sábado, 19 de abril de 2025

Páscoa o que é? Porque a celebramos?!

 

A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus. A data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul).

 

A Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A palavra "Páscoa" originou-se do termo hebraico "Pessach", que significa "passagem". Assim, a Páscoa simboliza a passagem da morte para a vida. Representa a libertação por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, que trouxe salvação a todos que creem Nele:

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” João 11:25 (ARA).

 

Ovos, chocolate, convívio em família... Todas estas coisas se tornaram parte da celebração da Páscoa, mas não explicam o seu significado. A Bíblia dá-nos a resposta e esclarece como surgiu a festa da Páscoa e a razão de a celebrarmos.

 

A Páscoa na Bíblia

A Páscoa é uma comemoração que relembra a libertação da escravidão. Esta celebração teve origem num evento do Antigo Testamento, mas apontava para o seu significado mais completo, com a obra salvadora de Jesus Cristo.

 

A origem da Páscoa

Tudo começou há muito tempo, no Egito. Nesta noite, a tensão era alta. Os israelitas esperavam ansiosamente em casa pelo grande momento. Então, à meia-noite, o silêncio foi quebrado por gritos de desespero. E a ordem chegou. Estava na hora de partir.

Os israelitas tinham sido escravizados pelos egípcios, mas Deus tinha prometido libertá-los. Ele enviou pragas devastadoras sobre o Egito e fez grandes milagres, mas o Faraó não libertou o povo. Por isso, Deus decidiu enviar uma última praga, mais terrível que todas as outras.  Numa só noite, o filho mais velho de cada casa no Egito seria morto. Mas, para os israelitas, seria uma noite de livramento.

 

“Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor.”  Êxodo 12:11 (ARA).

Para fazer a distinção entre o povo de Deus e os egípcios, cada família israelita sacrificou um cordeiro no lugar do filho mais velho e colocou o seu sangue à volta da porta da casa. Quando o anjo da morte "passou" - 'pesah', ele viu o sangue nas portas dos israelitas e passou por cima das suas casas sem matar ninguém.

Os israelitas assaram os cordeiros sacrificados e fizeram pães sem fermento, porque não tinham tempo para fazer pão levedado. Todos comeram com pressa, com tudo preparado para partir. Deus tinha avisado que precisavam de estar prontos. Ainda nessa noite seriam livres!

O filho do Faraó também morreu nesta noite. Ele, então, permitiu que os israelitas se fossem embora. Eles saíram do Egito vitoriosos, sem uma única batalha! Este foi um dia de julgamento para o Egito, mas de salvação para o povo de Deus. Para lembrar este dia, Deus instituiu a festa da Páscoa, que significa passagem, porque o anjo da morte "passou" pelas casas no Egito, naquela noite.

 

“Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas.”  Hebreus 11:28 (ARA).

 

A Páscoa no Antigo Testamento:

Durante muito tempo a tradição da festa da Páscoa continuou viva, para relembrar a libertação de Israel do Egito. A festa da Páscoa deveria ser um memorial para o povo judeu, relembrando-os da salvação magnífica concedida pelo Senhor.

Mas, muito mais que escravidão exterior, a Bíblia apontava para outra terrível prisão; os pecados que afastam as pessoas de Deus. Por isso, todos os anos cada família deveria apresentar-se diante do sacerdote e, oferecer sacrifícios a Deus, para perdão dos pecados.

 

A Páscoa no Novo Testamento:

A Páscoa foi “reconstituída” ao longo da história na Bíblia. Das marcas de sangue nas portas, para os rituais de sacrifícios no Templo, agora a Páscoa tem o seu significado completo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir do Novo Testamento, já não seriam necessários sacrifícios anuais de animais. O Filho de Deus cumpriu tudo de uma vez por todas (leia; Hebreus 9:28).

Foi durante a celebração da festa da Páscoa, que mais tarde, Jesus Cristo foi oferecido como sacrifício pelos pecados de todos. Aqueles que acreditam nas Suas Palavras podem receber o perdão que Ele concede graciosamente.

