sábado, 15 de março de 2025

A ORAÇÃO NO DIA-A-DIA DA SUA EMPRESA

 

“Aquilo nem com rezas lá vai!” Já alguma vez ouviu esta expressão? Alguma vez disse ou pensou nalguma coisa assim? Normalmente, uma afirmação destas, pressupõe que o sucesso ou a sobrevivência de uma empresa é muito improvável ou que o seu fim está próximo. Isto sugere que nem mesmo as orações iriam ajudar.

Vamos olhar para esta questão de uma maneira diferente. A minha experiência, aponta para que muitas empresas, grandes ou pequenas, entram em dificuldades ou mesmo em situação de falência, precisamente por não envolverem “A Oração”. Muitos empresários e gestores “cristãos”, baseiam a sua gestão nos seus conhecimentos pessoais. Se em vez de confiarem apenas no seu conhecimento humano, procurarem a sabedoria de Deus e se voltarem para Ele em busca de orientação, a situação seria por certo outra que não a falência.

Conheci algumas pessoas que pensavam ter aquilo que chamavam de; serem ideias infalíveis. Conceberam estratégias de “marketing” incríveis. Mas faltava algo; não oraram a pedir a orientação de Deus sobre o assunto, presumiram que teriam a Sua Bênção.

Um meu amigo, a quem apareceu uma “daquelas oportunidades” que (à primeira vista) não se podem perder, avançou sem exitar. Arranjou as verbas necessárias, angariou parceiros de negócio e fez o que o típico homem de negócios faz, exceto orar. Poucos anos depois o seu negócio “imperdível” estava em situação de falência, o que trouxe a este amigo graves problemas.

Mesmo no meio dos empresários cristãos, a ideia de incluírem a oração no planear dos seus negócios é na maioria encarado com um encolher de ombros e, por vezes até com ceticismo. Porquê orar sobre aquilo que vamos fazer no trabalho? Muitos têm mesmo este pensamento; o que é que Deus tem a ver com uma empresa? Na verdade, se acreditarmos nas Escrituras, Deus tem muito a ver com o resultado como se desenvolvem as nossas empresas (se sobrevive e prospera, ou se fracassa).

Pense nisto; A orientação de Deus é, sem dúvida superior á nossa.  De onde vem o nosso intelecto, a nossa experiência, a paixão e os talentos para nos dedicarmos a um empreendimento ou negócio? Podemos trabalhar duramente para desenvolver as nossas habilidades, mas “a matéria prima” com que iniciamos vem de Deus. Quando envolvemos Deus nos nossos planos, estamos a reconhecer tudo o que Ele já fez e o que está sempre a fazer por nós.

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” Provérbios 20:24 (ARA).

O pensamento de Deus supera e ultrapassa o nosso. A meu ver existem duas atitudes perigosas no planeamento de negócios que envolvem Deus; Ignorá-Lo totalmente, ou presumirmos que tudo o que fizermos, desde que seja legal, será aceitável para Deus.

Na nossa vontade de seguir em frente, decidimos muitas vezes não consultar Deus de antemão, o que é uma infelicidade, porque há sempre fatores que não consideramos, mas que nos poderiam ser reveladas através da oração. Ou Deus nos poderia indicar um caminho melhor.

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” Provérbios 16:3 (ARA).

 “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.” Provérbios 19.21 (ARA).

O calendário de Deus é muito melhor que o nosso. Na nossa ideia, geralmente sentimos necessidade de agir imediatamente, tememos perder uma oportunidade. As Escrituras ensinam que seria sábio agir com precaução, com expectativa acompanhada por oração.

“Descansa no Senhor e espera nele, … Espera no Senhor, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra. … Salmos 37:7-34 (ARA).

 

Pajovi 2025

quarta-feira, 12 de março de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Essa escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos chama a obedecer. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E esse amor que Deus nos dá pelas outras pessoas nos leva a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos deles em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber por quê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com Ele a Palavra da salvação.

