidentemente os salvos, neste juízo final, serão declarados justificados por causa da salvação dada por Cristo!
“então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do Mundo” Mateus 25:34 (ARA).
A Bíblia não nos “autoriza” a pensar que o
espírito fica a dormir, a aguardar a segunda volta de Jesus Cristo ou nalgum
lugar intermédio.
O nosso espírito fica consciente após a morte
e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os
condenados aguardam no inferno e os salvos no céu).
Alguns textos indicam-nos esta realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz.
“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:43 (ARA).
Observe que Jesus lhe promete que, após
morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermédios.
Outro texto que apoia esta realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu.
“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” Lucas 16:22-23 (ARA).
Nenhum deles se encontra a dormir. Todos estão
acordados e conscientes.
Jesus não usaria uma “inverdade” como pano de
fundo de uma parábola. Assim, esta parábola aponta sim, para o destino final de
cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por
Deus.
Observe ainda que Apocalipse fala de santos, ou seja, servos de Deus que já estavam no céu e todos ali acordados, conscientes e a louvar:
“Depois destas coisas, vi, e eis grande
multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e
línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras
brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus,
que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” Apocalipse 7:9-10
(ARA).
Em relação à comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há esta possibilidade. A Bíblia não diz nada que apoie esta ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática.
“Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” Isaías 8:19 (ARA).
Qualquer tipo de comunicação com pessoas
falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores,
pois as pessoas falecidas, como está demonstrado acima, estão já nos seus
lugares, determinados por Deus a aguardar o grande dia, ou seja, a volta do
Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.
Pajovi
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