Muitos profetas do Antigo Testamento anunciaram a chegada do Messias, o Salvador do mundo. Jesus é o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (leia; João 1:29). Todas as imagens anteriores apontam para esta obra salvadora de Deus através de Jesus; o sangue derramado, o cordeiro, a morte, a vida, a ressurreição.

 

A Páscoa cristã:

Todos nós fomos escravizados pelo pecado e precisamos de ser libertados. Deus prometeu trazer julgamento sobre o mundo, mas Ele nos ofereceu um escape; Jesus Cristo.

Os israelitas sacrificaram um cordeiro para salvar as suas famílias. Deus sacrificou o seu próprio Filho para nos salvar! Durante a festa da Páscoa judaica, Jesus morreu na cruz no nosso lugar. Agora quem crê em Jesus como seu Salvador está livre da condenação.

O sangue de Jesus é um sinal na vida de quem o ama, protegendo-nos do castigo eterno. Ele liberta-nos da escravidão do pecado e nos dá uma vida nova. Agora todos podemos fazer parte do povo de Deus e viver em liberdade!

É por isso que continuamos a celebrar a Páscoa, mas com um significado diferente do Antigo Testamento. Celebramos a libertação do pecado, o perdão do castigo e a vitória sobre a morte! A Páscoa é a celebração da salvação conquistada por Jesus Cristo.

 

Citações; Bíblia on Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia de Estudo Peshitta – Dicionário Bíblico Strong Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong

 

 

Pajovi 2025

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Páscoa o que significa? Porque a celebramos? Parte 3

 Páscoa o que significa? Porque a celebramos?

“Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor.” Êxodo 12:11 (ARA)

 

Os israelitas sacrificaram um cordeiro para salvar as suas famílias. Deus sacrificou o seu próprio Filho para nos salvar! Durante a festa da Páscoa judaica, Jesus morreu na cruz no nosso lugar. Agora quem crê em Jesus como seu Salvador está livre da condenação. O sangue de Jesus é um sinal na vida de quem o ama, protegendo-nos do castigo eterno. Ele liberta da escravidão do pecado e dá uma vida nova. Agora todos podemos fazer parte do povo de Deus e viver em liberdade!

É por isso que continuamos a celebrar a Páscoa, mas com um significado diferente do Antigo Testamento. Celebramos a libertação do pecado, o perdão do castigo e a vitória sobre a morte! 

A Páscoa é a celebração da salvação da humanidade, conquistada por Jesus Cristo.

 

“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1:29 (ARA)

 

Citações e referências: Bibliaon.com

Versículos bíblicos: Bíblia na tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada. 

 






Pajovi 2025

sábado, 12 de abril de 2025

Páscoa o que significa? Porque a celebramos? Parte 2

 

Páscoa o que significa? Porque a celebramos? 

 

As origens da Páscoa.

A Páscoa é uma comemoração que relembra a libertação da escravidão. Essa celebração teve origem num evento do Antigo Testamento, mas apontava para o seu significado mais completo, com a obra salvadora de Jesus Cristo. Os israelitas tinham sido escravizados pelos egípcios, mas Deus tinha prometido libertá-los. Ele enviou pragas devastadoras sobre o Egito e fez grandes milagres, mas o Faraó não libertou o povo. Por isso, Deus decidiu enviar uma última praga, mais terrível que todas as outras. Numa uma só noite, o filho mais velho de cada casa no Egito seria morto. Mas, para os israelitas, seria uma noite de livramento.

Para fazer distinção entre o povo de Deus e os egípcios, cada família israelita sacrificou um cordeiro no lugar do filho mais velho e colocou o seu sangue à volta da porta da casa. Quando o anjo da morte "passou" “Pessach”, ele viu o sangue nas portas dos israelitas e passou por cima de suas casas sem matar ninguém.

“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” Êxodo 12:13 (ARA)



Citações e referências: Bibliaon.com

Versículos bíblicos: Bíblia na tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada. 

 

Pajovi 2025


quinta-feira, 10 de abril de 2025

Páscoa o que significa? Porque a celebramos? Parte 1

 Páscoa o que significa? Porque a celebramos?

Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A palavra “Páscoa” tem origem na palavra hebraica “Pessach”, que significa “passagem”. Páscoa, então, significa a passagem da morte para a vida. Trata-se da libertação através da morte e ressurreição de Jesus Cristo, que trouxe salvação para todos os que creem nele:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” João 11:25 (ARA).