 

 

Pajovi 2025

Alegria nas fraquezas.

 

Fraqueza. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que é; “Tendência para ceder a sugestões ou imposições” “Falta de solidez”. Mas quem gosta de ser fraco? Todas as pessoas que são apontadas como exemplos a serem seguidos, são pessoas fortes, não fracas. Sendo assim, quem apreciaria ter “fraqueza” entre as suas qualidades? Porém, Jesus mostrou um padrão diferente. Em Filipenses 2.5-8, Paulo explica:

 

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Filipenses 2.5-8 (ARA).

 

Jesus estava no céu a desfrutar de toda a sua glória e poder. Porém, não se apegou a isso e, por amor, decidiu comprometer-se. Ele se esvaziou a Si mesmo;

 

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” Filipenses 2:7 (ARA).

 

 Assumiu a forma humana como servo e acabou morto numa cruz. Nós temos um Deus que não só se enfraqueceu, como expôs as suas fraquezas a fim de cumprir o propósito do pai.

Paulo também compreendeu que, apesar das suas fraquezas, a graça de Deus é poderosa o suficiente para realizar os seus propósitos. Sem dúvida, isto lhe garantiu força e coragem ao suportar sofrimentos e se tornou um motivo de alegria, pois sabia que o poder de Cristo estava garantido através dele.

Aceitar as nossas fraquezas faz-nos compreender que não conseguimos fazer nada por conta própria. Precisamos ser dependentes de Deus, pois é isto que nos transforma. Por isso, devemos aprender com Paulo e com outros cristãos que ainda hoje enfrentaram a perseguição, porque viveram (e vivem) isto na prática. Uma pessoa partilha: “A dor ou a força a lidar com o ponto mais fraco da sua personalidade. Se desiste e desanima, mas, nalgum momento, a situação torna-se maravilhosa porque descobre que Cristo o ama apesar das suas fraquezas”.

É quando reconhecemos as nossas fraquezas e as entregamos a Cristo, que entendemos de maneira prática que, quando somos fracos, na realidade somos fortes. Isto só acontece ao percebermos que não é possível viver com base na nossa própria força. Mas, ao considerarmos as nossas fraquezas, permitimos que o poder de Deus aja em nós.

 

 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10 (ARA).

 

Pajovi 2025

 

sábado, 8 de março de 2025

Corpo corruptível e o corpo incorruptível

 

Corpo corruptível e o corpo incorruptível1 Coríntios 15:12-58 (versão ARA). (importante ler todos os versículos).

 

“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?” 1 Coríntios 15:12 (ARA).

 

A ideia que era pregada, dizia que não havia a ressurreição dos mortos (volta de um morto à vida), ou seja, uma continuidade da vida após a morte. Paulo vai então explicar porque este pensamento estava errado.

 

Corpo corruptível e o corpo incorruptível.

1→Na sua explicação Paulo demonstra que Jesus Cristo é o modelo da ressurreição dos mortos realizada por Deus e, que ela ocorreu de fato e foi testemunhada por muitos (leia; 1 Coríntios 15:1-11).

 

Na sequência Paulo mostra que a ressurreição dos mortos, está totalmente ligada à fé cristã e que é uma esperança dos servos de Deus.

Levanta de seguida uma questão, sobre essa ressurreição e o corpo das pessoas para complementar a sua explicação: 

 

“Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?” 1 Coríntios 15:35 (ARA). 

 

2→Paulo explica que haverá uma mudança no corpo das pessoas, pois o corpo mortal não poderá receber uma herança que é imortal, eterna (a salvação).

Segue-se o versículo: 

 

“Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” 1 Coríntios 15:53 (ARA). 

 

Vamos agora analisar estes dois termos; corruptível e incorruptibilidade.

 

3→A palavra grega “phthartos”, traduzida por “corruptível” na versão que usamos, significa algo que perece, que se estraga.

