quarta-feira, 14 de maio de 2025

VIVER - Fé e Trabalho

 

Como cristãos, temos razões muito diversas para falarmos sobre a nossa fé em Cristo e, isto não é para o fazermos dentro da “Igreja”, mas sim “fora de portas”, em especial no nosso local de trabalho. Temos, no entanto, de ter em atenção de que como funcionários, assumimos perante o nosso empregador, cumprir com as regras internas da empresa, durante o nosso tempo de trabalho. Como bom testemunho cristão devemos respeitar esse compromisso. Isto não invalida de que demos testemunho, com atitudes corretas e cordiais, esforçando-nos por sermos os melhores colaboradores da empresa e, termos também atitudes de colaboração com os nossos colegas de trabalho. Isto mais tarde, vai dar-nos “autoridade” moral, para pudermos partilhar e falar da nossa fé.  Temos de nos lembrar de que no dia-a-dia, as atitudes e os comportamentos do cristão, podem ser a única Bíblia, que os que estão à nossa volta, irão “ler”. Por este motivo, o cristão tem de ser o espelho, onde todos à sua volta, irão ver refletida a “imagem de Deus”.

Tenho ouvido em alguns “workshops” sobre homens cristãos de negócios, que devemos de ser “boas novas”, antes de partilharmos essas mesmas “boas novas”. Ou seja, não vamos ter nenhum impacto positivo com o que dizemos, mesmo que sejamos fiéis às escrituras, se a nossa forma de ser e de estar for; arrogante, egoísta, preguiçosa, desonesta ou se tivermos falta de compaixão e de empatia pelos outros.

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” Provérbios 22:1 (ARA).

 A meu ver, estes são alguns dos princípios bíblicos que servem para ganhar o respeito das pessoas com quem trabalhamos no dia-a-dia; demonstrar amor pelos outros: Isto mostra e reflete o trabalho de Deus em nós. Para o conseguirmos, temos de demonstrar preocupação e compaixão genuínas, até mesmo colocar os interesses dos outros antes dos nossos, sempre que necessário. 

“Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;” Tiago 2:8 (ARA).

Reconhecer que necessitamos de perdoar: Perdoar é um imperativo do cristão de extrema importância.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mateus 6:14-15 (ARA).

Este versículo mostra-nos que o perdão é essencial, para que também possamos nós, receber o perdão de Deus na nossa vida.

Quando finalmente a oportunidade surgir e as “portas se abrirem”, então, podemos e devemos partilhar a nossa fé cristã, mas, temos de estar preparados para responder a todas as questões e dúvidas que nos colocarem. Se a nossa atitude até ao momento foi a correta, tudo está mais facilitado.

“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” 1 Pedro 3:15 (ARA).

A maioria de nós chegou à fé e salvação porque alguém partilhou a sua fé connosco, como tal temos o dever (e obrigação) de fazer o mesmo por com os outros!

Ouvi há pouco tempo uma pregação intitulada; “Conquistando o Respeito dos Colegas de Trabalho”. (Pregador; Pastor, Robert J. Tamasy), nesta pregação o orador falou sobre sermos, “embaixadores de Cristo” eficientes, no local de trabalho e, citou o seguinte versículo;

“De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” 2 Coríntios 5:20 (ARA).

Devemos, pois, de ser “embaixadores” de Cristo também e especialmente no nosso local de trabalho.

Tudo isto é válido também, para quem é empresário e empregador, neste caso com responsabilidades acrescidas, pois o mesmo testemunho, terá de ser não só perante os colaboradores, como também perante os clientes. O empregador (empresário cristão), tem de ser um líder, a nível profissional, mas também espiritual. Tenha estas frases em consideração; “Se pensa que é um líder e não tem ninguém que siga o seu exemplo, está apenas a fazer uma caminhada.” (John Maxwell).

Se quer avaliar o seu impacto enquanto líder cristão, pergunte a si mesmo; o que é que faz com que as pessoas (seus liderados) tenham o desejo de o seguir? Veja se existe alguém que o esteja a seguir pelo seu exemplo. Quando alguém nos segue livremente, demonstra que está a acontecer liderança. Alguns líderes pensam que as pessoas os seguem, devido à sua capacidade de persuasão, ao seu carisma, às suas realizações, às propostas, à fama ou a outras qualidades e atributos. Algumas pessoas gostam de seguir líderes, que parecem estar a fazer com que as coisas aconteçam. Mas nem sempre é assim.

Um verdadeiro líder cristão (empresário) é aquele que consegue conquistar o respeito dos seus “liderados” com atitudes e exemplos de vida, sem imposições disciplinares. Este tipo de líder cristão (empresário), deve mostrar interesse pelos problemas e dificuldades dos seus “liderados”, sem se imiscuir nas suas vidas pessoais, mas, tentando resolver os seus problemas com ajudas concretas, quer sejam materiais, físicas ou espirituais.

Quer seja um empresário /empregador ou um colaborador (empregado), na qualidade de cristão, se a nossa fé for “testada” no trabalho, temos de perseverar.

 “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” Tiago 1:3-4 (ARA).

Que todos tenham presente a Palavra de Deus e o exemplo de Jesus Cristo (sejam imitadores de Cristo) nas vossas vidas, nos locais de trabalho. Lembrem-se que nós cristãos não podemos ser só calor, temos de ser luz, que brilha para todos à nossa volta. Tenha sempre presente esta frase; “Que o nosso exemplo de vida, possa ser a “Bíblia” que os outros vão ler, através desse exemplo”.

“e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;” 1 Tessalonicenses 4:11 (ARA).

 

Pajovi 2025

 

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