Ovos, chocolate, convívio em família. Todas estas coisas se tornaram parte da celebração da Páscoa, mas não explicam o seu significado. A Bíblia dá a resposta, esclarecendo como surgiu a festa da Páscoa e a razão de a celebrarmos.



Citações e referências: Bibliaon.com

Versículos bíblicos: Bíblia na tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada. 

 

Pajovi 2025

domingo, 6 de abril de 2025

Melhor consolo.

 

Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação.” Jó 21:2 (ARA). 

 

No meio de grande sofrimento e sem entender o porquê de tudo aquilo, Jó fez uma declaração em: Jó 2:11! Esta é uma verdade poderosa. Pois, quando estamos a enfrentar adversidades, o que menos precisamos de ouvir são sermões, críticas, falatórios desnecessários.

Jó quando foi acometido por perdas e pela enfermidade com que teve que lidar, recebeu os seus amigos que sensibilizados pela sua situação, foram até ele; 

 

Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita; e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo.” Jó 2: 11 (ARA).

 

Os seus amigos ficaram tão chocados ao vê-lo que mal o reconheceram. Eles choraram alto, rasgaram os seus mantos e jogaram terra nas suas cabeças (leia; Jó 2: 12).

 

Sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.” Jó 2: 13 (ARA) 

 

Mas, passados os sete dias, eles resolveram falar… E Jó teve que ouvir muita coisa sem necessidade. Ouviu críticas, foi censurado, ouviu muitas palavras duras. Acredito que as suas intenções eram boas (assim como nós, que estamos sempre carregados de boas intenções, não é mesmo?!)

Mas, o que Jó realmente precisava e desejava, era de ser ouvido, ser escutado com atenção. Infelizmente, pecamos muito nesta área. Temos dificuldade em ouvir as pessoas, de segurar a língua dentro da boca. Temos “receitas” para tudo. Temos muitos conselhos para dar. Mas, como ajudar alguém que nem sequer conseguimos ouvir? Ouvir com atenção é um ato de amor. Talvez ajudemos mais, ao ficarmos calados, do que a dar conselhos.

Uma palavra dita na hora certa faz toda diferença. Que sejamos tardios para falar e prontos para ouvir. Que possamos dar aos outros o melhor consolo; ouvir com atenção, ouvir com o coração. Afinal, todo processo de ajuda começa com uma escuta cuidadosa, amorosa e atenta. E nós queremos servir de bênção para os outros, não é?!

Que Jesus Cristo nos ajude nas nossas limitações.

 



 

Pajovi 2025

 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Explorando Apocalipse 12:1-17

 (aconselhável ler todos os versículos).

Quem é a mulher citada em Apocalipse 12.1, que está vestida de sol e está com a lua debaixo dos pés e tem uma coroa de 12 estrelas na cabeça. Quem é ela e o que significam todos estes simbolismos ligados a ela? 

 

O livro de Apocalipse apresenta-nos simbolismos bem profundos que exigem de nós um conhecimento bíblico amplo e profundo para os conseguirmos entender. Muitas vezes só mesmo com ajuda de um teólogo (tal com eu fiz, ao falar com 2 pessoas, que muito respeito e que considero dos mais conceituados nestas matérias).

O texto mencionado diz o seguinte: 

 

“Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” Apocalipse 12:1 (ARA).

 

1Ela seria Maria? Para os católicos romanos esta mulher é Maria, principalmente pelo fato do texto mencionar em Apocalipse 12:5 o nascimento de um menino que rege as nações, que só pode ser Jesus Cristo (isto segundo os católicos romanos).

Mas Apocalipse 12:2, que cita a mulher a sofrer tormentos para dar à luz, parece entrar em choque com a doutrina católica de que Maria deu à luz sem dores.

Ela seria Israel, de onde veio o Messias? Para um bom grupo de teólogos esta mulher simboliza o Israel do Velho Testamento, de onde veio o Messias prometido.

Mesmo com todas as investidas do Dragão (Diabo), Israel permaneceu, não foram destruídos, e o plano de Deus da vinda do Salvador cumpriu-se na história.