Portanto, “corpo corruptível” é uma citação que indica o nosso corpo mortal, que envelhece, que morre, que se decompõe com a nossa morte. Por outras palavras, ele se torna pó.

Este corpo, mostra Paulo, não pode herdar a salvação, pois não é compatível com a realidade espiritual plena, pois foi maculado pelo pecado e é destruído pela morte.

 

4→A palavra grega “aphtharsia” traduzida por “incorruptibilidade” na versão que usamos, significa algo que não se estraga, eterno, perpétuo, algo que não apodrece.

Portanto, “se revista de incorruptibilidade” é uma citação que indica uma transformação a ser realizada em nós. Paulo mostra que Deus transformará os nossos corpos mortais em corpos imortais (leia; 1 Coríntios 12:52), capazes de gozar a nova realidade de vida proporcionada por Deus:

 

“E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” 1 Coríntios 15:54 (ARA).

 

Assim como Cristo venceu a morte, os Seus servos também a vencerão com essa ação de Deus neles.

 

5→Portanto, em resumo, temos duas realidades mostradas no texto; a primeira é a realidade atual, onde nosso corpo ainda perece, morre e se decompõe. Essa realidade continuará até à segunda vinda de cristo. 

Após esta vinda de Cristo os nossos corpos corruptíveis serão transformados em corpos incorruptíveis pelo poder de Deus.

Isto é necessário para que possamos viver plenamente e completamente (corpo e espírito) a nova realidade do céu, eterna, sem pecado, sem dor, sem pranto.

Alguns questionam; qual será a aparência desse novo corpo que teremos? De criança, de jovem, de adulto, de velho? Para esta dúvida não existe resposta, Deus não nos revelou na Sua Palavra.

 

Nota: Consultas; Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA) – Bíblia Phishita – Dicionário Bíblico Strong – Presbítero André (Professor de teologia). 

 

Pajovi 2025

 

Continue a escalada.

 


pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” Hebreus 3:13 (ARA).

 

Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com o seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para o descer até ao chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que tinha chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar a tentar. Incrivelmente, ele conseguiu ligar-se à rocha e completar a escalada, com o incentivo do seu amigo. A visão que pôde contemplar do alto daquela rocha foi gratificante; ainda bem, disse ele ao amigo, que não me deixaste desistir.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus encorajavam-se mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Numa cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (leia; Romanos 12:1;1 - Tessalonicenses 4:1). Os cristãos encorajavam-se uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (leia; Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (leia; Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem ligados à Igreja (leia; Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (leia; 1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio da Sua morte e ressurreição, Jesus nos ligou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele.

 

“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”. 1 Tessalonicenses 5:11 (ARA).

 

Pajovi 2025

domingo, 2 de março de 2025

Colheita e Ação de Graças.

 

” Aleluia! Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.” Salmos 106:1 (ARA).

 

Há milhares de anos, Deus falou diretamente a Moisés e instituiu um novo festival para o Seu povo. Em Êxodo 23:16, segundo o registo de Moisés, Deus disse:

 

“Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho.” Êxodo 23:16 (ARA).

 

Hoje, países de todo o mundo fazem algo semelhante, celebrando a abundância da terra. Em Gana, África, as pessoas celebram o “Festival Yam” como um evento de colheita. Na China, existe o Festival do Meio Outono (Lua). Nos Estados Unidos e Canadá: “Thanksgiving”.

Para entender o objetivo de uma celebração de colheita, lembremo-nos de Noé logo após o dilúvio. Deus lembrou a Noé e à sua família (e a nós), da Sua provisão para que pudéssemos sobreviver neste mundo. A Terra teria as estações do ano, a luz do dia e a escuridão e a “sementeira e a ceifa” (leia; Gênesis 8:22). A nossa gratidão pela colheita, que nos sustenta, vai toda para Deus.

Não importa onde vive ou como comemora a generosidade da sua terra, aproveite o tempo de hoje para expressar gratidão a Deus, pois não teríamos colheita para celebrar sem o Seu grande projeto criativo.

