segunda-feira, 5 de maio de 2025

Para onde vão as almas das pessoas depois da morte?

 

Para onde vão as almas das pessoas depois da morte? Elas já vão para o céu ou para o inferno ou permanecem nalgum lugar intermediário a dormir?


Todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, o seu espírito volta a Deus.

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Eclesiastes 12:7 (ARA).

A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem, ou salvos ou condenados. Ninguém morre com o seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo do “Juiz” na vida de todos nós. 

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” Hebreus 9:27 (ARA).

Morremos uma só vez e depois disto vem sobre nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separa os salvos dos condenados após a sua morte. Este juízo de Deus separa os salvos para o céu e os condenados para o inferno. Todos, nos seus respetivos lugares, aguardam a volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.

Lembremo-nos que o juízo final é um juízo público que ocorrerá, onde todos comparecerão perante Deus. Evidentemente os salvos, neste juízo final, serão declarados justificados por causa da salvação dada por Cristo!

“então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do Mundo” Mateus 25:34 (ARA).

A Bíblia não nos “autoriza” a pensar que o espírito fica a dormir, a aguardar a segunda volta de Jesus Cristo ou nalgum lugar intermédio.

O nosso espírito fica consciente após a morte e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os condenados aguardam no inferno e os salvos no céu).

Alguns textos indicam-nos esta realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz. 

“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:43 (ARA). 

Observe que Jesus lhe promete que, após morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermédios.

Outro texto que apoia esta realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu.

“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” Lucas 16:22-23 (ARA). 

Nenhum deles se encontra a dormir. Todos estão acordados e conscientes.

Jesus não usaria uma “inverdade” como pano de fundo de uma parábola. Assim, esta parábola aponta sim, para o destino final de cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por Deus.

Observe ainda que Apocalipse fala de santos, ou seja, servos de Deus que já estavam no céu e todos ali acordados, conscientes e a louvar:

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” Apocalipse 7:9-10 (ARA). 

Em relação à comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há esta possibilidade. A Bíblia não diz nada que apoie esta ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática.

“Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” Isaías 8:19 (ARA).

Qualquer tipo de comunicação com pessoas falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores, pois as pessoas falecidas, como está demonstrado acima, estão já nos seus lugares, determinados por Deus a aguardar o grande dia, ou seja, a volta do Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.

 

Pajovi

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