Porém, em Apocalipse 12:17, temos a menção da descendência da mulher, o que parece indicar a continuidade do povo de Deus, daqueles que guardam o testemunho e a fé em Jesus Cristo, o que parece apontar para a igreja apostólica.

Ela seria o “Israel” que compreende todo o povo de Deus, na Antiga e na Nova Aliança. Esta visão aponta que esta mulher, simboliza a totalidade do povo do Senhor, tanto os do Velho Testamento como os do Novo Testamento!

Ela seria o “Israel” que compreende todo o povo de Deus, na Antiga e Nova Aliança. Essa visão aponta que essa mulher simboliza a totalidade do povo do Senhor, tanto os do Velho Testamento e os do Novo Testamento!

2Para seguirmos o nosso estudo, irei escolher a terceira opção, pois parece-me ser a mais alinhada com o contexto. Ou seja, a mulher simboliza o povo de Israel da antiga aliança, de onde veio o Messias, mas também aponta para o povo de Deus na Nova Aliança.

Isto porque existe apenas um povo de Deus. Todos, unidos, são a totalidade do povo de Deus em todos os tempos.

Sendo assim, passemos agora a entender as simbologias que o texto aplica a esta mulher. Vamos estudar as 3 principais, que são (Sol, Lua e coroa com 12 estrelas).

3Uma mulher vestida do sol: O sol no contexto de Apocalipse aponta para algo glorioso, esplendoroso e poderoso. Lembremo-nos que João está a ver esse sinal “no céu”. Ou seja, o povo de Deus reflete nele a glória do próprio Deus.

Ela está vestida porque a glória não lhe pertence, a glória lhe é dada a Ela pelo Senhor. A igreja gloriosa já é vista no céu, porque a sua vitória é certa e já foi determinada por Deus!

Mas o tempo final ainda não chegou. E a igreja é vista também na terra a lutar! Ela já é vencedora e já está vestida com a glória de Deus, que irá revelar-se em toda a plenitude no final dos tempos!

 

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” Apocalipse 12:17 (ARA).

 

4Uma mulher com a lua debaixo dos pés: Algo que é colocado debaixo dos pés de alguém indica a figura de domínio dessa pessoa. A igreja domina junto com o Senhor Jesus. Tudo está sob o domínio do Senhor!

 

“Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” Salmos 24:1 (ARA).

 

Jesus Cristo tem toda a autoridade no céu e na terra e é o cabeça da igreja, logo, esta autoridade também é vista na igreja do Senhor.

A lua (e os astros em geral) representam coisas grandiosas e gloriosas. Os poderes do inimigo são grandes, mas estão vencidos pela autoridade maior de Cristo e da Sua igreja. Todo o poder está nas mãos de Cristo!

5Uma mulher com uma coroa de doze estrelas na cabeça: A coroa indica realeza, indica grandeza, glória. A coroa é colocada na cabeça e a cabeça da igreja é Cristo:

 

“Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” Colossenses 1:18 (ARA).

 

Logo, Cristo reina, é o Rei dos reis e Senhor dos senhores e a Sua igreja reina junto Dele, sob o comando Dele, na direção Dele e sob a proteção Dele.

As 12 estrelas apontam para a totalidade do povo de Deus. Doze é o número das tribos de Israel doze também foram os apóstolos chamados por Cristo (antiga e nova aliança juntos).

Este número simboliza a união do povo de Deus em todas as épocas e, as estrelas são símbolos de vitória. Os vitoriosos eram coroados. Cristo é vitorioso e a Sua igreja também juntamente com Ele!

A igreja está toda debaixo da cabeça coroada de Cristo. Ela, por isso, também está coroada, glorificada!

 

Nota: O texto apresentado é; uma compilação das respostas às minhas perguntas, efetuadas a 2 teólogos, que muito respeito e admiro. E também à consulta de; Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong – Bíblia Peshita e Bíblia Almeida (ARA)

Pajovi 2025


segunda-feira, 31 de março de 2025

Amizade verdadeira.

 

“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” Provérbios 17:17 (ARA).