 

A gratidão reflete o sentimento de um coração alegre.



 

Pajovi 2025

Aprenda a servir.

 

” …e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.” Marcos 10:44 (ARA).

 

Parecia bom o conselho que li uma certa vez: Faça somente aquilo em que for bom, pois assim sentir-se-á mais realizado. O autor da frase estava a tentar ajudar os leitores a criar o tipo de vida que eles queriam. Não sei sobre si, mas se eu fizesse somente aquilo em que eu sou bom, não faria muito!

Na bíblia no livro de Marcos 10, lemos a respeito de dois discípulos, Tiago e João, que tinham alguns planos para o tipo de vida que desejavam para si um dia. Eles pediram para estar à direita e à esquerda de Jesus no Seu reino (leia; Marcos 10:37). Os outros 10 discípulos estavam “muito descontentes” com eles por tal pedido (leia; Marcos 10:41). (Possivelmente porque queriam essas posições para si mesmos!)

Mas Jesus aproveitou a oportunidade para ensinar aos Seus seguidores sobre outro tipo de vida; de serviço aos outros. Ele disse: “…quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (leia; Marcos 10:43-44). Parece que o projeto de Deus para nós é; que nos sirvamos uns aos outros.

Mesmo Jesus, o Filho de Deus, “…não veio para ser servido, mas para servir…” (leia; Marcos 10:45). Ao olharmos para o exemplo de Cristo e dependermos da ajuda do Espírito Santo, também podemos ser servos e viveremos uma vida plena.

 

“As grandes ocasiões para servir a Deus são raras, mas as pequenas ocorrem diariamente.”

 

Pajovi 2025

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Salários na Igreja?

 

Será lícito um pastor receber financeiramente pelo trabalho que realiza na obra de Deus? Ou um autor cristão, que se dedica a produzir dicionários e conteúdos de estudo, receber pelas obras que publica?

 

“Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” 1 Timóteo 5:18 (ARA).

 

Ou ainda, missionários que deixam tudo e vão para terras distantes evangelizar estão errados ao receberem valores monetários para o seu sustento e do seu lar?

Podemos ainda pensar sobre os professores de seminários que preparam pastores, eles não devem receber nada pelas aulas que dão? Aqueles que produzem as bíblias que compramos estão errados ao determinar certo valor para aquisição destes materiais?

Alguns respondem a estas perguntas ao citarem; Mateus:

 

“Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8(ARA).

 

É muito comum hoje que os trabalhadores da obra de Deus sejam bastante hostilizados com o uso deste texto, onde muitos afirmam que qualquer coisa que venha de Deus deve ser dada, não deve de forma alguma ser-lhe atribuído qualquer valor.

Assim, pastores, autores, músicos, missionários, professores, etc., têm sido acusados com base neste versículo de serem mercenários, ou seja, de não cumprirem o texto bíblico a favor de si mesmos.

Mas será que o versículo de Mateus 10:8 proíbe as pessoas que trabalham na obra de Deus de receberem o seu sustento pelo seu trabalho? Vejamos uma análise sobre esse texto:

O que NÃO significa de graça recebeste, de graça dai?

(1) De graça recebestes, de graça dai não significa que a Bíblia proíbe servos de Deus que se dedicam de forma especial à obra do Senhor de serem sustentados pelo trabalho que realizam. Isto fica claro quando observamos alguns textos e situações bíblicas:

a) Paulo recebeu salário por algum tempo para manter o seu trabalho missionário de pé em Corinto:

 

“Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir” 2 Coríntios 11:8 (ARA).

 

b) Paulo foi sustentado pela igreja de Filipos no início da sua caminhada no seu trabalho missionário: 

 

“E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” Filipenses 4:15-16 (ARA).

 

c) Os presbíteros que faziam um bom trabalho, deveriam ser honrados por isso também financeiramente: 

 

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” 1 Timóteo 5:17-18 (ARA).