 

A Bíblia é essencialmente um livro de relacionamentos. Desde a criação, Deus projetou o ser humano para se relacionar. A união entre homem e mulher deu origem à família e as nações nasceram dos laços entre pessoas. No entanto, nem todo o relacionamento é saudável; a opressão de um tirano, por exemplo, jamais refletiria o propósito divino. Por outro lado, dos relacionamentos genuínos e alinhados à vontade de Deus vieram as famílias que compõem a linhagem de Cristo (leia; Mateus 1:1-17).

O conceito bíblico de amizade é bem diferente do atual. Atualmente, ser amigo é muitas vezes resumido a passar tempo juntos e compartilhar interesses. Mas, nas Escrituras, amizade significa compromisso, amor e cooperação. O amigo verdadeiro é aquele que permanece ao seu lado em todas as circunstâncias, que se alegra e chora consigo, reparte o pão e luta ao seu lado nas batalhas da vida. Nos momentos de angústia, a amizade verdadeira revela um irmão solidário (leia; Provérbios 17:17). Deus valoriza a amizade de tal forma que Ele mesmo escolheu ser amigo de Abraão, jurou por Si mesmo a favor dele e da sua descendência. Esta relação tornou-se um modelo do que significa ser amigo de Deus; uma ligação que vai para além das palavras, baseada em fidelidade e propósito.

Jesus, ao caminhar com os Seus discípulos, elevou a amizade a um nível espiritual profundo. Ele os chamou de amigos, não servos e partilhou os mistérios do Reino e os Seus próprios sofrimentos. Ele buscava neles irmãos solidários, embora soubesse que falhariam na Sua hora mais difícil. Mesmo assim, Jesus chamou Judas de "amigo", mostrou que a amizade verdadeira permanece fiel, ainda que não seja correspondida (leia; Mateus 26:50).

A amizade que Deus nos oferece em Cristo não depende da nossa perfeição ou reciprocidade. Ele nos ama apesar das nossas falhas e convida-nos a termos um relacionamento que tem como objetivo a nossa salvação (leia; Efésios 2:16).

 

“A amizade é a felicidade no amor e o conforto na dor.” – T. Ferreira

 


Pajovi 2025

sábado, 22 de março de 2025

PENSAMENTOS DE VIDA

 

 Há coisas que nos fazem pensar. Tesouros que outros homens nos deixaram e que podemos aproveitar, tirar frutos da sua experiência. Podem ser poemas completos ou curtas palavras cheias de sentido.

Porque, se é verdade que na escola se aprendem muitas coisas, os manuais escolares feitos pelas editoras não são muito úteis para construir um homem.

Para os aproveitar convenientemente, é preciso que exista já um homem com as qualidades necessárias para isto. Uma pessoa capaz de se superar, de insistir, de se esforçar. É preciso ter uma vontade forte, um gosto de aprender. Um sonho, talvez.

Começamos por ser bebés, depois crianças, depois adolescentes e finalmente adultos. Tivemos uma família e educação, melhor ou pior. Mas chega uma altura em que ficamos sozinhos e, é bom encontrarmos aquelas frases luminosas, capazes de acender em nós qualquer coisa que fique connosco e faça parte de nós; frases que nos recordem o caminho certo, que nos deem o impulso necessário para subir a montanha que temos de subir.

Hoje, sai de todas as dificuldades; ou melhor, expulsa todas as dificuldades, pois elas não estão no exterior, mas sim no teu interior, nas tuas opiniões e conceitos de vida.

O problema que estiveres a atravessar enfrenta-o. Não fiques a dar voltas, a fingir que ele não existe. Se o problema existe, é para ser resolvido. Se for grande demais, vai resolvendo parte por parte, até que ele fique mais pequeno a cada dia que passa. Dá atenção especial a todos os que são gentis e amáveis contigo, com certeza receberás gentileza também. Mas não te esqueças, de que nem todos os dias são bons para todos. Dá à tua paciência, à tua compreensão e ao teu raciocínio todo fôlego que eles precisam. Pensa duas vezes se tiveres que engolir algum "sapo". Lembra-te, ele pode ser indigesto demais. E, mesmo que hoje o teu dia seja bastante atarefado, não te esqueças de deixar alguém feliz, manda um “olá” a quem queres bem, às pessoas de quem realmente gostas. Talvez amanhã o teu dia seja muito mais ocupado que hoje, como tal, faz isto agora mesmo, não guardes para amanhã.

Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a ação; semeia a ação e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter.

 

“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.Salmos 139:1-2 (ARA)

 

Que DEUS abençoe todos os dias da tua vida.

 

 


 

Pajovi 2025

quinta-feira, 20 de março de 2025

Correção, um ato de amor de Deus.

 

“porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” Hebreus 12:6-7 (ARA).

 

Ser filho de Deus é um privilégio incomparável, que nos concede a vida eterna por meio de Cristo Jesus. É a porta de entrada para pecadores, antes destinados à condenação, serem recebidos no Reino de Deus. Uma herança inestimável, oferecida gratuitamente por um Pai amoroso, a quem nada fez para a merecer, mas que pela graça divina, é alcançado e adotado na família celestial.

Ter Deus como Pai é o início de uma relação de amor profundo e, ao mesmo tempo, de confronto necessário. O Deus santo acolhe filhos ainda marcados pela natureza humana, sujeita ao erro e ao pecado. Por isso, Ele nos chama a procurar a perfeição, pois o Seu caráter perfeito exige que sejamos moldados à Sua imagem. Este processo de transformação, conhecido como correção ou repreensão, é a ferramenta divina para nos ajustar no Seu propósito.

Pela nossa natureza, resistimos à correção. Ela expõe o nosso orgulho, confronta o nosso ego e nos tira da falsa segurança onde acreditamos estar sempre certos. Contudo, é no confronto que Deus nos leva à “casa do oleiro” (leia; Jeremias 18:4), onde não somos meros espectadores, mas o vaso que é quebrado e moldado novamente pelas mãos do Criador.

A correção, embora dolorosa, é um ato de amor. Ela educa a mente e cura o coração. É o remédio celestial que, mesmo sem anestesia, restaura a nossa alma. Por meio dela, a nossa consciência é purificada, a nossa inocência é renovada e nos tornamos mais semelhantes a Cristo (leia; Oséias 6:1). Em Cristo Jesus, temos o privilégio de clamar “Aba, Pai” e de sermos chamados filhos de Deus, parte da geração eleita. Mas este privilégio vem com o desafio de aceitar a disciplina divina. Fugir da correção é negligenciar o crescimento que Deus planeou para nós. Quando nos submetemos à Sua repreensão, somos fortalecidos e conduzidos à perfeição (leia; Tiago 4.10).

Que possamos abraçar a correção com humildade e, reconhecer que é por meio dela que o Pai nos molda para refletirmos a Sua glória!

 

“Os rudes entalhes da repreensão têm o único objetivo de nos colocar no prumo, para que sejamos utilizados no edifício celestial”. (D. L. Moody)

 


 

Pajovi 2025

quarta-feira, 19 de março de 2025

Porque é que o domingo se tornou o dia de adoração?

 

Os cristãos começaram a reunir-se no domingo, o primeiro dia da semana, para celebrar a ressurreição de Jesus. O Novo Testamento traz várias evidências disto:

 

A ressurreição de Cristo aconteceu no domingo (leia; Mateus 28:1-6).

Os primeiros cristãos reuniam-se no domingo: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão…” (leia; Atos 20:7).

Paulo instruiu que as ofertas fossem coletadas no domingo (leia; 1 Coríntios 16:2).

 

Estas reuniões no domingo não anulavam o mandamento do sábado, mas cumpriam o seu objetivo, um dia dedicado a Deus e de descanso. O domingo tornou-se o dia de celebração da nova aliança em Cristo e marcou o início de um novo tempo para os cristãos.

A perspetiva de Paulo sobre o sábado;

Paulo também teve problemas com pessoas que queriam colocar peso e julgamento sobre o sábado, naqueles irmãos que ele evangelizou. Ele abordou a questão do sábado ao enfatizar que não nos devemos julgar uns aos outros em relação a dias específicos:

 

“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” Colossenses 2:16 (ARA).

 

Este texto, reflete a liberdade cristã de não estar mais sob o jugo das exigências cerimoniais da Lei. O centro agora é, a essência do mandamento; dedicar tempo a Deus, independentemente do dia específico.