 

d) A Bíblia, no Velho Testamento, já dava o direito do sustento àqueles que eram designados a servir como sacerdotes. No Novo Testamento, Paulo orienta que aqueles que pregam o evangelho que tirem o seu sustento dele:

 

“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” 1 Coríntios 9:13-14 (ARA).

 

e) Paulo considerava o sustento do trabalhador que servia ao evangelho, como um direito que poderia ou não ser exercido. Nalguns momentos Paulo escolheu não exercer, mas de forma alguma pregou contra o direito daqueles que o exercem:

 

“não temos nós o direito de comer e beber? E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?” 1 Coríntios 9:4 (ARA).

 

O que REALMENTE significa de graça recebestes, de graça dai?

(2) Como observamos claramente nos textos acima, não temos uma proibição na Bíblia de que as pessoas que se dedicam de forma especial ao evangelho vivam dele.

Mas o que Jesus quis dizer então com “de graça recebestes, de graça dai”? Para responder a esta pergunta, basta olharmos para o contexto. O que Jesus deu àqueles discípulos naquele momento? Vejamos:

 

“Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades” Mateus 10:1 (ARA).

 

Foi este poder que eles receberam de graça. Assim, de graça recebestes, de graça dai, significa que eles não deveriam usar esta autoridade que eles receberam ali como uma moeda de troca, ou seja, não lhes era permitido exigir que só fariam aquilo se houvesse pagamento.

(3) É um erro achar que “de graça recebestes, de graça dai” seja uma proibição, por exemplo, de que um autor que dedica anos e anos de estudos e pesquisa não possa financiar o seu trabalho com a venda de um livro que tem os seus custos de produção e distribuição.

Se realmente fosse proibido que tudo aquilo que recebemos de Deus não pudesse gerar sustento na nossa vida, então nada poderia gerar algum ganho, pois TUDO que temos e somos vem de Deus, recebemos tudo Dele:

 

“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Deuteronômio 8:17).

 

Assim, se recebeu o talento para ser médico, deveria atender as pessoas sem cobrar nada por isso?

(4) Por fim, apenas para pegar em alguns exemplos, se aquelas pessoas que imprimem as Bíblias que usamos não pudessem cobrar um valor por elas, logo as fábricas fechariam, pois quem arcaria com os custos de produção?

Se aqueles que se dedicam a escrever comentários e literaturas cristãs para adultos e crianças, ajudando-nos a entender melhor a Palavra, não pudessem ter desse trabalho o seu sustento, logo teriam de deixar de o fazer, ou fazer num ritmo extremamente lento, pois teriam de achar outras formas de sustento para si e para o seu lar.

Isto prejudicaria em muito a produção de literatura cristã e o crescimento da obra do Senhor. Se os professores dos seminários não pudessem receber qualquer valor pelas aulas que dão, teriam de parar de dar aulas para cuidar das suas famílias com outro tipo de trabalho.

Quem prepararia os pastores? É por isso que Deus, na Sua sabedoria, não proibiu que aquele que se dedica ao evangelho possa sustentar-se desse mesmo evangelho.

(5) Evidentemente que repudio todos os excessos e exageros daqueles que são “apenas exploradores”. Mas não podemos generalizar e penalizar os servos fiéis com base nos comportamentos errados daqueles que cometem exageros, nem usar um texto bíblico de forma errada, para acusar servos que estão de acordo com os princípios bíblicos, de serem mercenários, por receberem o seu sustento merecido do seu trabalho fiel a Deus.

De graça recebestes, de graça dai, é um padrão de boa conduta que os servos de Deus devem seguir e não uma forma de jogar os servos de Deus numa sarjeta como se não fossem dignos de serem sustentados pelo trabalho que realizam.

 

Pajovi 2025

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Esta escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos chama para obedecermos. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E este amor que Deus nos dá pelas outras pessoas leva-nos a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos deles em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber por quê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com ele a Palavra da salvação.

 

Pajovi 2025

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Alegria nas fraquezas.

Fraqueza. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que é; “Tendência para ceder a sugestões ou imposições” “Falta de solidez”. Mas quem gosta de ser fraco? Todas as pessoas que são apontadas como exemplos a serem seguidos, são pessoas fortes, não fracas. Sendo assim, quem apreciaria ter “fraqueza” entre as suas qualidades? Porém, Jesus mostrou um padrão diferente. Em Filipenses 2.5-8, Paulo explica:

 

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Filipenses 2.5-8 (ARA).

 

Jesus estava no céu a desfrutar de toda a sua glória e poder. Porém, não se apegou a isso e, por amor, decidiu comprometer-se. Ele se esvaziou a Si mesmo;

 

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” Filipenses 2:7 (ARA).

 

 Assumiu a forma humana como servo e acabou morto numa cruz. Nós temos um Deus que não só se enfraqueceu, como expôs as suas fraquezas a fim de cumprir o propósito do pai.

Paulo também compreendeu que, apesar das suas fraquezas, a graça de Deus é poderosa o suficiente para realizar os seus propósitos. Sem dúvida, isto lhe garantiu força e coragem ao suportar sofrimentos e se tornou um motivo de alegria, pois sabia que o poder de Cristo estava garantido através dele.

Aceitar as nossas fraquezas faz-nos compreender que não conseguimos fazer nada por conta própria. Precisamos ser dependentes de Deus, pois é isto que nos transforma. Por isso, devemos aprender com Paulo e com outros cristãos que ainda hoje enfrentaram a perseguição, porque viveram (e vivem) isto na prática. Uma pessoa partilha: “A dor ou a força a lidar com o ponto mais fraco da sua personalidade. Se desiste e desanima, mas, nalgum momento, a situação torna-se maravilhosa porque descobre que Cristo o ama apesar das suas fraquezas”.

É quando reconhecemos as nossas fraquezas e as entregamos a Cristo, que entendemos de maneira prática que, quando somos fracos, na realidade somos fortes. Isto só acontece ao percebermos que não é possível viver com base na nossa própria força. Mas, ao considerarmos as nossas fraquezas, permitimos que o poder de Deus aja em nós.

 

 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10 (ARA).

 

Ore: Senhor nosso Deus e Pai, eu reconheço toda a minha fraqueza e te peço agora; dá-me a força do teu Espírito, para que eu não volte mais a pecar. Liberta-me espiritualmente de todos os laços que me prendem ao mal, para que eu caminhe em santidade e possa contemplar, um dia, a Tua face.

 

Pajovi 2025 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Amar o próximo é uma escolha.

 

Amar o próximo é a base para quem quer seguir os passos de Jesus! Um cristão deve renunciar a si mesmo e viver para Cristo. Esta escolha consiste em amar a Deus de todo o coração e amar o próximo.

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas." Mateus 22:37-40 (ARA).

 

Este é o grande mandamento que Deus nos admoesta a obedecer. Não é fácil, mas à medida que nos aproximamos de Deus e o amamos mais, Ele nos ajuda a amar o próximo de todo o coração. E este amor que Deus nos dá pelas outras pessoas leva-nos a desejar o seu bem-estar, especialmente o seu bem-estar espiritual.

Ao nos aproximarmos de quem está ao nosso redor, em nome do Senhor, perdoando-os, ajudando-os e tratando-os com respeito e honra, eles serão capazes de perceber a presença de Deus em nós. Eles verão algo diferente e quererão saber porquê.

 

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16 (ARA).

 

Assim como fomos salvos pela graça, devemos proclamar este amor àqueles que ainda não foram alcançados. É uma demonstração de amor ao próximo quando partilhamos com Ele a Palavra da salvação.

 

 

Pajovi 2025

A IMPORTANCIA DA NOSSA VIDA

  Existem duas ocasiões na vida, em que percebemos como uma pessoa é ou não, importante para as outras. Uma delas é quando morre. Quando vo...