Concluo, portanto, que o cristão deve ter o seu dia de descanso, Deus fez desta forma, porém, não está fixado ao dia específico do sábado. Pode guardá-lo no domingo, ou, caso a sua profissão assim o exigir, poderá guardá-lo ainda noutro dia da semana (por exemplo, um médico que faz emergências e tem folgas em dias alternados).

Por isto, Jesus, quando disse que “nem um i ou um til jamais passará da Lei” (leia; Mateus 5.18), estava a falar que, Nele, tudo se iria cumprir conforme o determinado por Deus, inclusive todos os aspetos da Lei, como Deus os tinha dado e não como os fariseus os interpretavam.

 

Consultas; Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia Peshitta – Dicionário Bíblico Strong

 

Pajovi 2025

segunda-feira, 17 de março de 2025

Encontrar Forças no Meio das Lutas.

 

Alguma vez imaginou como seria viver uma vida sem preocupações? Uma existência idílica, isenta de conflitos, adversidades e sofrimento? E quanto a ser capaz de cumprir prazos sem “stress” ou pressão? Não ter que ficar preocupado com a execução dos objetivos de vendas? Ter sempre relacionamentos harmoniosos com todos os colegas de trabalho e funcionários? Desejamos-lhe boa sorte a tentar encontrar um lugar assim, onde não existam conflitos!

Na verdade, não seria boa sorte descobrir como viver sem lutas. Isto porque as lutas são um ingrediente essencial da receita para uma vida bem-sucedida e recompensadora (carreira, casamento, e tudo o mais que vale a pena obter). Pense em alguns dos muitos exemplos que encontramos à nossa volta:
A borboleta, que precisa de lutar para sair do casulo onde foi formada. Ela tem de empurrar e esforçar-se para desenvolver a força necessária para sair do casulo que ela construiu sendo ainda uma lagarta. Se remover a borboleta antes do tempo e ela morre.

O atleta de destaque que aplaudimos pelas suas realizações. Nós não vemos as incontáveis horas de prática, treino e preparação, o esforço para levantar pesos e tornar-se mais forte.

O músico virtuoso que executa impecavelmente belas composições. Não podemos imaginar todo o trabalho, as infindáveis e agonizantes repetições exigidas para atingir aquele nível de desempenho.
Poderíamos pensar em muitos outros exemplos, mas a realidade é simples; sem lutas, a vida é impossível. Como o consultor e criador de equipas de liderança, Brian Kight afirmou: “A luta não é apenas um caminho necessário, é o melhor caminho. A luta não é apenas uma coisa boa; é a melhor coisa. Nem todos estão dispostos a lutar pelo que mais desejam. Estes permitem que as lutas os derrotem. Porém a luta define a recompensa. Não existem recompensas que valham a pena receber sem lutas para as conquistar.”
Lendo as Escrituras vemos como Deus usa as lutas como uma importante ferramenta para nos transformarmos na pessoa em que Ele quer que nos tornemos. Aqui estão algumas das razões: 

 

As lutas ensinam dependência:

Quando as coisas são realizadas sem esforço, é fácil confiar na autossuficiência. Quando temos que lutar, reconhecemos as nossas limitações e o quanto precisamos do Senhor. Como Jesus ensinou aos Seus seguidores: 

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” João 15:5 (ARA). 

De forma similar o apóstolo Paulo reconheceu: 

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece.” Filipenses 4:13 (ARA). 

 

As lutas ensinam humildade:

Já foi dito que aprendemos mais com o fracasso do que com o sucesso, porque quando fracassamos é fácil compreender o porquê. Os fatores envolvidos no sucesso são geralmente mais difíceis de identificar. O apóstolo Paulo foi muito aplaudido como mestre, mas Deus permitiu sofrimento e lutas na sua vida a fim de o manter apropriadamente centrado. 

 

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:7-9 (ARA).

 

As lutas geram forças: Trabalhar no meio de desafios e adversidades fortalece-nos de várias maneiras; no nosso caráter, nos nossos valores e convicções, na nossa determinação de perseverar e na nossa fé. Por isto Paulo pode declarar:

 

 “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:10 (ARA).

 

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